Porque não obrigo o meu filho a partilhar

“No infantário do meu filho existe uma regra relativamente às partilhas. É uma escola co-gerida por pais, por isso temos de ter regras e politicas para que os mesmos assuntos sejam tratados da mesma maneira por todos os pais. A regra da partilha é que uma criança pode brincar com um brinquedo o tempo que quiser. Se outra criança quiser o mesmo brinquedo terá de esperar que a primeira se farte dele e o entregue. Nós até guardamos brinquedos se uma criança quiser ir à casa de banho para garantir que nenhuma outra lho tira antes da primeira o qerer de facto largar. Esta regra também se aplica a tudo o que está no jardim, incluindo baloiços e triciclos/carrinhos.

Inicialmente nem me ocorreu questionar esta regra. Porque era assim que funcionava e, apenas respeitei a regra. Na verdade nem me pareceu nada do outro mundo. Todos os miúdos conhecem a regra, talvez, ao fim de duas semanas de aulas, por isso ninguém faz birra quando lhes dizemos “Podes brincar quando a Sally Jo se fartar”. Mas ultimamente apercebi-me que nas outras escolas e locais onde vamos as coisas funcionam de maneiras completamente diferente. E comecei a perceber exactamente porque é que esta regra foi criada.

Duas práticas de partilha questionáveis

Recentemente assisti a dois exemplos de práticas de partilha questionáveis:

O primeiro passou-se com uma amiga. Ela e o seu filho, de quase dois anos, foram ao parque. Ele tinha levado um carrinho pequeno para brincar, e outro miúdo um bocadinho mais velho queria brincar com o carro dele, e estava exigir-lhe que lhe emprestasse o brinquedo. A minha amiga não interferiu, e desencadeou-se uma birra típica de crianças dessa idade. A mãe da outra criança às tantas diz ”deixa lá, a mãe desse menino não o deve ter ensinado a partilhar…” A outra mãe ignorou o facto do brinquedo ser do filho da minha amiga e o facto de que quando alguém lhe pede para partilhar, “Não” é uma resposta perfeitamente legítima.

O segundo foi no centro recreativo da nossa zona. À sexta-feira de manhã o ginásio é todo equipado com mini-paredes de escalada, carros de plástico para conduzir, triciclos, bolas gigantes e até um castelo insuflável. Basicamente um espaço de brincadeira de sonho de qualquer criança. Há um carro encarnado, que o meu filho adora brincar e da última vez que fomos ele conduziu-o durante toda a hora e meia que lá estivemos. Enquanto a maior parte das mães que lá estão andam atrás dos filhos enquanto brincam, o meu tem idade suficiente para eu ficar a vê-lo a brincar ao longe. À distância eu vi uma mãe a ir ter com o meu filho, vezes sem conta, e a dizer-lhe “Pronto, é a vez de dares o carrinho a este menino” Obviamente, ele ignorou-a, e eventualmente ela acabou por desistir. Havia imensos outros carros para o filho dela andar, inclusivamente um quase igual àquele… se não, talvez eu tivesse intervindo.

Lições da vida real

Eu não concordo com a abordagem destas mães em nenhuma das situações. Eu acho contraproducente ensinar a uma criança que pode ter algo que outra criança tem, só porque ela quer. Eu percebo o desejo dos pais que os filhos consigam ter o que querem nem que seja por uns minutos para os verem felizes. Mas é uma boa lição a reter para o futuro: nem sempre temos ou alcançamos aquilo que queremos, e não é correto passar por cima de tudo e de todos para consegui-lo.

Além disso, não é assim que as coisas funcionam no mundo real. Receio que estas crianças cresçam a achar que vão ter tudo o que querem sem esforço. Isto já começa a acontecer nas gerações mais novas. Li um artigo fascinante sobre como os jovens esperam ser promovidos nas empresas onde trabalham por motivos como “eu vou trabalhar todos os dias e nunca falto”.

Se o meu raciocino parece errado, pense no seu dia-a-dia, e para a realidade que deveríamos estar a preparar os nossos filhos: nós não passamos à frente numa fila do super-mercado só porque não nos apetece esperar, e não ficamos com o iphone de um colega só porque queríamos muito ter um… quer dizer, há algumas pessoas que ficam, mas se você for uma delas, então este post não é para si.

Com tanta literatura disponível sobre a importância de ensinar a partilhar e o problema de criarmos crianças egoístas, torna-se difícil aplicar esta regra. Mas temos de ensinar os nossos filhos a lidar com a decepção, porque acontece e vão lidar com isso muitas vezes. E nós não vamos estar sempre lá para resolver os problemas por eles. É importante ensinar-lhes a conseguir o que querem através de diligência, paciência e esforço.

O que é que vocês pensam sobre a partilha entre as crianças? Eu sei que não devem ter uma regra criada, tal como eu não tinha antes do meu filho entrar na infantil e, eu ter adotado esta política.

Mas depois de estar atenta às diferentes formas de ensinar a partilhar, questiono-me se não será necessário debater este assunto um pouco mais…”

Por Beth para Pop Sugar
Traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

Nota: Todos os artigos traduzidos, adaptados e publicados na Up To Kids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

 

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89 thoughts on “Porque não obrigo o meu filho a partilhar
  1. Acho que, como pais, cabe-nos sempre pedir aos nossos filhos para pensar nos outros, e fazer aquilo que é mais dificil: se querem o brinquedo do outro, esperar. Se têm um brinquedo que o outro quer, partilhar. (Dentro dos limites do bom senso, claro.) Mas isto deve ser sempre conversado de antemao, especialmente com os mais pequenos. Quando os meus filhos querem levar brinquedos para a escola/igreja/parque/etc. temos sempre a mesma conversa: “se levares isso terás de o partilhar, sabes disso. De certeza que queres levar esse? (Se for um brinquedo muito especial) Nao queres antes levar dois, para poderes partilhar e brincar com os outros meninos?”
    Numa sociedade tao individualista como a nossa, se nos não ensinarmos os nossos filhos a pensar nos outros, ninguem o fará.

  2. Meu Deus! Que atrocidade!!! Agora ensinar a partilhar é criar mal uma criança?!?! Ao ponto que chegamos!!! Sim, ensinem a não partilhar, deixem que as crianças cresçam a achar que podem decidir e mandar! E depois queixem-se que estão a criar seres egoístas, narcisistas, manipuladores e completamente absortos do que é a realidade! A minha filha vai crescer a aprender que não pode ter sempre tudo o que quer, que tem de partilhar SIM os brinquedos, o lanche, os doces e tudo o mais que tiver!

  3. Gisela Martins diz:

    Eu acho que e necessário lidar c a desilusão, como e necessário lidar em grupo, partilhar, darmos um bocadinho de nos aos outros. Eu nessa situação tentava q as crianças “negociacem” a situação. Nem uma ficava c o carrinho o tempo todo nem a outra. Tentava fazer com que os dois pudessem usufruir sem notarem que estavam a ganhar ou a perder alguma coisa. Porque na vida e assim, temos que ser assim, ceder para ganhar. Temos que colaborar. Nas filas de supermercado e verdade que temos que respeitar, mas também e verdade que gostamos quando algúem nos deixa passar, ficamos contentes bem dispostos, sorridentes, torna nos mais amáveis, e um dia quando algúem precisar fazemos o mesmo. Acho que esta situação de extremos que apresenta, denota falta de bom senso dos pais de ambas as crianças. E passam para as crianças as suas frustrações de adultos. E a continuar assim, vão criar crianças frustradas como eles. As duas crianças podiam ter brincado juntas, usufruido do carro juntas, era só uma brincadeira e são só crianças!!!

  4. De acordo com o seu ponto de vista o parque infantil que refere não devia sequer ser usado pelo seu filho pois é da autarquia e curiosamente foi criado para ser partilhado! Quanto ao resto do texto, com todo o respeito parece-me um pouco limitado na forma de pensar e apenas ensina a uma criança aquilo que de mais pérfido e ganancioso tem o mundo. Nem vou entrar pela discussão em relação à (i)legitimidade do direito à propriedade privada, mas pense um bocadinho no que diz e veja quais os possíveis resultados de tais atitudes. Cria-se crianças ultra-competitivas, que verão apenas o desejo de ter o mesmo que o outro tem, uma vez que não lhes dão o acesso, nem que seja apenas por uns minutos para que percebam que realmente não é aquilo que querem. Fomenta-se a ganancia e ambição desmedida, motivada por vezes pelo rancor de não ter tido em criança o que outros tiveram… Enfim aí temos o mundo moderno resumido numa podridão de valores. Um dia destes pensará sobre isto e o resultado é sempre o mesmo.. Será que vale a pena?
    Espero que não seja tarde de mais…

  5. Quando pensei na questão, pareceu-me que havia que distinguir entre partilhar algo de que se é proprietário e algo que é de todos (ou está disponível para todos).
    Se o brinquedo pertence à criança, ele é seu e tem o direito de dizer “não” se outra lho pedir.
    Mas ao falarmos algo que é de todos (por exemplo, os brinquedos da escola), não me pareceu correcto haver um monopólio do brinquedo.
    No entanto, ao pensar no mesmo exemplo para adultos, pensei que seria isto mesmo que nós fazemos. Se eu for a um jardim e quiser sentar-me num banco, não vou pedir às pessas que já lá estão sentadas para se levantarem. E quando me sentar eu no banco, também vou lá estar o tempo todo que me apetecer.
    Talvez nós, adultos, devêssemos ter mais bom senso na uso daquilo que é público.

  6. Bom, este artigo agora “questionou-me”…
    À partida, supõe-se que num contexto assim, há brinquedos suficientes para todos. A lógica da partilha não é cedermos de forma acrítica e inquestionável aquilo que é nosso, mas sim gerir em benefício de todos aquilo que é de todos. O que está no Jardim de infância é de todos, logo todos têm direito a usar ( com regras que devem ser conhecidas por todos), aquilo que cada um traz de casa é outra coisa! De qualquer das maneiras não percebo como é que esta mãe consegue ensinar o filho a conseguir o que quer através da negociação e da paciência – basta que todos as outras crianças usem o “direito” de não partilhar que não vai ter negociação nenhuma e não vai haver paciência que lhe chegue…

  7. Sim, compreendo. Acho bastante interessante lançar estes temas polémicos, e é curioso saber a origem desta pratica ( dos EUA).
    No entanto, “sem querer bater mais no ceguinho ” , não me revejo de todo nestas filosofias pedagógicas !

  8. Eu como mãe de uma menina de 4 anos incentivo-a a partilhar seja o que for , brinquedos , comida ,etc… se ela quiser partilhar , acho muito bem que o faça ,se outras crianças não o quiserem fazer com ela , isso é problema deles , eu não imploro nada a outras mães ou crianças , se a minha filha quiser esperar pela partilha de alguém espera , caso contrário ela desenrasca-se de outra forma … na minha opinião partilhar continua a ser uma excelente atitude quer para crianças quer para adultos ! tenho a certeza que o mundo seria um sitio muito melhor se muitos de nós soubéssemos partilhar mesmo o pouco que temos , apesar de que nos dias de hoje existem muitas partilhas, grande parte delas mais virtuais do que reais !!!

  9. Toda a gente tem direito a ter opinião , mesmo que seja para fazer comentários altamente parvos .
    Respeito as opiniões contrárias às minhas , mas na minha opinião , este “artigo ” tem algum conteúdo e coerência e até faz algum sentido nalguns pontos , mas de uma maneira geral , não concordo nada com o que foi dito . É fundamental saber partilhar . Não se pode confundir isso com a meritocracia e com a recompensa pela trabalho e pelo esforço . Mas opiniões , são sempre bem vindas !!

    1. Olá Filipe, o que nos agradou neste artigo foi exatamente a polémica que pode gerar: da mesma forma que esta mãe diz que nunca pensou sobre a partilha, e que a regra da escola era assim e ela aplicou-a, (estamos a falar de uma autora norte americana – diferenças culturais e educacionais/consumismo) creio que nós que intuitivamente e culturalmente ensinamos a partilhar desde crianças, e nunca questionamos se é realmente benéfico, e até que ponto devemos obrigar e incentivar a partilha. Na verdade, é-nos tão incutido esse sentido que até ficamos envergonhados quando os nossos filhos não partilham um brinquedo com outra criança. Por isso consideramos, como diz que o artigo até tem alguma coerência. E se nos põe a pensar sobre esta questão, parece-me interessante partilhar! N~~ao fossemos nós a favor da partilha…

  10. Eu já vi crianças que não saem do baloiço, mas já não balançam, só para evitar que outros vão…
    Já vi crianças mais débeis que nunca apanham o baloiço livre…
    Já vi crianças que, todos os dias tentam ter o baloiço, ficando todo o intervalo à espera da sua vez, pois não há senhas como nos supermercados, para aguardar a sua vez a brincar…
    Sou educadora e tenho que ter bom senso para intervir quando acho que uma criança não pode ocupar todo o intervalo o mesmo brinquedo, porque chegou primeiro…
    As crianças que não percebem a partilha vão ser, esses sim, uns egoístas.
    Não está correto , porque o meu filho chegou e quer, eu pedir à outra criança que ceda o brinquedo. Devo dizer para aguardar, pois a outra criança está a brincar, mas passado algum tempo, conforme o tempo que se dispõe, devemos pedir à criança que empreste um pouco, principalmente se são brinquedos coletivos.
    Eu nunca deixaria o meu filho estar hora e meia num brinquedo, que outra criança pretende!!! Passada meia hora, pedia para trocar para o outro carro tão igual, que o outro não usa, e se passado meia hora o outro ainda andasse sugeria uma troca.
    Os nossos filhos tornam-se autoritários desde muito pequenos…
    Se tivesse uma criança timida, com pouca agilidade, pensaria nas coisas de otra maneira…
    Ou então diria, como, se visse uma criança com dificuldades de locomoção a chegar ao baloiço depois do seu? “Deixa este , porque este menino é diferente”!? Ou “não ligues, pois tu chegaste primeiro e nas tuas regras quem chega primeiro tem direito a escolher o brinquedo e nunca partilhar”?
    Há muito para pensar, quando estamos com um grupo de crianças, que as mães de um filho ou 2, não se apercebe!
    Transcrevo a frase que realçou: nem sempre temos ou alcançamos aquilo que queremos, e não é correto passar por cima de tudo e de todos para consegui-lo.
    O bom senso e a observação dos adultos deve assegurar-se dos casos de abuso e de arrogância de algumas crianças. Se vemos alguém abordar os nossos filhos para pedir o que quer que seja, devemos observar e ver a sua reação e depois interferir para o aconselhar, mesmo que seja para dizer:
    “Este menino também quer andar no baloiço. Tu estás há pouco tempo, mas daqui a um pouco vais deixar o menino andar, e depois, voltas a andar, se ainda quiseres.
    O menino sabe que vai esperar, mas vai ter a oportunidade…
    No supermercado, nós sabemos que aguardamos, mas vai chegar a nossa vez…

    1. Cristina, eu acho que disse tudo num parágrafo: “O bom senso e a observação dos adultos deve assegurar-se dos casos de abuso e de arrogância de algumas crianças. Se vemos alguém abordar os nossos filhos para pedir o que quer que seja, devemos observar e ver a sua reação e depois interferir para o aconselhar…” Isto serve para tudo, e é assim que eu faço com os meus filhos. São 4. Obviamente partilham entre eles. Por isso, é-lhes natural partilhar, esperar a vez, e não tirar brinquedos aos outros. Mas a autora é mãe de primeira viagem. Filho único, e não tem esta sensibilidade. Ela própria afirma que tudo começou com uma regra da escola que ela própria nunca questionou, porque nunca pensou sobre o assunto. Obrigada pelo seu comentário

  11. O conceito de partilhar é bem diferente de exigir. A partilha não vem de quem pede. A partilha vem de quem tem o brinquedo, neste caso, que sente como “bom” partilhar as suas posses com o outro. A partilha cria abertura às necessidades do outro. E também cria prazer na partilha e em fazer uma actividade em conjunto. E isso é bem diferente de sucumbir à exigência de ter de ceder à pressão de alguém mais poderoso, como nestes casos – as mães dos outros meninos. O não partilhar ou ter conciência da vontade dos outros e sofrer as desilusões é uma lição valiosa para o filho desta senhora, que pensa também que tem o direito de tomar como seu algo que é público, num dos casos.

  12. Acho esse pensamento errado e ridículo (com todo o respeito)… Nao acho que, por uma crianca saber partilhar, vai querer passar à frente em filas de supermercado ou querer ficar com o iphone dos outros, mas sim, tornar-se uma pessoa mais generosa e que sabe fazer bons amigos. Há limites para tudo. Aprendi a partilhar, a viver numa sociedade em que nao devemos olhar apenas para o nosso umbigo e ensinarei aos meus filhos o mesmo! Trabalhar para conseguir os nossos objectivos, ajudando ou partilhando com os outros aquilo que posso! Cumprimentos

  13. Acho interessante o ponto de vista, mas discordo em absoluto. Pela mesma ordem de raciocínio, a criança que tem o brinquedo, ou está no baloiço, também fica com a ideia que tem o direito de estar ali porque lhe apetece. Basicamente, tem o que quer, sem se importar com os outros. Acho que a partilha é importante, assim como o é saber pedir. A minha filha não tem direito “ao que quer” se me vier pedir a choramingar ou a fazer birra. Já se pedir com modos e educação e souber esperar a sua vez…
    Já pensou que se calhar esta sociedade “egoista” e de miúdos que “acham que tudo lhes é devido” é composta de crianças que não deram o carro nem a vez no baloiço?

  14. Concordo plenamente. O que eu vejo nos últimos tempos é uma geração que acha que tem direito a isto e aquilo porque sim. Eu não tenho direito a nada, tenho direito aquilo para que trabalho. O facto de estar aqui não me dá direito a nada. Se quero algo sei que tenho de trabalhar, e se quero partilhar o que quer que seja, partilho sem esperar algo em retorno. Porque como a mamã disse, na vida real não é assim que funciona. Pensar que não somos especiais, e que não existem regras irrefutáveis só vai ajudar estas pessoas a crescerem de forma sã. Mas esta é uma opinião e vale o que vale. Agora se pensarmos, partilho por obrigação ou porque quero? Não será melhor a criança ter valores seus e decidir por si própria? Pensar e escolher? Somos mais felizes com regras ou com pensamentos? Boa discussão 😉

    1. Depois admirem se que os vossos filhos sofrem de bulling nas escolas. Vem aqui falar de bens supérfluos sem nexo nenhum. Quem e que nunca emprestou o seu iPhone a um amigo ou desconhecido quer para fazer uma chamada enviar um email jogar um jogo? Partilhar, dar e receber devia estar no vocabulário de todas as crianças. Saberem que se derem também recebem. E recíproco! Com exepcao destas criancinhas que são militarizadas pelos pais a não partilharem. Coitados provavelmente nuca foram a uma Igreija e partilharam o pão de deus, nunca partilharam uma pizza ou uma refeição com amigo, um copo. O que for!!! Como já disse aqui estão a criar criancinhas egoístas, fechadas no seu mindinho e a dar mais importância ao seu brinquedo do que conviver e brincar com outras crianças. A partilhar o seu tempo com outras crianças.

      1. Será? Se calhar não tenho para comprar um iPhone e não é por isso que vivo pior. Se calhar até já fui voluntária durante muito tempo num canil/gatil de abate, e fiz muitas recolhas de lixos assim como faço doações para várias causas. Se calhar estudei numa escola onde estudavam meninos da santa casa… e sofri mais bulling que eles. Ninguém no mundo real chega perto do outro e lhe tira algo das mãos para usar. Se o fizer o mais certo é acabar num posto de polícia. Liberdade meu caro, é disso que falamos. Eu dou o que quero dar a quem quero dar e se depender de mim, é assim que os meus filhos vão fazer também. Posso contar-lhe algumas histórias de bulling a sério por causa dessa mania do vamos todos partilhar tudo com todagente… desde ficar sem consolas, sem semanadas e chegar a casa a culpa é de quem? Pois é… Livre arbítrio. Quer partilhar, partilha, não quer, não partilha.

        1. Não me interpretem mal. Nada conta a partilha, até acho muito bonito o sentimento de generosidade. Isso sim deve ser incitado. Não concordo com a obrigação de “partilha”. A Imposição da ideia e do acto. Não é assim que funciona. “partilha porque tens de partilhar” ou explicar e ensinar o motivo pelo qual deve partilhar? A partilha não deve ser uma obrigação. Nem 8 nem 80.

      2. Partilhar é EU oferecer o que tenho, não é obrigar outro a oferecer porque EU quero, nem obrigar o outro a entregar, senão quando assalto se o assaltado entregar a carteira…é partilha????
        Na Igreja o “pão de Deus” é oferecido NÃO SE É OBRIGADO A OFERECER!!!

          1. Precisas urgentemente que alguém partilhe uns neurónios contigo…

  15. O facto de eles nem sempre quererem partilhar não implica que não devam aprender a fazê-lo e que isso é o correcto. Partilhar não tem que implicar “perder”. Tal como os adultos, as crianças nem sempre têm que ser exemplares. Mas quando fazem uma “maldade”, devem saber que estão a cometê-la. Assusta-me um pouco que estes valores básicos sejam questionados. Acho que é devido a isso que muitas coisas já se perderam. Antes de mais, as pessoas compõem uma sociedade comum. Como podem não partilhar? Partilham a estrada, o prédio, a rua, etc. Têm que, pelo menos, saber partilhar. Outra coisa, a criança que brinca horas a fio com o memso brinquedo, tendo tantos outros à disposição, porque não o “liberta”? Não será por causa da grande “lista de espera”? E isso não será incentivar o “ter o que os outros querem”? Acho que cada situação deve ser tratada individualmente, e deixarmos as crianças serem “menos nobres” quando não estamos a ver. Pensem bem se a sociedade moderna é mesmo melhor do que a antiga no que respeita aos valores básicos da convivência. Para mim não é, e por isso há certos fundamentos que devem manter-se. A Partilha é um deles. Sublinho que partilhar não tem que implicar “perder”.

  16. António Santiago diz:

    É sem dúvida uma questão interessante, mas tenho enormes reservas quanto a esta abordagem. Acho que ela é tão radical quanto a regra da partilha sem reservas. A regra não pode estar na “coisa” mas sim no princípio. A decisão deve estar na pessoa e não na regra. Explico. Se o brinquedo é da criança, compreendo que ela deve ter prioridade sobre ele. Mas se o brinquedo é público não devemos alimentar o sentimento de posse. Depois, damos demasiada importância às coisas, mas o que é de facto importante são as pessoas. Quando ensinamos a regra da partilha não estamos de facto a ensinar a partilhar as coisas, estamos sim a ensinar regras da convivência. O objectivo é que as crianças (e adultos) tenham prazer em brincar com outros e não ter prazer em brincar com um objecto. Quando as crianças querem os brinquedos dos outros é porque: ou querem tudo (têm demais), ou não têm nada. Tudo o que está no extremo é mau. Continuo a dizer que damos demasiado valor às coisas. Quanto aos adultos, bem, é um erro aplicar uma regra cegamente. O adulto deve decidir de acordo com os seus princípios e de acordo com os princípios que quer educar o seu filho/aluno. É a relação com os outros que nos faz crescer, nunca a relação com as coisas. Portanto, embora esta questão seja relevante, penso que olhar para esta problemática por este ponto de vista é errado.

  17. Quem escreveu este texto deve ser daquelas pessoas que quando chegam a um multibanco ficam a fazer 20 operações enquanto a fila de pessoas para o utilizar vai aumentando. Provavelmente tem apenas 1 filho e pode aplicar todas as teorias pseudo pedopsiquiatricas. Uma criança deve perceber que muitas coisas não lhe pertencem por direito e exclusividade. Tenho visto cada vez mais filhos unicos (e em alguns casos com pais separados) autenticos mini ditadores e tremendamente egoistas.

  18. Se o carrinho que seu filho usava era quase igual a outro que lá estava, então porque faz questão de seu filho andar nele e não poder andar no outro. Isso sim é ter algo só seu sem esforço. Que fez ele para ter “direito” a andar 1h naquele carro? Se é porque queria, então alguém lhe faz as vontades. Saber partilhar é saber estar em sociedade….

  19. Esta é uma visão da partilha da qual eu não subscrevo…Prefiro a minha visão e a qual eu e a minha mulher ensinamos às nossas filhas, que é de efetiva partilha com os outros! Se não quisermos viver em SOCIEDADE, ok, assim concordo com esta visão, mas para vivermos em plena SOCIEDADE temos de PARTILHAR!!!! Dou-vos o exemplo de ainda à pouco tempo ter feito uma festa de anos (11) para a minha filha mais velha em que ela convidou as amigas e amigos que entendeu. No dia seguinte era necessário arrumar a confusão em que ficou o “quarto dos brinquedos”!!! Ela começou a chorar e a dizer que não era justo o que eles fizeram que foi desarrumar o quarto todo e misturar tudo, e que os brinquedos eram dela e eles não tinham o direito de deixar o quarto naquele estado!!! Pois bem, o que lhe dissemos foi que ela não tinha que estar assim, chateada e a chorar, pois os amigos eram dela e por isso ela deveria partilhar as coisas com eles… mas deixámos à vontade dela… se ela quiser não precisa de viver em sociedade e ter amigos, brincar ter festas com eles… Acreditem Partilhar é muito melhor do que viver num mundo EGOÍSTA em que ISTO É MEU!!!! Sempre que vou a um parque infantil com as minhas filhas faço questão de se houver mais crianças elas não usurparem nenhum dos brinquedos só para elas… e faço questão que elas percebam isso… aquilo está ali para todos e não só para um, pelo tempo que quiser e bem lhe apetecer… Mas este é o meu ponto de vista e respeito o dos outros… contudo lembrem-se VIVEMOS EM SOCIEDADE!!!!!! Só para concluir… acho que a maior parte dos nossos políticos deve ter andado nesse infantário!!! EU PRIMEIRO!!!!!!

  20. Antes da partilha entre os nossos filhos, e se objectivo for o de não terem acesso ás coisas de forma fácil e eles pensarem que podem tudo, então os pais têm que dizer mais vezes que Não!, nem que seja por vezes só porque sim. É que no inicio, somos nós e os nossos filhos e depositar a educação na relação deles nos outros ou nas politicas das creches é muito fácil, mas quando toca aos pais dizerem que Não para os meninos não fazerem birra, já se torna mais complicado! A partilha é sempre importante aprender, mas começa em casa, entre pais e filhos!
    De resto, será a própria vida a ensinar como se devem comportar.
    Vou dar um exemplo que com toda certeza que muitos já passaram por ela: quem nunca emprestou Cds a um amigo, porque se sentiu no “dever” de o fazer ou porque lhe dava “prazer” em faze-lo e nunca mais viu o CD!? e tenho a certeza que a partir daí CDs emprestados, NUNCA MAIS!! então não é bom partilhar!? ou afinal não assim tão bom partilhar!? Depois tambem têm a ver com a personalidade do nosso filho que deve ser equilibrada no melhor possivel e esse é o trabalho dos pais! Acho que discutir preto no branco não leva a lado nenhum. Ensinar a partilhar, sim, mas com moderação e consideração não necessariamente para com os outros , mas com ele próprio. Acho que ensinar os nossos filhos a saber diferenciar entre o bem e o mal é o caminho mais acertado, a partilha terá que ser ele a saber escolher se quer fazer ou não.

  21. Eu li apenas o artigo e não os comentários que foram deixados, mas gostaria de deixar a minha opinião.
    Os exemplos que a autora expõe para validar a regra instituída na creche do seu rebento não me parecem adequados porque tudo depende do objeto que está em causa.
    Se estamos a falar de algo que é propriedade da criança, acho que se pode incentivar a partilha mas, em última análise, a decisão final é da criança.
    Se estamos a falar de um objeto de utilização pública ou geral (como um baloiço o parque infantil ou um brinquedo da sala na creche), o objeto é de todos e não é de nenhum.Logo, todos devem poder utilizá-lo, mas permitir que outras crianças tb o façam.

    É assim que penso e é assim que ensino os meus filhos: se um dos manos quer brincar com o brinquedo do outro, o que eu digo sempre é que deve ir pedir autorização ao irmão/irmã.
    Se a minha filha for ao parque, eu explico-lhe que tem que se colocar na fila para andar no baloiço e se a criança que está a andar está lá há imenso tempo, eu peço educadamente para ela dar a vez à minha filha. E faço o mesmo com a minha filha perante outra criança que queira andar.

  22. Uma das palavras que mais anda na boca lá de casa é a partilha. Partilhar é dar um pouco de nós, permitir que outros possam também se divertir com um brinquedo que nos diverte. O meu filho que não tme problema nenhum em partilhar fica muitas vezes triste porque esta ou outra criança não “partilharam o brinquedo” e pergunta-me porque .. Totalmente diferente é uma criança ter de partilhar ou deixar de brincar com uma coisa só para a outra não fazer birra.. aos que fazem birras os pais deveriam ensinar não a “não partilhar” mas a ter paciencia e que não são o centro do mundo… Isso não é educa-los a saber conquistar, é ensina-los que eu posso fazer o que quero…

  23. Penso que nao devemos tomar posicoes tao dispares.
    Por um lado concordo com o argumento que a as criancas nao podem ter as coisas quando querem e exigir que os outros lhes disponibilizen brinquedos ou outro material, como considero que se o material é de varios nao deve haver um monopolio do mesmo ( ir com o filho e ele andar no mesmo carrinho 1h30min, nao me parece justo nem nada enriquecedor como atividade) defendo que deve haver tempos maximos de utilizacao, e as criancas devem largar e ceder os brinquedos antes de se fartarem, pois assim tb nao trabalham a frustracao, nem a permanencia em atividades, motivacao e respeito de regras a socializacao sai igualmente beneficiada. Pk no futuro os seus filhos terao d deixar muitas atividades antes de se fartarem.

  24. Pela lógica da senhora, se o seu filho estiver a comer e outro lhe pedir um bocado, o dela não deve partilhar pois não tem que deixar de ter o que tem só porque a outra criança lhe está a pedir.. Se é a favor da não partilha porque acha que é assim que as crianças aprendem que não podem ter tudo na vida então, que lição está a dar ao próprio filho que não partilha com outros aquilo que tem, que é normal ser egoísta?
    Partilhar não significa dar mas sim dividir… Duas pessoas usufruírem de algo que lhes dá gosto, ao mesmo tempo…
    Como em tudo na vida, não se pode generalizar…

  25. Muito interessante este tema, não só pelo conteúdo mas pelas diversas manifestações aqui escritas 🙂
    Gostei muito de as ler a todas, sem dúvida um assunto desafiante.
    A minha opinião é que acima de tudo à que ter bom senso isso ajuda a avaliar a situação e a decidir se incute a criança ou não a partilhar em determinada situação, acaba por não ser uma regra, na minha opinião não se pode criar uma regra igual para várias situações diferentes. Á sim, que saber avaliar cada uma das situações.

  26. Ninguem detem uma verdade absoluta sobre este tema assim como acho que ninguém aqui esta certo ou errado ou sabe mais de educação e de pedagogia infantil…o que nos foi pedido foi a partilha de opinião e não o julgamento de quem é culpado pelos males da sociedade! No texto a autora diz que a regra é “usar até fartar” mas não vai mais longe e não sabemos se, por exemplo, as crianças conseguem entre si dividir o tempo de uso dos brinquedos, pq se elas pedirem ao colega para utilizarem o brinquedo que ele esta a usar tb não sabemos se ele lhe vai responder não ou se vai optar por partilhar. As vivencias em casa podem levar a uma atitude de partilha mesmo se a regra não o incentiva…tem que existir um meio termo isso é certo e adequar a acçao à situaçao. Tb nao vamos ser hipocritas e dizer aqui que devemos tudo partilhar e ensinar as crianças que assim é que é e “empresta lá o teu jogo ao menino, partilha que é bem!!!” e depois o jogo parte.se e choram os 2 e adeus jogo e afinal é tao lindo partilhar que eu vou ao parque e partem.me os meus brinquedos todos! Calma lá porque nem nós adultos que defendemos que a partilha é uma boa acçao o fazemos! Vamos ao parque com o nosso portatil e deixemos toda a gente usufruir da nossa internet! Partilhem sim e ensinem a partilhar mas com consciencia e medida! 🙂

  27. Gabriel Proença diz:

    Muito interessante este debate! Apesar de nao concordar em plneo com o artigo inicial, e bom que haja a iniciativa do debate! Pelas inumeras respostas podemos concluir que nada nem nenhum tipo de opiniao podera ser absoluta. Tenho uma filha e no que toca a partilha deixo-a na sua liberdade, nao a repreendo nem a castigo se ela por um momento nao partilha um objecto, a seu tempo ela tera de negociar em prol da sua socializaçao… ja notei que se ela nao partilhar tambem nao tera concideraçao dos seus colegas! Penso que e uma questao de equilibrio entre o seu egoismo e e uma maior socializaçao. Se partilho recebo em troca. A ma educaçao surge quando uma criança tira a força um objecto a outra. A boa educaçao surge quando uma criança respeita o espaço da outra. O civismo abrange a boa educaçao, a partilha e o respeito.

  28. Péssima escolha de foto para ilustrar o tema ,2 crianças a partilhar uma bebida que jamais deveriam consumir com esta idade…e agora ao que importa. Onde está o bom senso? As crianças precisam de aprender a partilhar sim. Há crianças que são generosas e partilham de livre vontade mas a grande maioria precisa de aprender a lidar com isso !Aprender a desapegar-se das coisas materiais, dos brinquedos e sentirem que ao faze-lo estarão a fazer outra criança feliz! Já agora que tal partilharem primeiro os sentimentos com as vossas crianças? Se o fizerem o próximo passo já virá de forma mais natural. Infelizmente como cada vez mais as crianças são filhos únicos ,uma coisa que sempre se aprendeu de forma natural é agora tema de conversa .Para terminar as crianças irão sempre lidar com tudo isto com os nãos e com o que tudo isso implica e nós deveríamos interferir o menos possível para os deixar agir de forma natural e deixá-los SER sem estar sempre a querer resolver tudo por eles. Ensinem ás vossas crianças o verdadeiro significado de RESPEITAR e façam -no com amor. Sejam genuínos e verdadeiros com eles e serão surpreendidos!

  29. Não querendo ser um ‘Troll’… e peço desde já desculpa se o parecer:
    – Ao ler o artigo e os comentários subjacentes, finalmente encontrei a razão pela qual os pré-adultos e jovens adultos (generalizando) que começaram a surgir na última década serem verdadeiramente imaturos e incapazes de assumirem responsabilidades pessoais, cívicas e sociais…
    É que, pelo que leio, para além de, naturalmente, crescerem num mundo de fantasia, os próprios pais potenciaram e sublinharam essa noção na personalidade dessas crianças.
    O Homem é por definição egoísta. Aliás qualquer entidade biológica o é, a competição a isso o obriga, a Evolução Natural é uma realidade por isso mesmo.
    Deixem os vossos filhos percepcionarem a desilusão, a frustração, pois os aspectos negativos da vida fazem parte integrante dessa mesma vida!
    A partilha deve ser ensinada como sendo algo cívico e não como fazendo parte na natureza das coisas! Não devemos partilhar por partilhar, porque ninguém o faz na realidade, nem mesmo VOCÊS PAIS QUE DEFENDEM A PARTILHA (eu incluído).
    Partilhar é respeitar os outros, é um dever e simultaneamente um direito, mas nunca uma obrigação, e é nesta fina fronteira entre estes termos que reside a questão. Eu ensino o meu filho a partilhar com os mais ‘fracos’, NUNCA com os mais ‘fortes’ porque estes tem o dever de partilhar com o meu filho e com os restantes mais ‘fracos’.

  30. Este texto que originalmente foi publicado no site americano Pop Sugar foi elaborado por uma mãe que relata a sua experiência com regras estabelecidas na escola dos filhos, regras essas decididas pelos pais. Essa pseudo teoria não tem qualquer fundamento pedagógico e assenta em erros profundos de semântica em que ela confunde constantemente o conceito de partilha com o acto de cedência. Nenhum dos exemplos que ela apresenta encaixa no conceito de partilha e remete antes para um individualismo extremo com perca da noção de civismo e de sociedade. Esta é apenas uma experiência que estes pais estão a inflingir aos seus fillhos sem qualquer sustentação científica! Por favor não vão em modas lançadas nas redes sociais pois a pedagogia é um assunto muito sério para ser levado com a leviandade mostrada por esta mãe.

  31. Não concordo de todo com este modelo… estão a passar uma mensagem errada a estas crianças, estão a estimular o egoísmo e a falta de civismo. Uma coisa é “este brinquedo é meu, empresto se me apetecer, se gostar da outra criança, etc”, outra coisa bem diferente é eu estar na creche, num parque infantil, onde os brinquedos são de todos, e lá porque alguém se lembrou de inventar que só quando se fartarem é que saem, só brinca um menino, porque até nem se fartou do brinquedo durante todo o intervalo… mas que raio de pensamento é este?
    A partilha faz parte de uma sociedade desenvolvida, com sentido cívico… não passar esta mensagem aos filhos é grave.
    Se na creche das minhas filhas esta fosse a política, de certeza que não andariam lá… partilhar acaba por ser dividir a felicidade de poderem brincar…
    Que tristeza quem ensina os filhos a serem egoístas.. vão sofrer muito um dia, porque vão crescer com a ideia de que têm direito a tudo, pelo tempo que quiserem…
    Bem hajam.

  32. Quando comecei a ler pensei que era mais uma teoria… entre tantas.

    Não tenho filhos ainda, mas sou psicóloga e trabalhei vários anos com crianças de pré-escolar e consigo perceber perfeitamente a sua perspectiva.

    Não acho que haja uma regra, a criança pode e deve partilhar, no entanto, há uma coisa importante: a criança é “egoista” se não partilhar e a criança que exige que lhe dêem algo que não é dela é o quê?

    A criança deve saber partilhar e deve saber dizer que não. E todas devem saber ouvir um não.

    Bom post e um ponto de vista interessante que dá que pensar. 🙂

  33. Mais uma vez estamos aqui a confundir conceitos. Partilhar não é igual a ceder! É talvez neste pressuposto que se está a gerar toda esta discussão, uns têm um significado para partilha outros têm outro e se calhar até concordamos todos com o mesmo!
    Só para clarificar para não ser mal interpretada. Partilhar significa dividir. Exemplo: compro um chocolate. O meu amigo pede-me um pedaço. Eu divido o chocolate ao meio e dou-lhe metade, eu como a outra metade. Estou a partilhar. Eu como, ele come. Se eu decidir dar-lhe o chocolate inteiro não estarei a partilhá-lo mas sim a cedê-lo, certo? Eu só posso partilhar aquilo que também serve para meu usofruto.
    O lugar no autocarro eu não partilho pois não vou sentar a outra pessoa ao meu colo ou em metade do banco. Aí sim estariamos a partilhar o banco. Eu cedo o meu banco porque tomo essa opção. O mesmo com o lugar no teatro, cinema ou estacionamento. Um lugar de estacionamento não é partilhável. Como posso partihar um lugar de cinema? Ou usamos ou cedemos. Estes exemplos não servem de todo o conceito da partilha!
    Podem então dizer que o brinquedo na escola também se cede uma vez que para o outro brincar eu deixo de brincar. Errado. Primeiro não podemos ceder porque ele não nos pertence. No entanto podemos usar porque é “público”. Se outro menino quiser brincar com ele tem tanto direito como eu mas claro, aí dou razão à autora do artigo, não tem de ser quando o segundo quiser, mas também não tem de ser até o primeiro se fartar! Em tudo tem que existir bom senso. Como em crianças pequenas o bom senso não é aplicável pois é um conceito mais tardio, cabe-nos a nós moderar este conflito e abonar ambas as crianças com tempos definidos para o brinquedo.
    É óbvio também que se uma criança quer o brinquedo do seu filho existindo outros iguais o seu não terá que partilhar uma vez que há outros! Aqui trata-se claramente de uma birra de outra criança e não de um caso de partilha.
    Estamos a usar erradamente o termo partilha e tal como ensinamos a partilhar também devemos mostrar que há coisas que não se devem partilhar! Penso que ao defender a partilha ninguém aqui está a afirmar que devemos partilhar tudo! Ensinamos as nossas crianças que há coisas que não se partilham, tal como uma escova de dentes. A autora do artigo afirma: “Se o meu raciocino parece errado, pense no seu dia-a-dia, e para a realidade que deveríamos estar a preparar os nossos filhos: nós não passamos à frente numa fila do super-mercado só porque não nos apetece esperar, e não ficamos com o iphone de um colega só porque queríamos muito ter um…” Onde é que passar à frente numa fila de supermercado ou deixar passar é partilhar? Onde é que ficar com o iphone do outro á partilhar? Talvez roubar, usurpar!
    Só uma última nota. Só hoje quando voltei a entrar no vosso site UP TO LISBON KIDS, é que me apercebi que este texto não tinha sido elaborado por uma mãe portuguesa. Acreditem que fiquei bem mais descansada. Pelo que consegui perceber é uma tradução de um texto americano, corrijam-me se estiver errada. Sei que é um artigo de opinião e vale como tal. Mas acho que os responsáveis deste site deveriam ter algum resguardo no que diz respeito a lançarem um tema tão polémico como se se tratasse de uma teoria inovadora e comprovada. Em que estudos se baseia a autora para difundir a ideia que a partilha gera frustação futura? É um estudo científico? Com que amostra? Onde estão publicados os resultados?
    Parece-me um artigo muito pouco ortodoxo, mal fundamentado e com profundos erros de semântica para que um site sobre educação se proponha a difundir e muito menos defender. Leiam um pouco mais sobre pedagogia antes de incorrerem em teorias que podem comprometer o futuro das nossas crianças.

    1. Lalavillas, é mesmo um artigo de opinião. Não é, de todo, a nossa ideia defender este ideal. Apenas pôr ideias novas na mesa, sobre forma como ensinam os filhos a partilhar. Eu confesso que nunca pensei muito sobre isso: o natural sempre foi partilhar. O que é deles e o que é público. Também nunca exigiram que ninguém partilhasse com eles. Tem a ver com os valores que lhes transmito. É apenas uma opinião e um relato de uma mãe, norte americana, como aparece no fim do texto. Os nomes que aparecem no texto são os nomes do artigo original para que o leitor entendesse sem quaisquer erros que se trata de um texto americano. Mas podemos extrapolar para a nossa cultura. Noutra dimensão e de outra forma. E aprender com ele. Este texto serviu-me para defender mais e melhor os meus filhos. Quando uma mãe fazia o reparo de que o meu filho não emprestava o brinquedo no parque eu dizia-lhes para emprestarem. E para não serem egoístas até porque podiam brincar com o seu brinquedo em casa e o outro menino não ia ter. Mas de facto, e depois de ler isto, acho injusto para os meus filhos: se eles se deram ao trabalho de transportar um brinquedo para o parque porque queriam brincar lá com ele, têm mesmo de emprestar a outra criança e privar-se desse seu entretenimento? Há muitas mães que não deixam os filhos levarem brinquedos para a rua para não estragar. Ou para não perderem. Os meus filhos já voltaram com brinquedos partidos, que outras crianças estragaram. Já lhes roubaram brinquedos na confusão das luzes, já choraram porque queriam brincar sozinhos e eu lhe disse que tinham de partilhar…. Estarei a proteger os meus filhos? estarei a participar para um futuro melhor para as crianças? O que aprendem as outras que deixam os seus brinquedos em casa e brincam com os dos meus filhos? O que eu acho é que este texto fala sobre diferentes situações e até pode confundir alguns conceitos. Por isso é polémico. Por isso o difundimos. Em lado nenhum defendemos o conceito descrito por esta mãe. Os artigos de opinião servem exatamente para mostrar como diferentes mães pensam de diferentes maneiras. Artigos sobre pedagogia é no separador educação. Aqui não é defendida nenhuma teoria. Se ler os restantes artigos desta categoria verá que partilhamos opiniões muito diferentes sobre os mesmos assuntos: maneiras e formas de pensar de diferentes mães. Agradecemos todas as criticas e tentamos melhorar com elas. Mas de preferência fundamentadas. Todos os artigos de educação e que falam sobre pedagogia são escritos por profissionais da área. O facto de achar que a teoria desta mãe pode comprometer o futuro das nossas crianças, é também uma opinião sua. Devemos partilha-la ou não aprovar o comentário? Obviamente que partilhamos, porque o que pretendemos é trocar ideias e aprender uns com os outros. Obrigada pela participação, e se quiser colaborar connosco com artigos de opinião sobre algum tema em concreto (pode até ser o mesmo, a partilha) envie-nos para comunicacao@uptolisbonkids.com

  34. A educação dos filhos começa pela educação dos pais. Sou emigrante, vivo no Reino Unido e irrita-me profundamente ver a destruição do que nos faz Portugueses: a língua Portuguesa. E é diferente de é. Os acentos existem e são para ser usados. O analfabetismo dos pais será inevitavelmente transmitido às crianças. Na minha opinião a degradação da língua materna é muito mais importante do que ensinar às crianças se devem partilhar ou não. Na minha humilde opinião, elas aprendem observando, se os pais são egoístas, provavelmente elas também o serão. Não vale a pena reprimir as crianças, ao invés, ensinem os pais. E já agora, aprendam Português. Tenho dito.

  35. Raquel Ferreira diz:

    Acho que comparar um adulto a uma criança logo de principio está errado. No entanto se pensarmos no nosso dia-a-dia o acto de partilhar está implícito na nossa maneira de agir quase que sem darmos por isso. Existe claro pessoas que são mais dadas a isso que outras, mas dado a educação que a maioria de nós teve (aprendemos a partilhar desde pequenos) o acto de partilhar encontra-se reflectido nos nossos actos. Quanto às crianças é saudável elas saberem partilhar para não se tornarem futuros adultos egoístas. E sim, o facto de não se saber partilhar torna-nos pessoas egoístas. Claro que tem de haver bom senso, pois nem tudo é para ser partilhado! Se pensarmos bem o próprio planeta terra é partilhado por todos nós… Não é mais meu do que de ninguém!

  36. Tenho tanta coisa p dizer, mas como quero partilhar o meu tempo livre c o meu filho, n vou ficar aqui Mt tmp a escrever. Aliás este já é um bom exemplo da não partilha ser Mt má. Agora ficaria aqui a escrever até me fartar e o meu filho tinha q esperar pela sua vez p ter atenção, lol.
    Faço uma pergunta: nesse infantário q tem a regra de quem chega primeiro ao baloiço fica lá até se fartar, o q acha q uma criança vai passar a fazer? Resposta: n estar concentrada “durante a aula” pois espera pelo intervalo e quer ser a primeira a sair da sala e correr p o baloiço p poder ter oportunidade de andar.
    A serio, nunca tinha ouvido tamanha estupidez de comportamentos anti-sociais!!!
    No futuro,
    no emprego n vai saber o q é trabalhar em equipa nem participar num projeto pq a reação vai ser: esperem pela vossa vez de se pronunciarem e contribuírem pq eu ainda n me fartei de fazer td à minha maneira.
    No casamento a mesma coisa, e na educação dos filhos, primeiro eu educo à minha maneira até me fartar dps e tu…
    Q horror!!!!!
    Dou-lhe um conselho: n tire a sua criança desse infantário, mas convença tds a alterar essas regras pq senão vão ter uns filhos adultos horríveis q ninguém vai querer dar-se.

  37. Vou traduzir o que o texto me transmitiu: o meu filho nao faz birras porque introduzi e ele aprendeu uma regra, e agora posso estar descansada em espacos publicos e privados a ve-los brincar de longe descansada e sem chatices!
    Nao me parece que a palavra educar encaixe no seu texto! Posso estar a ser demasidado duro mas parece-me mais uma regra para si do que para o futuro do seu filho. E apenas a minha opiniao.

  38. Olá, vou me intrometer no assunto e usar outros exemplos: nao acha correto ceder o seu lugar a alguem mais velho no autocarro? ou num restaurante cheio sair mais cedo para dar lugar a outras pessoas?

    O que quero dizer é que o nosso bom senso nos diz que há situaçoes e situaçoes aonde devemos ceder ou não. Tal como nao concordo que se deva obrigar uma criança a emprestar o SEU brinquedo se estiver a brincar SOZINHA, tb nao concordo que se ela estiver a brincar em grupo escolha nao emprestar: ou empresta ou guarda o brinquedo ou entao vai brincar sozinha; pode escolher estas opçoes, mas estar a brincar em GRUPO e nao querer partilhar isso nao!!

    Quanto aos brinquedos dos parques vamos ter mt bom senso ao conluir q na maioria das vezes só ha um brinquedo de cada e não é como um banco de jardim ou um local para pequenique que se estiver ocupado podemos ir procurar outro!!! Bom senso sim? E estamos a falar de crianças, já parou para pensar na situaçao da outra criança que gostaria muito de andar naquele unico carrinho disponivel num parque mas cuja outra criança apripriou-se do mesmo por um tmepo absurdo? Nao acha triste que a outra fique a espera por tanto tempo quando a que já lá está poderia ceder nem que fosse por alguns minutos? Acho que nao dá pra fazer isso num teatro, lol, iria atrapalhar a peça e ja pensou na confusao? Nem no estacionamento, ou iria parar suas compras ao meio para ir tirar o carro do lugar para que outra pessoa pudesse ir 10 minutos as compras e entao trocariam novamente de lugar??? veja bem, sao exemplos que nao fazem sentido!

    1. Olá Susana, são mero exemplos. E no texto a mãe diz que há vários carrinhos naquele espaço, inclusivamente um praticamente igual aquele. Não será capricho da outra criança? Os meus filhos se querem andar num carrinho ou num baloiço andam no que está vago. Não ficam certamente à espera de um determinado brinquedo havendo outros idênticos. mas cada um é como cada qual, da mesma maneira que acha que as pessoas têm de ceder lugares para todos usufruírem de determinado equipamento, eu acho que temos de ser flexíveis e usar o que está disponível. Se no dão limões fazemos limonadas… O exemplo da mesa de piquenique não é diferente: mesmo havendo outras só uma é que tem sombra. Só uma família irá usufruir. Ceder o lugar no autocarro a alguém mais velho é uma questão de civismo e como sabe nem toda a gente o faz. Ninguém pergunta a outra pessoa (sem ser idosa ou doente) “Quer sentar-se agora um bocado? Está com um ar cansada e vem carregada. Eu já descansei um bocado e sai dentro de 4 paragens!” Ninguém partilha assim! Nas as prioridades, como deve saber, funcionam em condições: nunca me deixaram passar numa fila por estar grávida, nem mesmo na fila dos prioritários. as poucas vezes que pedi passagem as pessoas que não eram prioritárias e ali estavam indevidamente, ainda bufaram e reviraram os olhos como se eu é que estivesse mal…. Por isso, e pondo os olhos no que acontece no mundo real, no mundo dos adultos, parece-me que o que é defendido para as crianças não é o que é praticado no dia a dia. E que esse (este) idealismo de ensinar os miúdos a partilhar, não passa de um desejo utópico (e infantil) de um mundo melhor.

      1. No caso do carrinho que havia outros claro q nao entra na discussao, já comentei por aqui que nesse caso nao acho errado e que acho sim que era capricho da outra criança.

        No entanto nisso do autocarro eu já dei sim o meu lugar a uma pessoa da mesma idade pq ela ia mais carregada que eu :/ Como na rua ajudo algumas pessoas a levarem as compras se as vejo aflitas. Por isso nao me parece nada estranho e impossivel.

        Quanto as filas toda a gte sempre foi mt simpatica cmg, nunca tive razoes de queixa. Nunca pedi prioridade, todas que me deram foi de bom grado tanto gravida como com a filha no carrinho. Nos autocarros tb a mesma coisa, sempre que vou com a minha filha de 2 anos dao lugar, e mesmo gravida de poucos meses tb sempre me deram. Mas mesmoq ue eu tivesse tido más experiencias nao é motivo para querer criar um filho de igual forma! Lá pq os outros fazem mal nao irei fzr o mesmo nem educar da mesma forma. Lá pq ha adultos que nao t~em respeito pelos outros nao vou deixar de exigir da minha filha tal respeito.

  39. Teoria pura e dura do egoísmo. Que direito tem esta criança de brincar o dia todo com um brinquedo que é da escola e que é no fundo de todos? E aqui não estará a senhora a ensinar ao seu filho que pode conseguir tudo o que quer em detrimento dos outros??? Estamos a confundir um princípio básico de vivência em sociedade,um valor positivo, com o achar que tudo na vida será partilhado! É como comparar alhos com bugalhos! Há coisas que podemos partilhar e há outras que teremos de conseguir por mérito, inteligência, trabalho… Esta mãe precisa de uma aula de valores para os poder distinguir e ensiná-los convenientemente ao seu fillho! Partilhar não é ceder totalmente mas sim dividir. Não podemos achar que o mundo é nosso só porque chegámos primeiro!
    De certeza que toda a comunidade “partilhou” o seu dinheiro para comprar o brinquedo que o seu filho não empresta a ninguém enquanto não lhe apetecer!

    1. Lallavilhas, partindo do principio que não concordo nem discordo da opinião da mãe que escreveu o artigo, mas que a respeito, deixo-lhe aqui uma questão: quantas vezes já lhe aconteceu querer usar um equipamento público e não conseguir por estar ocupado por outro adulto? Por exemplo, um banco no parque em que está lá um casal de namorados e não sai, embora, tenha esperado mais de uma hora. Diz-lhes que agora é a sua vez? ou uma mesa de piquenique num parque de piqueniques – aquela que tem a melhor sobra, é a mais fresca e tem melhor vista… Quantas vezes vai mais cedo para um sítio para encontrar um melhor lugar de estacionamento, ou para uma peça de teatro que não tem lugares marcados para ficar mais bem sentado? serão as coisas assim tão lineares? Dizemos que também pagamos a mesa de piquenique e agora é a nossa vez de usar? Eu tenho sérias dúvidas em relação a este conceito, e eu, sempre ensinei os meus filhos a partilhar o que é deles e o que é público…

  40. Carlos Alvarenga diz:

    Olha, eu sinceramente torço para que seu filho não seja uma pessoa egoísta, porque se ele depender da sua forma de pensar e de educar, coitado dele.

  41. O texto foi escrito por alguém nos EUA (como se poderia entender pelas “6as feiras com brincadeiras no clube recreativo”…). Quando um miúdo, com tantas coisas e tantas pessoas/crianças, fica 1:30h num diabo de um carrinho… provavelmente é de suspeitar de algo estranho, não? E representa uma perspetiva muito própria, pessoal e culturalmente. Obviamente que ninguém pode ser educado a partilhar sob coação. Mas tudo deve corresponder à faixas etárias em questão. Faz sentido em idades mais precoces ser habituado a partilhar (tem vários benefícios emocionais e desenvolvimentais, não interessa agora detalhar).

    1. Olá RB, sim o nome da autora e o respectivo link para o artigo original aparece no fim do texto. Como outros textos que nos são enviados por parceiros e/ou colaboradores estrangeiros, o motivo da partilha (tradução e adaptação) não é defender este ideal ou ponto de vista mas sim, exatamente, dar a conhecer outras formas de pensar ou agir. No meu caso, enquanto mãe de 3 crianças que estão habituadas a partilhar tudo (nem sequer têm outra hipótese), achei um artigo interessante na medida em que me fez pensar sobre o assunto, pois era um tema tão natural para mim que nunca foi questão. E sim, há sempre coisas a melhorar e a aprender. Obrigada pelo comentário 🙂

  42. Pedro Caramujo diz:

    Custa-me a entender como é que há Pais que não só pensam da maneira apresentada, como têm a convicção e a confiança suficientes para fazer um artigo a elaborar a defendê-la.
    Como em tudo na vida, há que ter bom senso, não vivemos sozinhos. É tão válido que o outro tem que aprender que não pode ter tudo e tem que esperar, como que o filho da articulista tambem tem que aprender que não pode ter tudo usando e gastando aquilo que é de todos como se não houvesse amanhã, sem qualquer preocupação com o outro, que como ele tambem gostava de participar.
    A articulista assim está a criar um pequeno monstro, daqueles que serve-se com os melhores bifes e tira todas as batatas, deixando para os outros a cebola e a gordura.
    Em relação aos seus próprios brinquedos, uma vez mais o bom senso. Se os está a usar, use-os. Se não os está a usar, empreste-os, desde que quem os pede emprestados respeite o brinquedo e a criança.

  43. Muitos parabéns pelo seu artigo. Gostei muito de o ler e conhecer essa perspetiva, que veio, por certo, enriquecer-me.Louvo também a sua coragem.
    Como alguns comentadores, julgo que o correcto está no meio termo, entre conhecer e exercer os seus direitos sobre a sua propriedade, o direito ao usufruto do que é de todos, o civismo e sensibildade do não monopolizar o que também é dos outros e cultivar o prazer e alegria de partilhar o que é nosso.
    Por esse motivo acho excessivo o direito sem-termo de usufruir de um brinquedo. Mas reconheço a importância do direito à opção, até determinado ponto e com distinção para o que é da pessoa e do que é de todos.

  44. A melhor forma de aprender é através do exemplo. É normal que seja um processo demoroso, que traga momentos um pouco mais complicados, mas no final, quando a criança crescer, quando tiver maturidade por pensar por si só, vai perceber o que é mais correto, independentemente de ter cometido ou não determinadas atitudes quando mais novo.
    Na minha opinião, devemos demonstrar, deve estar implícito na nossa integridade, se considerarmos um bom valor.

  45. Como poderei seguir este raciocínio?
    Parece me um pouco contraditório.
    Como posso deixar que o meu filho tenha este tipo de atitudes que a mãe sugere?

    Se em nossa casa… em família. .. partilhamos a mesa; a comida; as tarefas; a cama ; o carinho…. a casa…. a felicidade da ser uma família !!!

    O não saber dar o valor da “partilha” não vai saber valorizar os sacrifícios de ter de dividir tudo o que não podemos ter só para nós. .

    Lamento… mas consigo não posso partilhar aa minha opinião..
    Isto será a resposta que mais tarde o seu filho lhe dará a ler este artigo.

  46. Observemos a questão da partilha através de um alimento, ao invés de um brinquedo. Trata-se de partilha à mesma.
    E observemos a situação não entre crianças (o que também poderia ser) mas entre o seu filho já jovem ou pré-adulto.
    O seu filho tem em sua pose uma bela de uma sandes e está cheio de fome e ao lado dele, no mesmo banco do parque onde o seu filho se prepara para devorar a sande está um outro jovem faminto, alguém que por alguma circunstância não come há dois dias… o seu belo e extremamente bem educado filho, que está com muita fome e é o dono legitimo da sande, vai devorá-la até à última migalha em frente ao outro jovem faminto, que entretanto até lhe pede um pedaço mas não dá, porque não está farto…. porque não sabe partilhar… Acha bonito? É nisto que quer que o mundo se transforme?? Não lhe parece que seriamos todos muito mais felizes se realmente soubéssemos o significado da palavra partilhar??
    Lamento mas a sua perspetiva acerca da partilha está totalmente errada, aliás ela nem sequer existe, a sua perspetiva é acerca de egoísmo! Partilha é outra coisa completamente diferente!

  47. Muito Bom!!! Belo Artigo!!!
    Belo Artigo pelo valor do conteúdo e pela coragem da exposição.
    Vivemos numa sociedade em que promove a mediocridade e que reduz o valor da individualidade em “benefício” da sociedade, esquecendo que grande parte do valor de uma sociedade está na afirmação individual.
    Eu tenho o privilégio de ter de educar 4 crianças (filhos) e apesar de católico praticante, elas ensinaram-me a relativizar o conceito de partilha e de justiça, para além do que é socialmente aceite.
    Passo a explicar dando exemplo dos 2 mais velhos por terem já uma personalidade definida: um olha primeiro de tudo para ele próprio, para o que ele quer e para o que ele gosta, o outro olha em primeiro lugar para o que o outro quer e gosta e depois para ele próprio.
    Numa primeira análise diria que o primeiro se sobrepõe ao segundo. De facto, essa foi a nossa preocupação de pais, tentar ensinar ao mais velho a partilhar e ao segundo a ser mais individualista. Rapidamente eles nos ensinaram que isto seria ir contra a natureza deles e o que eles têm de compreender é o que são, e as vantagens e desvantagens que isso lhes traz em sociedade.
    Na realidade, o primeiro, apesar de ser do género de “brincar o tempo todo com o seu carrinho”, vai-lhe ser muito mais difícil encontrar a felicidade, pois vai ter mais dificuldade em socializar. Mas por mais que nós pais lhe ensinemos que isso é errado, ele só vai descobrir o seu caminho quando ele próprio vivenciar essa desvantagem. Porque se eu lhe for dizer para partilhar, ele vai partilha porque eu lhe digo que isso é melhor, mas ele só vai perceber o valor da partilha, quando outra criança não partilhar em favor dele.
    Na minha opinião, actualmente os pais querem intervir demais, o dever de educar é o dever de dar o exemplo, e mostrar à criança o bom e o mau caminho. As crianças têm de aprender a viver a sua vida, a fazer o seu caminho, nós pais temos de aprender a estar sempre presentes, orientando, esperando que eles façam sempre o caminho correto, deixando que também aprendam com os seus erros. Mas isto é tão difícil…

    1. Diga-me que sentido faz isso tudo! Praticamente está a dizer que o seu filho irá perceber que está errado somente quando for prejudicado! Ou seja, o egocentrismo em tudo!!! E nesse caminho de individualismo vai magoar os outros no processo, e o senhor como pai acha q isso é mt bom, que faz parte do aprendizado. Que bela forma de pensar! Acho que já que se diz catolico deveria seguir mais o que diz a Biblia: os outros em 1º lugar. Nao é uma questao de nao sermos seres individuais, é uma questao de olhar pelo outro e é assim que se vive. Nao é ser mediocre, pelo contrario, é perceber que a educaçao passa sim por corrigir sempre que necessario, de forma firme se necessario e nao deixar as coisas correrem por si só com a desculpa que cada um deve seguir o seu caminho. Orientar sim, mas quando preciso corrigir tb! Afinal é para isso que existem os pais!

  48. E qdo eles nunca querem dar a vez no baloiço público? Deixamos as outras crianças eternamente a espera? Acho q tem de existir uma coisa importante q mtas vezes nos esquecemos… Senso comum!

  49. De facto, a criança vai dizer: cheguei primeiro, por isso fico o tempo que quiser. Os outros que esperem. Não me perece que sejam estes os valores que queira ensinar à minha filha. Tem que esperar, sim, nem tudo é fácil, também concordo. Mas se o bem é da comunidade, temos que saber que não nos podemos apropriar dele só porque nos apetece. Nem que ande 5 minutos cada um e alternem, porque o saber abdicar de uma coisa que nos dá prazer também nos prepara para a realidade da vida, ou não?

  50. O processo de partilha ensina a criança a fazer concessões e a gerir expectativas; Frequentemente, quando o processo de partilha não é iniciado pelos pais, há uma negociação de termos. Essa concessão, essa negociação é *basilar* para conseguir viver em sociedade, e frequentemente um factor diferenciativo durante a vida adulta. A vários níveis, a partilha é um acto social – seja de uma refeição, de uma bebida ou de um brinquedo – e ajuda a fortalecer amizades e alianças. Tenho alguma pena que a autora, como adulta que é, ainda não se tenha apercebido da importância do saber conceder.

  51. Sou pai de duas crianças e não concordo com o seu artigo na totalidade. o meu filho mais velho já sabe que tudo que é dele é da irmã também e vice versa. Quanto a outras crianças, uma vez por não querer partilhar o pão que tinha com uma menina carenciada e que tinha fome, a consequência foi que a menina comeu todo o pão e ele nenhum. relativamente a brinquedos, penso que deva partilhar quando possivel, ou seja, se puderem brincar os dois simultâneamente, tudo bem, se não a outra criança terá que aguardar a sua vez para brincar. É claro que se for a situação do carrinho, terei que ser eu a arbitrar, fixarei um tempo limite e agora anda ou, agora anda outro.
    Cumprimentos

  52. Acho que esta mae está a focar-se muito nas outras mães. Como explico em palavras….
    Uma coisa é ensinar um filho a partilhar, ensinar a fazer parte de um grupo, a saber se relacionar!
    Outra coisa é querer que os filhos dos outros o façam… Isso depende da educação que têm e do seu próprio comportamento! Nenhum pai tem o direito de exigir ao filho de outra pessoa que partilhe algo com o seu! parece-me que o correcto será dizer/deixar o/a próprio/a filho/a perguntar ou outro/a menino/a se quer brincar ou se deixa brincar com o seu brinquedo. Se nao quer ou nao deixa, tem de aceitar e aprender a perceber que o não também existe.

  53. Olá Gostei muito do texto e até concordo em parte, mas enfim torna-se ambiguo, saber lidar com a decepçãp não advem de ensinar uma criança a usufruir a 100% do que quer até se fartar, saber que outro também gostaria de se sentir feliz e não se preocupar com isso!

    Mas obvio que isso vem da criança e não do ensinamento, se ela quiser partilhar não é porque o ensinam a não ter de partilhar que ela não o vai fazer, mas obvuiamente que se essa for a politica não ajuda muito.

    Alias, no colegio guardarem algo enquanto uma criança vai ao wc só porque era ela que estava a brincar com algo que na realidade não lhe pertence, já é demais!

    Atenciosamente
    Joana

  54. Bem, concordo e nao concordo. Acho que a sua opinião é um pouco extremista. Vamos lá a ver: quando vai alguém a sua casa oferece sempre algo ou nao? Algo para beber, um local para se sentar…ou seja, está a partilhar o seu espaço, mesmo quando a visita talvez nem seja do seu total agrado. Acho que as crianças precisam também aprender a partilhar mesmo quando nao lhes apetece muito, porque é o certo a se fazer. Não precisa ser tudo! Por exemplo, se outra criança for lá em casa poderá perfeitamente escolher alguns brinquedos que não queira partilhar, mas tudo? Além de achar uma tremenda falta de educação é mt triste para a criança que está de visita.

    Na creche podem brincar a vez: pede-se a criança que brinque por um bocadinho e dps intervem-se e dá-se o brinquedo a outra criança, rotativamente, assim ngn precisa ficar mil anos a espera de algo e a criança aprende que tem de partilhar por ser o correto e nao só pq apetece ou pq se fartou do brinquedo! Alias,mas que raio de msg é essa? Só deixar “restos” para os outros??

    Mas concordo consigo na parte do carro por exmeplo, pq se havia outros IGUAIS pq dar logo aquele?? E na parte do carrinho no parque eu teria intervido e insistido um pouco para a minha filha emprestar só por alguns momentos, mas se ela dissesse mesmo não ok, pq nem sequer conhecia o outo miudo! Agora se o miudo fosse filho de uma amiga daí já insisteria com amis veemencia.

    Acho que há uma distinção importante a fazer entre os brinquedos da criança e os brinquedos publicos. Os primeiros ainda penso que ok dar-se ALGUMA (não total, pq estamos a falar de crianças, que ainda estão a aprender o certo e errado e não têm maturidade para este tipo de decisoes) liberdade para a criança escolher, embora eu ache que deve ficar claro que se ela não quiser emprestar absolutamente nada que é uma ação errada e que aí devemos intervir.

    Quanto ao seu comentário sobre ensinar as crianças a serem pacientes concordo, ensinar a esperar até ser a sua vez, mas não a esperar eternamente ate a outra criança decidir que já nao quer brincar. Há limites para ambos os lados e há mts outras situaçoes que se pode tb ensinar paciencia e colaboração.

  55. Não concordo de todo com o artigo. Esta atitude do não partilhar vai fazer com que a criança que tem o brinquedo não assuma um comportamento flexível aquando adulta pois só quando se fartar das coisas é que as larga. Esta atitude fará com que as crianças se sintam donas de tudo o que não é verdade. Não digo que elas tenham de partilhar só porque sim, mas é um bom princípio para que saibam que não podem ter tudo só para elas, pois como devem saber uma criança não se farta e então se souber que a outra quer….
    É pois importante saber partilhar, mas claro também dizer que não. Esta mãe deve ter só um filho…. De certeza e deve ter tudo o que quer lol

    1. Acho que não entendeu bem o que foi escrito no texto,basicamente o que foi dito é que caso seja em uma situação ou algo em que esteja a ser utilizado algo que efectivamente seja publico deve sim incentivar e explicar e até obrigar se necessário a criança que deve ser partilhado por todos e de igual forma,agora caso seja algo que seja da própria criança ou dos seus não deve de todo existir essa obrigatoriedade de partilhar até porque pode criar outro tipo de problemas e conflitos.Antes de se ensinar a partilha ou o que quer que seja deve-se sim ensinar o civismo,a cidadania isso sim é importante para que todos no futuro saibam ser e estar em sociedade,isso sim é o grande problema da nossa sociedade que infelizmente afecta todas as gerações e estratos sociais.

  56. Partilhar significa dividir/ repartir/ distribuir algo, consulte um dicionário.
    O autor deve só ter 1 filho, porque se tivesse 5, logo conjugaria o verbo Partilhar em todas as ” pessoas”.
    Ensinem esses meninos a NÃO PARTILHAREM AS PRÓPRIAS IDEIAS E PENSAMENTOS.

    PS- Civismo é bom e faz falta a muita gente.

    1. Lol não partilhar ideias e pensamentos? Espero que essa frase, que já é a segunda vez que a leio num post teu, seja uma tentativa de sarcasmo porque é um verdadeiro absurdo. Por essa ordem de ideias não devias ter o direito de partilhar a tua opinião aqui. Ensinem sim as crianças a ter opiniões e ideias próprias e a pensar por si mesmas e a defender essas ideias quando for necessário.

  57. Pelo mesmo ponto de vista, o bully acaba por ter sempre razão…ele é o maior, chega primeiro ao baloiço e é dele para o resto do ano lectivo! Não partilha, é um totalitarismo. É optar por não escolher. É manter sempre a mesma opinião.
    Nada deve ser uma obrigação. É certo que a criança pode aprender por ela mesma a partilhar com os outros, mas parece-me que a lógica sai completamente defraudada a partir do momento em que tem um irmão mais novo. Não se trata de dar mais direitos ao benjamim, mas antes de os ensinar a conviver e a sociabilizar.
    Diria que há melhores formas de os ensinar o valor do trabalho e as dificuldades em progredir, que não passem pela ausência de partilha.

  58. Acho que se esqueceu do significado da palavra/verbo partilhar. Eu digo-lhe, significa dividir/ distribuir/ repartir algo/ dar a vez ( vá ao dicionário ).
    Quanto aos jovens, como sabe o problema desta geração é mesmo o oposto, NÃO PARTILHAM NADA, são uns egoístas miseráveis.
    Não confundir partilha com civismo.
    PS- já agora, ensinem a esses meninos a NÃO PARTILHAREM AS PRÓPRIAS IDEIAS OU RACIOCÍNIOS.

  59. A minha regar é simples. Se for da criança ela só partilha se quiser, caso seja um brinquedo ou equipamento público então é importante partilhar…e não é nada difícil fazer uma criança entender que se o brinquedo é da escola, por exemplo, então todos os meninos têm igual direito a brincar; ou se estivermos num parque é fácil explicar que os escorregas e baloiços são de todos. Não tem nada a ver com egoísmos, mas sim com civismo.

    1. Concordo totalmente com a Sofia.Partilhar é um dever mas só se for um objecto publico,se for pessoal só a criança ou adulto cabe decidir.São duas coisas totalmente diferentes.

  60. Raquel Ferreira diz:

    Olá…

    Como mãe não concordo de todo com a sua ideia.

    Passo a explicar o porquê… Tenho uma filha de 2 anos e desde de sempre a ensinei a partilhar, acho que partilhar é um acto bonito, assim todos ficamos satisfeitos tanto em pequenos como em adultos! A minha filha ao saber partilhar sabe brincar com os outros, ela consegue brincar com um brinquedo mais outra criança, não o querendo só para si, sem ser egoísta. Um criança que não sabe partilhar acaba por não saber brincar com os outros meninos/as.
    O acto de partilhar não significa perder totalmente uma coisa, pois a palavra partilhar significa “Fazer partilha de; dividir, repartir, distribuir”. No caso do tal carrinho que fala, não sei como é o carrinho, mas imaginando que dá para duas crianças se sentarem, o ideal seria as duas crianças se sentarem e juntas desfrutarem do passeio. É assim que vejo as coisas, e penso que devemos sim partilhar, em crianças, em adolescentes, em adultos e sempre. Pois se não aprendermos a partilhar torna-mo-nos pessoas egoístas!

    1. Partilhar e um princípio e não uma questão de educação. Ensinar crianças a não partilhar não e educar mas sim deseducar e criar crianças mal educadas sem noção de princípios básicos de socialização. E uma tristeza ver que sem culpa nenhuma as crianças passam a ser umas atrasadinhas mentais por culpa dos pais que em vez de se dedicarem ao que sabem fazer agora tb querem educar nas escolas. Deixem esse trabalho para as educadoras de infância elas naturalmente sabem induzir princípios quando há pais que não sabem. Enfim só posso ser levado a crer que são pais ausentes!!

    2. A Raquel e Socialista. E pronto, esta tudo dito :o).
      Ninguem deve ser ensinado a partilhar e, muito menos, obrigado.
      A partilha deve partir de nos, se isso nos der prazer.
      E uma das liberdades mais basicas a que o individuo deve ter direito.

      1. Luís Silva, espere lá , se “der prazer”? Lol mas agora uma pessoa só faz aquilo que a satisfaz? Para onde esta sociedade vai com pensamentos como os seus!!!! Ah, mas eu ja sei: uma socieade de pessoas que pensam 1º no proprio umbigo, na propria felicidade, no proprio conforto, que sao incapazes sequer de ceder seu “confortavel” lugar num autocarro para alguém mt mais velho, que sao incapazes de darem um casaco a um sem abrigo q tem frio em pleno inverno, que sao incapazes de abdicar um pouco de si proprios em prol de outrem, msm que o outro seja um completo desconhecido. E com isto adeus sociedade, acaba sendo mesmo cada um por si, como tanto já vemos por aí. Isto deixa-me triste! E pensar que ha crianças a serem educadas com esse tipo de pensamento 🙁

        Se calhar o tema desta conversa deveria ser mudado para saber abdicar mesmo quando tal nos prejudica. É isso que falta nesta sociedade de gte que so sabe olhar para si. Liberdade, diz voce? Eu chamaria de egoismo puro, egocentrismo e uma falta de respeito aos outros. Triste mesmo ler este tipo de coisas!

        1. “Abdicar em prol dos outros, mesmo que isso o prejudique”, parece-me que é isso que aprendem as crianças, nesta escola de que se fala aqui, quando esperam pelo brinquedo até que o outro menino se farte dele. a mim parece-me que as crianças não estão a ser educadas para não partilhar, estão a ser educadas para saber esperar pela sua vez e não assumir que têm automaticamente direito ás coisas, só porque as querem.

      2. Patricia Fonseca diz:

        Ola Luis,
        Deixe-me começar por dizer que não sou socialista e concordo com a Raquel. A partilha não deve de todo ser “obrigada” mas é obrigação dos pais ensinar os filhos a, acima de tudo, a darem o exemplo.
        Eu tenho um bebe pequenino de apenas um ano e tenho a sorte de ter um parque infantil público atrás de minha casa. Se o meu filho está ha já um tempo considerável no baloiço e há outros meninos que querem andar, sou eu própria como mãe que lhe explico que os outros meninos também tem direito a andar um pouco de baloiço e dou lugar ao próximo menino. Acredito que estou a criar um filho que saberá partilhar, mas acima de tudo compreender que a sua liberdade acaba onde começa a do outro e o outro menino também tem direito a andar de baloiço tanto quanto o meu.

    3. Sem me alongar muito nem entrar em detalhes, uma das questões é que muitas vezes não é egoísta a criança que não partilha mas sim a criança que quer à força toda o brinquedo da outra. Pense nisto, se o seu filho estiver a brincar entusiasmado com um brinquedo e “o meu” quiser desesperadamente o seu brinquedo e o seu não der?? O meu filho ia estar a ser egoísta por querer satisfazer o desejo dele sem pensar nos dos outros?? Desculpe mas é assim que se criam pessoas dissimuladas e pretensiosas que só querem satisfazer o bem mais imediato. Afinal ele pode muito bem partilhar depois de o usar, uma coisa não implica a outra.

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