7 pecados comunicacionais em sala de aula

7 pecados comunicacionais em sala de aula

7 pecados comunicacionais em sala de aula

“Faltam-me as palavras.”

Sempre gostei desta expressão. As palavras são fundamentais. Elas começam guerras e amores, elas terminam conflitos e aproximam as pessoas.

Por vezes, o que queremos verdadeiramente dizer, não é coerente com as palavras que usamos. Ou o resultado que queremos ver em atitudes e comportamentos, não é consentâneo com as palavras que nos “saltam” da boca para fora.

  • Quantas vezes já nos arrependemos das palavras que usamos?

  • Quantas vezes já é tarde, porque no labirinto da comunicação, o outro já fez a sua interpretação?

Na Educação, nomeadamente em sala de aula, é fundamental dominarmos as nossas palavras.

Há muito tempo que sabemos: de boas intenções está o inferno cheio. É importante as ações estarem coerentes com as palavras. E vice-versa. De nada adianta termos boas intenções, se as frases forem negativas.

Há frases, mesmo sem más intenções, que podem diminuir a autoestima…

Há frases que, mesmo sem más intenções, podem ser contraproducentes, no que diz respeito ao estado emocional que devem provocar nos alunos. Com estas ideias como pano de fundo, inspirados pela Drª Maria Bleck Holroyd Soares, reunimos um conjunto de frases para serem analisadas pelos docentes.

Desejamos que analisem se faz sentido, o “pecado comunicacional” que as frases podem conter. Que procurem detetar esse “pecado”.

Um “pecado comunicacional” é, como a expressão procura indicar, algo que estraga o objetivo principal da comunicação.

Todos os docentes precisam de um ambiente positivo para poderem fazer o seu trabalho.

Os “pecados comunicacionais” prejudicam esse ambiente. A nossa ideia é simples: se refletir sobre estes “pecados comunicacionais”, o docente pode evitá-los, ganhando com isso. Também pode criar frases de substituição, com teor positivo.

7 pecados comunicacionais em sala de aula

1 – Uso de sarcasmo. Por exemplo: “Mas isto é uma turma de bebés, ou quê?!”

2 – Frases feitas (sem) sentido. Por exemplo: “Qual é a parte de calados que não entenderam?”

3 – Criar culpa. Por exemplo: “Estás a estragar a aula aos teus colegas!”

4 – Generalização. Por exemplo: “Tu és sempre a mesma coisa!”

5 – Crítica sem alternativa. Por exemplo: “Não é assim que se fala, não tens mesmo respeito.”

6 – Ameaça. Exemplo: “Vou queixar aos teus Pais!”

7 – Pessimismo. Por exemplo: “Tu nunca irás mudar!”

Bem sabemos que é mais fácil falar (sobre os “pecados comunicacionais” em sala de aula), do que fazer…

Sei também que os docentes são humanos, e que também estão sujeitos a muita pressão. Mas também sei que muitos desejam mesmo melhorar. E sei que é fácil reconhecer estas frases como um solo de péssima qualidade para a Educação. Por isso, sei que vão olhar para estas frases, com uma perspetiva Positiva, e assim, ficarão mais perto de as evitar e/ou de substituir por outras. Até porque, muitas vezes, a primeira vítima do sarcasmo, do pessimismo, da culpa e de outros “pecados comunicacionais”, até costuma ser o próprio docente, que os usa para consigo próprio, no seu diálogo interno.

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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