7 dicas para lidar com a ansiedade do seu filho

7 dicas para lidar com a ansiedade do seu filho

7 dicas para lidar com a ansiedade do seu filho

São cada vez mais frequentes os casos de ansiedade em consulta infanto-juvenil. O ritmo alucinante em que nós adultos vivemos é transmitido inevitavelmente para os filhos. Quantas vezes já acelerou a rotina matinal porque estão atrasados, por exemplo?

Mas desengane-se se acha que o problema é só da vida dos adultos.

A rotina imposta às nossas crianças e aos nossos adolescentes também é cada vez mais exigente, com aulas, estudos, atividades complementares, compromissos sociais, entre outros.

Para além do stress diário que pode gerar ansiedade, o seu filho também pode estar a desenvolver um traço ansioso na sua personalidade, que se traduz numa maior tendência para reagir com ansiedade às situações e compromissos.

Conheça algumas dicas que podem ajudar a lidar com a ansiedade do seu filho:

1. Ouça mais do que fale

Tente perceber junto do seu filho o que ele está a sentir. É importante que aprenda a comunicar o seu estado emocional, para se habituar a exteriorizar emoções, ao invés de internalizar. Muitas vezes também acabamos nós próprios por antecipar sintomas ou situações que nem eram significativas para o seu filho e, desta forma, estamos a valorizar e a destacar ainda mais ansiedade, não é recomendável.

2. Garanta que ele está num local seguro e acompanhado

É importante que ele sinta segurança num momento ansioso e isso passa muitas vezes por estar com alguém de quem gosta e com quem tenha abertura para partilhar. Tente garantir um sítio tranquilo, longe de ruídos ou ambientes perturbadores.

3. Não valorize em excesso

O pior comportamento que podemos adotar com alguém que está a viver um período de ansiedade é hipervalorizar. Por hipervalorizar subentende-se várias perguntas insistentes e repetitivas sobre o seu estado emocional. Este tipo de comportamentos tende sempre a aumentar os sintomas e, por sua vez, a gerar mais ansiedade no seu filho.

4. Ensine-o a respirar fundo

A respiração mais adequada para o funcionamento humano é a diafragmática, ou seja, respirar usando o nosso diafragma. É uma respiração reparadora que restabelece o equilíbrio emocional e que na maior parte das situações de stress não é utilizada.

5. Desmistifique o perigo e/ou a situação

O que justifica uma resposta emocional exagerada e desadequada à situação é a interpretação cognitiva disfuncional que fazemos do acontecimento. Tendemos a ver mais negativo do que na realidade é. Ajude o seu filho a desconstruir as suas ideias, fazendo-lhe ver como as coisas são na realidade.

6. Faça planeamentos

É muito difícil conseguir em simultâneo processar duas situações intensas. Deste modo, ajuda distrair o seu filho com atividades que ele gosta. Numa fase inicial, pode facilitar esse planeamento, mas tente cada vez mais incentivar a que ele próprio se reinvente em distrações prazerosas quando se sentir ansioso.

7. Reforce a confiança e seja otimista

Transmita-lhe confiança e otimismo. Reforce a sua autoestima e os seus sentimentos de auto eficácia. Ninguém fica permanentemente ansioso ou em estado de alerta, a angústia irá passar. Seja apoiante e positivo.

Quando a ansiedade acompanha o seu filho há demasiado tempo e em vários contextos, é importante ser avaliado em consulta de psicologia, de forma a perceber se estamos perante ansiedade normal ou ansiedade patológica, clinicamente significativa e, por isso, merecedora de intervenção psicológica.

Diana Fonseca – Psicóloga Clínica

O Centro Catarina Lucas nasce na sequência do trabalho desenvolvido pela psicóloga Catarina Lucas ao longo dos anos, na área da psicologia e desenvolvimento.

Conta com uma equipa multidisciplinar de cerca de 30 profissionais especializados em diversas áreas da psicologia e do desenvolvimento humano, prestando serviços nas áreas da psicologia para adultos, infantil e juvenil, aconselhamento parental, terapia de casal, terapia familiar, sexologia clínica, neuropsicologia, hipnose clínica, orientação vocacional, psiquiatria, terapia ocupacional, terapia da fala, nutrição, naturopatia, osteopatia, entre outros.

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