As Crianças inteligentes também sobem às árvores e saltam nas poças. São crianças e gostam de brincar.  Numa época em que as crianças nascem rodeadas de gadgets, cada vez mais nos esquecemos da importância de brincar ao livre e estar em contacto com a natureza.

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Crianças inteligentes sobem às árvores e saltam nas poças

As Crianças inteligentes também sobem às árvores e saltam nas poças. São crianças e gostam de brincar.

Numa época em que as crianças nascem rodeadas de gadgets, cada vez mais nos esquecemos da importância de brincar ao livre e estar em contacto com a natureza.

Hoje em dia, derivado da concorrência extrema ao mercado de trabalho os pais, preocupados com o futuro, tendem a sobrecarregar os filhos com actividades académicas. Pressupõe-se que se desenvolverem mais competências do foro intelectual serão, um dia, mais competentes, melhores profissionais e conseguirão estar um passo à frente dos demais nesta corrida desenfreada ao sucesso.

Melhores avaliações escolares não é preditor de adultos bem sucedidos.

As competências profissionais, como todos sabemos, ganham-se essencialmente com a experiência, e não na faculdade. Um profissional competente compreende todo um conjunto de qualidades que vão muito além do que vem nos livros.

Por outro lado os pais vivem sobrecarregados de trabalho sobrando muito pouco tempo livre para proporcionar aos filhos actividades de lazer e brincadeiras ao ar livre. Obviamente, que neste contexto, as actividades extra-curriculares, os ATLs, os centros de explicação, em conjunto com os tablets, smartphones e programas de TV são a salvação de muitas famílias.

Pensar fora da caixa

Parece-me que com o pretexto de estarmos a preparar as crianças para o futuro (e o cansaço acumulado), estamo-nos a esquecer do elemento mais importante para o desenvolvimento de uma criança durante a primeira infância: brincar.

Brincar é a ferramenta mais importante no desenvolvimento de uma criança. Uma criança inteligente tem necessidade de brincar, de estar ao ar livre, de conhecer e de experimentar. Uma criança inteligente é curiosa por natureza e a brincar explora o seu potencial máximo livremente.

Brincar livremente (à antiga)

Subir às árvores, saltar nas poças, jogar às escondidas ou procurar insectos debaixo das rochas. Isto é fundamental no desenvolvimento dos nossos filhos. Ao ar livre vão aprender a explorar e experimentar o espaço, a respeitar os outros, a partilhar, a sociabilizar.

Vão aprender a cair e a levantar-se, algo que lhes será muito útil ao longo da vida.

O contacto com a natureza vai ensinar-lhes a  respeitar o meio ambiente e as outras espécies. Vão tornar-se mais destemidos e desenvolvidos a nível motor, e vão desenvolver competências que são impossíveis de adquirir fechados entre quatro paredes. Competências que só se aprendem com a experiência.

As crianças precisam de viver aventuras, brincar ao faz de conta, ganhar asas e soltar a imaginação. Se é tão importantes as pessoas saberem pensar fora da caixa, porque emparedar a criatividade dos nossos filhos? Deixemo-los sonhar, e larguemos os estereótipos. Não estamos a criar robots, mas sim crianças. E o nosso objetivo enquanto pais é que os nossos filhos sejam crianças felizes, que cresçam e se tornem adultos bem resolvidos, capazes e felizes. Fácil. O que não é tão fácil nem óbvio, é o caminho a percorrer.

Tratar cada criança com um individuo único

Cada criança é uma criança diferente, com ritmos diferentes e que precisa de estímulos diferentes. É urgente que aprendamos a entender os nossos filhos para lhes respondermos com soluções de acordo com as suas necessidades.

Há dias dizia-me uma amiga que o filho era muito trapalhão a nível motor e que não se entendia com os baloiços do parque. Também não gostava de jogar à bola, nem de brincar no exterior. E eu perguntei-lhe: ”Já foste brincar com ele para a rua?”
– Ele não quer…”, respondeu-me.

Pois, porque ele não sabe brincar sozinho, num espaço onde não tem brinquedos (aparentes porque depois do hábito criado fazem de pedras brinquedos), onde não se sente seguro e confortável.

Cabe aos pais proporcionarem a experiência do parque infantil ou do parque natural. Quer seja a mãe sentada no banco, a que empurra o baloiço ou a histérica anda a correr atrás das crianças (das dela e das dos outros) e ainda enxota os pombos com pontapés no ar e gritos, estes hábitos devem ser criados desde bebés. Porque são hábitos positivos e necessários para a evolução mental, física e comportamental dos nossos miúdos, os adultos do amanhã.

Lembre-se do quanto fomos felizes a brincar na rua. Apesar dos perigos e do frio, com supervisão, vestuário adequado, podemos e devemos deixar que os nossos filhos se atirem de corpo e alma para as poças de chuva.

 

Por Up To Kids®

 

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