12 sinais de que podemos estar a falhar como pais

12 sinais de que podemos estar a falhar como pais

Falhar como pais: 12 sinais que não devemos ignorar

Falhar como pais.  Não há pais perfeitos.

Não queremos ser perfeitos. Os defeitos fazem-nos crescer, fazem-nos mais humanos. Mas todos desejamos melhorar. Os nossos filhos merecem o melhor. Este artigo é para quem acredita nestas frases. Somos pais que sabem pegar no melhor dos ensinamentos da vida e no melhor da ciência, para darmos aos nossos filhos as ferramentas para enfrentarem o futuro. Pais que vivem, que trabalham, que perseveram perante o futuro incerto. Somos pais com a mente aberta o suficiente para ouvir uma sugestão, uma crítica ou um alerta.

Como diz a música Somos os Tais, “ás vezes não é fácil, mas damos a volta, damos sempre a volta a tudo”. Grande Carlão.

1.Sabemos que as maiorias nem sempre estão corretas.

No entanto, sejamos sinceros, se há muitas pessoas cuja opinião considera válida e que discordam de alguma ação sua como pai, é sinal de que pode estar a fazer algo errado. Por exemplo, se há várias pessoas a chamar a atenção para o facto do seu filho andar a deitar-se tarde, então deve soar o alarme. Se vários professores detectaram a mesma dificuldade, deve investigar.

2. Este ponto está ligado ao primeiro.

Não encontra pelo menos três pessoas em quem confia? Pessoas em quem pode buscar inspiração na hora de educar? Isto pode ser um problema. Por vezes precisamos de visões de fora para podermos entender determinados assuntos. A máxima “quem está de fora não racha lenha” não se aplica aqui, certo? É importante conseguirmos estar atentos aos outros, nomeadamente aos mais experientes. Há sempre uma possibilidade de você ser o único a ver a verdade. Mas desconfie.

3. Educa baseado num misto de instinto, trabalho de equipa e reflexão, ou baseia os seus atos educativos num único livro, autor ou guru?

Se estreitar demasiado a sua forma de educar, se ficar apenas concentrado numa única fonte, aumenta o risco de errar. Muitas vezes há autores que desejam “apenas” vender um produto. Há livros inteiros com perspectivas erradas. Diversificar a sua visão pode ser vantajoso. Não significa ir atrás de todas as teorias, seguindo todas as modas. Significa retirar o melhor de cada uma, adaptando às características do seu filho. E às suas.

4. “Filho, faz o que eu digo, não faças o que eu faço!”.

Se esta é a sua máxima, algo está mal. O exemplo é uma forma poderosa de educar. Não é demais repetir.

5. As suas vivências de criança estão a ajudar? Ou pelo contrário?

Alguns pais dizem que seguem o que os pais deles fizeram. Repare nas mudanças ocorridas no mundo. E repare na sua visão do passado. Ela é a sua visão. Pode não ser a realidade. Se poder, debata com os seus pais e tente entender o porquê das suas atitudes. Tente procurar a verdade. Tente colocar na sua prática os melhores ensinamentos do passado. Mas entenda se os compreendeu bem. Tire a limpo.

6. Há áreas da educação do seu filho que se recusa debater?

O silêncio não é bom sinal. Se não enfrentarmos os assuntos eles ficarão na penumbra. Porque não quer falar? Fale.

7. O seu filho não tem defeitos?

Se por um lado nos deixa preocupados o pai que acusa o filho de tudo e mais alguma coisa e que se esquece de educar a sua autoestima com palavras e gestos de afeto, com frases de optimismo, também nos preocupa quando encontramos pais cujos filhos são, na sua boca, perfeitos. Será sempre saudável conseguirmos encontrar alguma área do comportamento dos filhos passível de ser melhorada. Também não há filhos perfeitos.

8. Se iniciar as suas frases pela positiva, poucas pessoas terão coragem para contrariar.

Por exemplo, se disser “ o meu filho foi mesmo muito bom nesta representação teatral, certo?”. Quem vai contrariar o “pai babado” ? Se perguntar com convicção de quem tem uma dúvida, e não de quem procura um elogio, pode ter ideias mais consentâneas com a realidade.

9. Não pode ouvir psicólogos a falar?

Se fica com pele de galinha sempre que “esses que só sabem teoria” falam, pode estar a deixar passar alguns ensinamentos úteis. Tente ouvir sem preconceitos. A Psicologia parte de estudos científicos. Uns maus, uns mais ou menos, mas muitos excelentes e que são úteis.

10. Tem dificuldades em arranjar argumentos para dar razão a um comportamento do seu filho?

Se lhe faltam as palavras, se não conseguir conversar (calmamente) sobre o assunto, poderá estar a fazer apenas por fazer e isso pode ser um erro.

11. Não pode ouvir falar do nome da professora do seu filho?

Fica demasiado envolvido por emoções, como a raiva ou irritabilidade, perante determinados assuntos? Atenção. Nem sempre este estado emocional é um bom terreno para as melhores considerações. E, pode ser também um alerta para erros que esteja a cometer.

12. Ainda não lhe deu um beijo hoje? Ainda não telefonou?

Já o lembrou daquela característica única que o torna especial? Já gabou o esforço que ele fez? Se ainda não olhou no fundo dos olhos dele, se não o alertou para o cavalo alado naquela nuvem por cima das vossas cabeças, se ainda não lhe perguntou pelos altos e baixos do dia…ainda vai a tempo.

 

 

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Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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