38 anos, casado, pai de três filhos, psicólogo de profissão, por vocação e de coração. Lisboa.

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo. Não gosto de conversa fiada, nem de protagonismos. Assusta-me a ligeireza com que se enfrentam os problemas educacionais, como se colocam as esperanças na retórica e nas ações de cosmética.

Também me assusta a falta de esperança. Assusta-me a rotina. O saber de cor (ao domingo, como diz a música) o que se vai dizer segunda-feira, deixa-me irritado. Não quero.

Foi ainda no Instituto Superior de Psicologia Aplicada que tomei duas decisões fundamentais para a minha prática profissional atual. Uma delas foi escolher o ramo Educacional. A outra foi encantar-me pela Psicologia Positiva. Sempre me interessou mais a prevenção do que a remediação, mais a promoção de competências do que a doença, mais as histórias com objetivos, em vez de estudos intermináveis e com pouca aplicação prática.

Um dia, na Biblioteca do ISPA descobri uma monografia que concluía que um Psicólogo Educacional deve ser especialista em comunicação. Adorei! Hoje comunico em Palestras, Conferências, Ações de (trans) Formação e Sessões de Sensibilização em Escolas de todo o país. Com orgulho, digo que tenho sessões dinâmicas e interactivas para todos os elementos do teatro educativo. Porque a solução está no trabalho de grupo. Porque temos que fazer pontes entre professores e alunos, entre alunos e professores, entre os encarregados de educação e os professores, entre a escola e a comunidade…

Primeiro fui trabalhar como Coordenador Pedagógico num projecto de nome Schoolab, uma iniciativa que visitava escolas com filmes pedagógicos projetados dentro de um insuflável em forma de iglo. Fui Formador destes Animadores que dinamizavam as sessões. Criámos um Campo de Férias que juntou crianças e jovens de bairros carenciados e das classes mais favorecidas em termos económicos. Foi uma excelente experiência.

E agradeço a uma professora (de quem não sei o nome) um elogio que mudou a minha vida. Um dia, dentro de um desses insufláveis, porque faltou um Animador, tive de ser eu a falar com as crianças. Ela elogiou de tal forma o meu trabalho e disse-me que era “ um excelente formador”. Ainda se ouvia pouco falar deste termo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

Alfredo Leite, psicólogo, pai, 38 anos…um país para visitar, uma rede de escolas para tocar, um conjunto de pais e professores para aproximar, um mundo de alunos para encantar e…o coração da minha família para me fazer andar.

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