Brincar Devia Ser Obrigatório

Chega o primeiro dia de aulas: choros, excitação, nervosismo, encontrar os amiguinhos, conhecer os novos, nova escola, rotinas novas. Nervos em franja, tanto para os mais pequenos como para os pais.

Depressa o tempo passa e após uma semana lá nos encontramos nas rotinas do costume. O stress de manhã, os apelos a que se despachem, não esquecer os lanches, não deixar as mochilas em casa. O trabalho para os pais, a escola para os miúdos e depois o regresso. Mas esta última viagem raramente é só da escola para casa: há que levá-los ao karaté, à natação, ao futebol, à ginástica, ao ballet, ao inglês, à música,… E depois ainda passar no supermercado para alguma coisa que nos falta das compras do fim-de-semana.

Chegados a casa, as tarefas do costume: fazer o jantar para os graúdos e os trabalhos de casa para os pequenos – “despacha-te a fazê-los, se queres ir brincar!”. Tomar banho, jantar, lavar dentes, vestir pijama, história e toca a dormir, que já se faz tarde. E tudo pronto para se repetir no dia seguinte. E logo, logo chega o Natal e outro ano começa, em que de entre as promessas para o novo ano se encontra o tentar passar mais e melhor tempo com as crianças.

E se tentássemos fazê-lo agora? Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular? Na quarta-feira (ou na segunda, ou na quinta, ou em outro dia qualquer) das 18h30 às 19h30 em vez de ir para o inglês, vai para casa brincar com os pais ou amigos. É gratuito e contribui para o bem-estar de todos. E “TPC’s” só depois da actividade, porque durante o tempo da natação também não se fazem trabalhos de casa. Porque as actividades físicas e artísticas são importantes, mas o tempo de ser verdadeiramente uma criança em família também o é!

Fica o desafio!

Boas Brincadeiras!

Por Vilma van Harten, para Up To Kids®
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