As Crianças têm forças desconhecidas

As Crianças têm forças desconhecidas

As Crianças têm forças desconhecidas.

Um dia, um menino fez uma composição sobre o mar.

Na escola, até nem teve “boa nota”. O menino teria 10 anos. A composição veio para casa, tendo chegado às mãos da mãe. Também eu me lembro de ter feito muitas composições. Era bom. Quer dizer, era bom, porque eu era bom a fazê-las.

Agora que penso bem…era bom (o que sentia ao escrever), porque me transmitiam que eu era bom, nomeadamente a minha Professora. A minha Professora ajudou-nos a todos a descobrir as nossas forças.

Na história que comecei por contar, não terá sido bem assim…em que parte estava? Ah, já sei, a composição chega às mãos da mãe daquele menino de 10 anos. No dia seguinte, depois de a ler, a mãe resolve mandar a dita para um jornal nacional. E não é que os responsáveis resolverem editar a composição?! Passados uns dias, o Pai desse menino, veio do ardina com o jornal (sem saber de nada!). Enquanto chegava a casa ia lendo…”Mas que raio de coisa é esta de colocarem composições de crianças no jornal?!” disse ele, ofendido. Mas quando chegou à assinatura, viu o nome do seu filho: Pedro Abrunhosa.

Não estou a criticar a Professora em questão.

Cada um terá a sua forma de avaliar e a composição até podia nem estar boa. No limite, até podemos dizer que a contrariedade (a “má nota”), espicaçou aquela criança. Mas quantos talentos não se perdem quando nos focamos em factos e no racional, em detrimento do emocional ?

Como conclusão, lembremos sempre:

– As Crianças têm forças desconhecidas;

– Educar também é valorizar essas forças;

– O ato de Ensinar funciona melhor quando há bem-estar emocional;

– Reconhecer forças e virtudes favorece o bem-estar emocional;

– As Crianças têm potencial e não podemos só arranjar facilidades, mas o excesso de crítica pode ser devastador;

Elogiemos o esforço.

Como é que iríamos viver sem poder cantarolar…”Se eu fosse um dia o teu olhar,…” ?

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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