pai não faz

8 coisas que um Pai não faz (mas devia)

Surgiu esta semana em conversa.

“A maioria dos pais, homens, não estão presentes na vida dos filhos”.

A frase chocou-me. Ainda mais porque foi seguida de vários exemplos reveladores, lançados porque alguém com conhecimento de causa, que trabalha com famílias e em contexto escolar. Eram 8 as coisas que um Pai não faz.

Não serei o melhor Pai do mundo, longe disso, mas posso orgulhar-me por nunca ter faltado a um momento importante da vida dos meus filhos. Por vezes, com sacrifício da minha vida profissional. Mas foi sempre simples decidir, porque são eles a minha prioridade.

No dia a dia, é também para eles que reservo o tempo de maior qualidade. E isso passa também por desempenhar tarefas que, tradicionalmente, costumam ser entregues à Mãe.

Para os pais (homens) que se “esquecem” que ser Pai é mais do que pôr uma criança neste mundo, deixo o alerta. Elas precisam de mais. Aqui vão 8 coisas que a maioria dos pais (homens) não fazem… mas deviam fazer:

1 – Vestir a criança.

Ok, em princípio vai correr mal. Muito mal. Pelo menos à primeira tentativa. E à segunda. E à terceira. O babygrow está mal posto, o macacão fica largo, a camisola mal amanhada e fora das calças e os ténis não condizem com a camisola. Mas se não nos deixarem tentar, nunca aprenderemos, certo.

Por isso respirem fundo, mamãs, e deixem-nos assumir o risco. Vão ver que, com o tempo, nos tornaremos nuns verdadeiros especialistas!

2 – Mudar a fralda.

Aí está uma coisa que nunca percebi: porque é que tem que ser sempre a mãe a chegar-se à frente na hora de mudar a fralda à criança? Quando nascem, a desculpa é porque são muito pequeninos. E porque nós, homens, somos uns brutos e podemos magoá-los (já ouvi isto muitas vezes, acreditem). Mais para a frente, tudo serve de razão para o Pai se descartar. Ora é porque está a dar a bola ou um “filme” qualquer, ora é porque a Mãe “tem mais jeito para isso” ou porque “limpa melhor” o rabinho do bebé.

Verdade seja dita, a verdadeira razão para um Pai assobiar perante o vislumbre da mal cheirosa tarefa é a preguiça. Porque custa levantar o rabo do sofá depois de um dia de trabalho. E assim se perde a oportunidade de criar um momento divertido a dois. E de criar vínculo.

 3 – Cozinhar.

Porque é que pôr as mãos na massa (literalmente) continua a ser, na maior parte das famílias, um (quase) exclusivo das mães? Porque é que ainda há tanta resistência do Pai em preparar uma refeição para os filhos? Se ambos trabalham, porque é que tem que ser sempre a Mãe a chegar a casa (cansada) e a tratar do assunto?

Vá lá homens, estamos em 2017! Sejam evoluídos e dividam (também) esta tarefa. Cá em casa é um prazer que não dispenso. E os miúdos agradecem. Às vezes até já me chamam chef. E soa tão bem ?

4 – Preparar o lanche para a escola.

Não fosse a Mãe a lembrar-se de colocar na mochila o pacote de leite ou o sumo, a sandes ou a fruta para o dia seguinte, e a maioria das crianças morreria de fome na escola.

Os pais (homens) que conheço nem se lembram desta tarefa diária. E antes que sejam chamados à atenção, disparam a frase: “amor, preparas o lanche da escola dos miúdos?”. Vá lá, deixem-se disso e cheguem-se à frente!

5 – Ir às consultas.

Uma chatice. É assim que muitos pais (homens) encaram uma ida com os filhos ao médico. E evitam pôr os pés nas consultas, não porque não possam mas porque acham que deve ser “território” das mães.

“Elas é que fixam tudo o que os médicos dizem, nós não vamos ali fazer nada…”, já ouvi de um Pai. Nada mais errado. Acompanhar o crescimento das crianças também é isto, e nem tudo são rosas, ok?

6 – Ir às reuniões e eventos escolares

São manhãs ou tardes “perdidas”, acham alguns pais (homens) que conheço. Outros, percebe-se a seca que estão a apanhar pelo sorriso amarelo quando lá aparecem.

Delegar sempre na Mãe essa responsabilidade é demitirmo-nos de educar. E são oportunidades perdidas para reforçar o vínculo.

7 – Pedir guarda partilhada ou conjunta

Deixei a mais polémica para o fim. Apesar de me parecer que o paradigma começa a mudar, ainda há muito por fazer.

Porque é que a maioria dos homens que se separam (dizem-me amigos juristas, mas corrijam-me se estiver errado) continua a contentar-se em ver os filhos de 15 em 15 dias? É assim que querem criar uma boa relação com eles? E que espécie de adultos estarão a criar?

Desculpem o sermão, mas às vezes é preciso ler… para crer. Ou querer!

imagem@jetosoft

Sou pai a dobrar, na casa dos 40, e tenho um sonho: ajudar as crianças de hoje a serem adultos (mais) felizes amanhã.

Criei a Academia Educar pela Positiva, através da qual pretendo ajudar pais e educadores na importante missão de EDUCAR, com base nos princípios e “ferramentas” práticas da Disciplina Positiva, modelo educativo que mudou (para melhor) a minha vida e a relação com os meus filhos.

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