frustração positiva

Frustração Positiva

Frustração Positiva?

Como é que um sentimento que à primeira vista é tão negativo pode ser Positiva?

“Eu não gosto de me sentir frustrado!” – É o pensamento consequente a esta afirmação.

Pois bem… É mesmo sobre a Frustração Positiva que vamos falar neste artigo.

Sobre a frustração

No senso comum, a frustração é o sentimento que ocorre quando alguma coisa que era esperada devia acontecer e não aconteceu. Quer dizer: a nossa mente previa que que acontecesse determinada coisa, e não aconteceu contrariando assim a nossa necessidade de controlar tudo o que nos rodeia.

Nós adultos ainda sofremos muito ao nos sentirmos frustrados. É natural! No entanto, é preciso observar quais são as nossas atitudes depois da frustração pois seguramente, são estes modelos mentais de como lidar com a dor, com a perda e com o erro que estaremos a transmitir aos nossos filhos.

E não adianta pensar: “Que disparate! É só um bebé, nem se apercebe do que está a acontecer!”. Grande engano! As nossas crianças entendem e sentem tudo o que ocorre e acabam por refletir nos seu comportamento ainda que, num primeiro momento seja de forma inconsciente.

Mas se as as dores, desafios, perdas e obstáculos são inerentes à condição humana, como transformar estes acontecimentos em aprendizado?

É aqui que entra o nosso conceito de Frustração Positiva.

É a habilidade que os pais e educadores devem possuir para limitar o comportamento infantil, gerando um conflito que facilite a evolução. Em traços gerais trata-se de evitar a superproteção, não privando a criança de situações aparentemente mais difíceis.  São estas adversidades que as ajudam a crescer e que permitem a aprendizagem da tolerância à frustração.

A antropologia tem uma metáfora bastante pertinente sobre a Frustração Positiva: é a do sistema imunológico psicológico. Quando a partir da vivência de situações desafiadoras a criança desenvolve novos recursos e habilidades de adaptação. E isto é tão importante!

Como diz o provérbio, “A necessidade faz o engenho”

Por isto é que os limites são tão importantes no desenvolvimento psicológico das crianças. É a partir dos nãos que oferecemos aos nossos filhos, sempre somados ao nosso gigante amor de mãe, que os vamos preparando para receber com mais equilíbrio emocional, os nãos que chegarão no decorrer da vida.

Viver essa experiência, no reduto fraterno do lar é de grande valia para crianças e adultos. Ambos têm a possibilidade de (re)construir a sua relação com frustração, alterando padrões mentais enrijecidos, na constante aprendizagem de lidar com a dor de forma positiva, resiliente e empoderadora.

Em suma, devemos exercitar-nos no aprendizado de que nem tudo está sob o nosso controle. Nem tudo acontece como planeamos. Nem todas as nossas vontades são atendidas.

E quer saber mais?

Está tudo bem!

Photo by Caleb Woods on Unsplash

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