3 maiores perigos da publicidade no crescimento dos nossos filhos

3 maiores perigos da publicidade no crescimento dos nossos filhos

3 maiores perigos da publicidade no crescimento dos nossos filhos

Os nossos filhos são diariamente bombardeados com truques de marketing que os manipulam a favor do desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Os publicitários tentam cativá-los desde crianças de forma a ganhar a sua lealdade vitalícia para com as marcas. Assim, tornam-se desde muito novos os clientes e consumidores de grandes cadeias.

Através da televisão, da internet, dos cartazes que os acompanham no caminho até à escola, ou dos folhetos promocionais que nos entram pela caixa do correio sem pedir licença, as crianças vão tendo cada vez mais precocemente o acesso a um excesso de informação.

Perigos da publicidade e do marketing

A televisão ajuda a desenvolver a aprendizagem e a abrir os horizontes do conhecimento à criança. Mas dos programas a que assistem, qual a percentagem dos  que são efectivamente produtivos?

Segundo Martin Lindsort, um dos maiores Gurus do Branding e do Marketing,  aos seis meses de idade as crianças já conseguem formar imagens mentais de logotipos. Parece assustador? Com que idade os seus filhos entoaram as musicas do Panda?

É com base nestes estudos que as agências trabalham as cabeças dos nossos filhos.
A cultura saturada de informação a que as crianças são expostas, pode e vai alterar o seu carácter ao longo do crescimento.
As crianças aprendem a valorizar os bem materiais em prol dos valores humanos.

Estes são 3 dos maiores perigos da publicidade no crescimento dos nossos filhos.

 1. Querer ser donos do mundo. 

Ser ambicioso pode ser bom, mas viver na ilusão que lhes é diariamente vendida de que precisam daquele artigo/brinquedo, para serem felizes, é perigoso.
Normalmente, depois de receberem esse brinquedo, começam a pedir outro; porque na realidade não precisavam sequer do primeiro. Procuram constantemente a alegria através dos valores materiais e tornam-se frustrados por nunca se sentirem verdadeiramente felizes.

2. Exibir os seus brinquedos.

Ser exibicionista, seja no que for, nunca é uma característica que valorize uma pessoa. Influenciados por um mundo de consumo, acreditam que os amigos irão gostar mais deles se tiverem mais brinquedos. Por vezes, isso até acontece, porque também as outras crianças estão a valorizar, mais uma vez, os bens materiais. Esta ilusão tende a arrastar-se ao longo da fase do crescimento até à adolescência, criando pessoas inseguras e com baixa auto-estima, porque criam relações com base no que têm e não naquilo que são.

3. Adultos antes do tempo. 

Cada vez mais, a indústria dirige as suas campanhas às crianças com o intuito de as cativar o mais cedo possível, criando assim fiéis consumidores das suas marcas, por admiração desde muito cedo de um determinado produto. Os estojos de maquilhagem para crianças de 7 anos não são mais do que simples estratégias para as meninas  “se tornarem hábeis no aplicador de um lip gloss” afirma a empresa Bonne Belle.

Ao procurarem agir como adultos acabam por perder toda a magia de ser criança. Assim nunca vão valorizar a verdadeira essência do crescer, aprender e experimentar.

Maquiagem-para-Escola-de-Manhã

 

Estes comportamentos podem ser equilibrados gerindo o tempo das crianças através de escolhas, e não de proibições: se o meu filho gosta de desporto, vou-lhe dar a hipótese de escolha de praticar uma actividade desportiva duas vezes por semana.

Podemos ser criativos em casa e realizar diferentes ateliers de acordo com as preferências e curiosidades de cada filho:

  • plasticina
  • costura
  • pinturas
  • experiências científicas, etc,

Estas brincadeiras ajudarão a construir novos interesses e a que se conheçam melhor enquanto pessoas.

Isso e uma dose de convívio e brincadeira diária com os pais será o primeiro passo a dar. Assim, aprenderão a defender-se da industria agressiva da sociedade de consumo.

“As crianças e jovens portugueses (10 aos 16 anos) passam uma média diária de 4,5 horas em frente da televisão. Aos fins-de-semana sobe para as 7,5 horas por dia. Este é um comportamento que contraria a recomendação de hora e meia dada por pediatras.”(in DN)

 

Bibliografia

  1. “Os adolescentes e a mídia: o impacto psicológico”, Victor C. Strarburger
  2. “Brandwashed”, Martin Lindstorm

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