Levar as crianças para o emprego. Será assim tão boa ideia?

Levar as crianças para o emprego. Será assim tão boa ideia?

Levar as crianças para o emprego. Será assim tão boa ideia?

“Muitos deixam as crianças com os avós e as crianças adoram esses mimos especiais.”

Quando as crianças atingem a idade escolar, muitos são os pais que têm de fazer uma grande ginástica logística para que as crianças não fiquem abandonadas em casa em períodos de interrupção escolar.

Muitos deixam as crianças com os avós e as crianças adoram esses mimos especiais. Outros têm a possibilidade de os deixar em espaços que organizam programas de férias. Aqui a pedagogia não pode faltar, muito menos a diversão e a fantasia.

Outros, ainda, organizam férias com os amigos dos filhos e a diversão é completa.

Mas, na falta de todas estas opções, há pais que levam os filhos para o emprego, durante uns dias. O suficiente para o patrão não reclamar! (Lembro-me bem deste tempo, em que ia para o escritório do meu pai e me deliciava a bater nas teclas da máquina de escrever, imitando aquele velhinho anúncio que passava na televisão, fazendo publicidade à máquina de escrever petite da Concentra. E de como gostava de conhecer o que era a vida de um adulto, compartimentada em várias salas a que se dá o nome de “escritórios” ou “gabinetes”).

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Levar a turma do filho para o emprego.

Mas, e se em vez do filho, os pais levassem a turma do filho para conhecer o local onde trabalham?! Não acharia isso possível? E para quê se dar ao trabalho?! O que é que as crianças haveriam de aprender?!

Vamos dar-lhe um exemplo.

Um pai/mãe que trabalhe numa editora de livros, ao organizar uma visita com a Educadora / Professora do seu filho, levará as crianças para um mundo que normalmente está camuflado entre capas, contra-capas, guardas, miolo e lombadas. Conhecer o processo ligado à edição de um livro poderá soar-nos banal, mas não o será para uma criança. Muito menos para 15 ou 20 crianças!

Na editora terá oportunidade de perceber que também os escritores dão erros. Que o livro tem de ser montado em programas de computador. Que há uma pessoa por detrás da decisão de onde se colocar uma ilustração. Que há outro conjunto de pessoas que trabalham o grafismo das capas dos livros e das colecções. Que se pode escolher através de um catálogo o tipo de papel e a cor a usar como se de uma tinta plástica se tratasse, e outra que diz o “sim” final e decide que já pode ir para uma gráfica.

Outras pessoas ainda que apenas imprimem os livros e entregam à distribuidora que os fará seguir até às livrarias, até às mãos de adultos e crianças.

Podemos encarar este tipo de visitas da mesma forma como se encara a visita à quinta pedagógica sendo que, na editora, a pergunta é antes “de onde vem o livro?”.

Ora experimentem!

Por Patrícia Azevedo, Programadora Cultural do MAPA, para Up To  Kids®

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