Temos de aprender a respeitar e aceitar as diferenças

Temos de aprender a respeitar e aceitar as diferenças

Temos de aprender a respeitar e aceitar as diferenças

A propósito do sentimento de pertença que muitos buscam, outros não sentem, outros não querem saber.

Considero importante encontrarmos a nossa tribo, fazermos parte de uma comunidade, sermos representados para que possamos ser ouvidos mas… é possível o todo falar pela parte, de forma justa? É possível o todo representar a parte ínfima, de forma justa? Sentirmo-nos verdadeiramente representados, ouvidos, aceites, inseridos – incluídos? Haverá lugar para aquilo único que nos distingue e diferencia dos demais? Haverá espaço de antena para aquele ser individual que também tem algo a dizer?

É importante sentirmo-nos parte de algo

É importante sentirmo-nos parte de algo mas não deixo que isso me/nos defina e que não possamos ser ouvidos quando temos algo mais ou algo de diferente para dizer. Por que hão de outros falar por mim se eu tenho voz para me fazer ouvir? Por que me hão de impor determinadas regras com as quais posso não me identificar?

Encaro a “comunidade”, a “família”, a “tribo” como aquele lugar seguro para onde podemos sempre voltar e onde sabemos que somos aceites mas onde também existe – tem de existir! – espaço para a nossa individualidade. Porque essa individualidade é tão importante como termos educação, alimentação, segurança. É o que faz de nós nós mesmos, onde as experiências individuais de cada um têm o seu peso e importam.

Porque somos todos diferentes… e iguais. É confuso, não é?

Somos uns seres muito estranhos. Queremos ser iguais uns aos outros porque é esse o padrão esperado mas também queremos valorizar o que nos torna únicos. Não creio que haja nada de errado com isso. É o que faz de nós seres ricos em tantos aspetos.

Tendemos a compartimentalizar:

  • nós e os outros;
  • os neurotípicos e os atípicos;
  • os diferentes e os comuns; etc.
  • Eles.
  • Os outros.
  • Os não comuns.
  • Os que se desviam do padrão.

Ajuda-nos mentalmente se organizarmos a vida por categorias mas nem sempre há categorias.

É aquela “comunidade”, aquela “família”, aquela “tribo” que pode não estar lá, pode não existir e, choquemo-nos, pode até nem fazer falta. Não precisamos de nos rotular para mostrar que somos diversos qb. E que isso sempre fez parte da história da Humanidade e não me parece que a evolução humana vá terminar com isso.

Confuso? Sim, sem dúvida.

Importa que nos sintamos nós mesmos com ou sem apêndices, com ou sem essa continuidade humana social (quem disse que no man is an Island? E se puder ser?), com ou sem sentimento de pertença.

Importa que nos façamos ouvir e que nos respeitemos e que possamos valorizar e aceitar as nossas diferenças. Há mundo para todos.

Um T2. Uma família que passa de 2 para 4. Um duplo diagnóstico de Perturbação do Espectro do Autismo.

O esforço de manter uma vida normal em tempos difíceis, a vários níveis… Em suma, uma aventura vivida a 4.

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