Dar tempo aos filhos é investir no futuro

Dar tempo aos filhos é investir no futuro

Dar tempo aos filhos

Dar tempo aos filhos é investir no futuro

As dificuldades de comunicação aparecem muitas vezes na base de conflitos que acontecem na adolescência. Muitas vezes não criamos espaços de comunicação e disponibilidade para ouvir o outro. As emoções e os afectos precisam de tempo e de espaço para se poderem expressar.  Ouvir as diferentes opiniões e negociar regras é essencial em todas as faixas etárias, mas com especial enfoque na adolescência. Converse, converse sobre tudo, sobre as coisas que rodeiam o seu filho. Podem ser coisas aparentemente simples, sem grande carga de seriedade. Verdadeiramente importante é estar presente e disponível.

A falta de tempo

A falta de tempo para estar em família deixa os jovens muitas vezes em auto-gestão e entregues a pequenas e grandes decisões para as quais não possuem a maturidade suficiente. As consequências desses desafios para os quais não possuem recursos são imprevisíveis.

Alguns jovens vão conseguindo, como forma compensatória, os ténis da moda que desejavam, o último modelo de telemóvel, o jogo para o computador que todos os amigos jogam… Na realidade fazia mais falta aquele abraço forte e protector, aqueles 15 minutos de conversa, aquele apoio que diz “apesar de não concordar contigo, gosto muito de ti filho(a)!”.

São essencialmente as pequenas coisas do dia-a-dia que desgastam as relações e afastam pessoas.

Mesmo entre pais e filhos. Quando os pais têm um envolvimento emocional que lhes  permite a construção de uma ligação afectiva com os seus filhos e, simultaneamente, sabem definir limites de um modo consistente, os seus filhos têm uma adolescência mais fácil, porque está muito mais orientada – na sua ausência, o adolescente sente-se perdido e desinvestido pelos próprios pais.

É conhecido de todos que os adolescentes têm uma necessidade muito grande de testar limites. Bem como desafiar tudo e todos. Isto faz desesperar muitos pais! No entanto, crescer e aprender não é fácil.

Enquanto pais, a missão passa por ajudar o adolescente a autonomizar-se com estabilidade e segurança, o que implica ajustamentos da sua relação com ele e do tempo que lhe dedica.

Como está a sua relação com o seu filho adolescente?

 

Vera Lisa Barroso, Psicóloga Clínica, Equipa Mindkiddo – área infanto-juvenil, Oficina de Psicologia

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