Brincar é um assunto sério

Brincar é um assunto sério

Brincar é um assunto sério. Enquanto brincam promovem a imaginação, a criatividade, a capacidade de resolver conflitos.

Porque Brincar é um assunto sério

“Ó Mãe! Mas eu não tenho nada para fazer!”

Infelizmente, nos dias de hoje “o brincar” é muito desvalorizado. Especialmente numa sociedade que cada vez quer produzir mais cedo, crescer mais rápido e ter mais depressa resultados. O brincar é visto como uma perda de tempo. Poucos percebem como brincar é essencial para educar, e fundamental para o bem estar de pequenos e graúdos.

Quais são realmente os benefícios de brincar?

Brincar com os nossos filhos promove a conexão, a presença e melhora a qualidade da relação. Só com uma relação forte, podemos ter uma influência inspiradora e positiva na vida deles.

Enquanto brincam promovem a imaginação, a criatividade, a capacidade de resolver conflitos. Igualmente descobrem como equilibrar pontos de vista diferentes. Aprendem a gerir emocionalmente o perder e o ganhar, desenvolvem a empatia e trabalham a relação com o corpo.
Dr. Stuart Brown autor e fundador do National Institute for Play, sublinha que brincar faz parte da nossa biologia humana ancestral e que por isso, a brincadeira deve estar presente na nossa cultura, na infância e na idade adulta.

Estar aborrecido é o primeiro passo para a criatividade.

“Ó Mãe! Mas eu não tenho nada para fazer!” dizem quando os afastamos dos jogos online. Ficarem aborrecidos e rabugentos é um passo necessário para começarem a brincar sozinhos. Só aí, conseguem ligar a imaginação e a criatividade.
A brincadeira livre é a mais poderosa e infinita em possibilidades.

Deixar a criança liderar a brincadeira, imaginando o jogo, é altamente nutritivo para a sua autoestima. Quando a criança nos ensina alguma coisa sente o seu valor próprio fortalecido. Sente, também, que ensinar não é unilateral, mas que podemos e queremos, aprender com elas. Isto fortalece a sua autoimagem e a qualidade da relação pais-filhos.
Dr. Stuart Brown, diz que a brincadeira livre trabalha nas crianças capacidades locomotoras e sociais necessárias para o desenvolvimento do pensamento criativo anos mais tarde.

Brincar devia ser uma disciplina de destaque nas escolas para os trabalhadores do futuro. Inegavelmente devia ser olhada como um profundo processo de pesquisa.

O Brincar e as emoções

Se tiveres uma atitude curiosa vais notar que muitas das brincadeiras que a criança faz são inspiradas em situações do dia a dia que não ficaram resolvidas dentro dela.
Ao fingir que é uma professora dentro da sala de aula. Apontando o dedo, enquanto chama a atenção a um menino distraído, transforma a sensação injusta de ter sido repreendida na escola. Ao fazer uma corrida sozinho para ganhar, transforma a frustração de ter sido o último a ser escolhido na aula de ginástica.

Brincar, tem este maravilhoso efeito terapêutico de arrumar o que não teve espaço para ser digerido numa forma criativa. É necessário, que para além dos trabalhos de casa, as crianças tenham espaço para fazerem o seu trabalho interior.

Porque Brincar é importante

– Brincar, desenvolve e estimula muitas áreas e competências diferentes

– Movimenta o corpo, desenvolve a motricidade e as capacidades físicas.

– Porque Desenvolve a coordenação.

– Solidifica a relação e os laços sociais.

– Desenvolve competências intelectuais.

– Porque Ensina a lidar com a frustração.

– Trabalha a resolução de conflitos.

– Liberta endorfinas que nos enchem de felicidade.

– Brincar ajuda a aprender melhor, de uma forma mais integrada e promove novas ligações neurais.

– Porque apoia o desenvolvimento cerebral.

– Trabalha a imaginação, a criatividade e o “faz de conta”.

– Aumenta a vitalidade e a energia.

– Brincar Promove a risota descontrolada.

– Aumenta a concentração.

– Desenvolve a autoestima e autoconfiança.

– Trabalha as capacidades sociais.

– Desenvolve o auto controlo.

– Porque Transforma emoções bloqueadas.

– Trabalha a inteligência emocional.

– Desenvolve a comunicação e a memória.

– Brincar Fortalece a capacidade organizacional e de estruturação de tarefas.

– Utiliza a fantasia e o storytelling.

– É total e completamente catita!

Brincar é para todos, e tem de fazer parte da nossa vida TODOS os dias.

Tal como disse George Bernard Shaw, “We don’t stop playing because we grow old; we grow old because we stop playing.”

Mãe Catita, autora do livro “Eu sou super – Pequenos exercícios para uma grande autoestima”, nasceu em 1978 e revelou desde cedo uma personalidade muito catita.

Em 2011, nasceu o pequeno catita, o que a levou a investigar uma parentalidade com base no mindfulness, promotora de uma autoestima saudável, e que constrói uma relação única entre pais e filhos.

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