As crianças precisam de um ano letivo presencial completo

As crianças precisam de um ano letivo presencial completo

As crianças precisam de um ano letivo presencial completo

Arrancou esta semana o ano letivo.

Crianças, adolescentes, famílias e professores preparam com afinco e com esperança este regresso às aulas.

O regresso às aulas é sempre feito de muitas emoções.

Existe sempre alguma ansiedade. O regresso à rotina, a adaptação aos professores e amigos novos, o receio de falhar e não obter boas notas. Por outro lado, também existe magia. As saudades de abraçar os amigos, o material escolar e a a magia de aprender.

A pandemia fez com que o regresso às aulas gerasse mais dúvidas que certezas.

Por agora começamos com ensino presencial, mas sem certezas de que assim se manterá até ao fim do ano letivo.

Todos precisamos de manter-nos alerta na luta contra a pandemia e ter cuidados redobrados que outrora não tínhamos. Vamos entrar no terceiro ano letivo consecutivo pautado por uma pandemia e não podemos permitir que o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes fique comprometido.

O ensino online não é tão preciso nem tão eficaz, e é tão mais difícil quanto mais novas são as crianças.

Assim no ensino primário as competências ficam comprometidas com o ensino online e no ensino pré-primário as competências de pré-aquisição de escrita e leitura ficam também elas altamente comprometidas.

Vejamos as crianças que estão este ano letivo na sala dos cinco anos.

Estiveram todo o período pré-escolar com uma pandemia, sendo que competências como motricidade fina ou coordenação olho-mão, por exemplo, podem não ter sido desenvolvidas de forma eficaz.

É fundamental que este ano letivo seja encarado como um ano crucial e decisivo para as nossas crianças.

Que o tentemos levar até ao fim com o mínimo de interrupções possíveis para que tudo aquilo que não foi desenvolvido quer a nível cognitivo, quer a nível social nos dois anos anteriores possa agora ser desenvolvido e consolidado, de forma robusta. E principalmente para que as nossas crianças possam – a par de todos os cuidados – sentir-se livres.

Cátia Lopo e Sara Almeida,  Psicólogas Clínicas

                                                                                      

A Escola do Sentir, promove o desenvolvimento emocional e social do indivíduo.

No mundo infantil, a Escola do Sentir prima e anseia por uma educação holística, focada na criança/adolescente, alicerçada numa intervenção com pais e numa forte vertente de intervenção social e comunitária.

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