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Crianças autónomas: Adultos felizes!

Todas as crianças são, no seu nascimento, uma tela em branco. À medida que crescem, revelam-se.

É incrível como, desde tão pequenos, já são entre si tão diferentes, com os seus temperamentos, sensibilidades, manias e opiniões. As crianças trazem consigo muitos e muitos sonhos, que porão em marcha com a ajuda sábia dos seus pais.

Crianças autónomas são crianças mais felizes. São crianças que se sentem confiantes ao explorar o mundo em redor e que partem para a relação com os outros de uma forma mais espontânea, segura e recetiva. Compreendem os seus comportamentos e assumem a sua responsabilidade sobre os mesmos, desenvolvendo uma matriz de valores pessoais e sociais fundamental para si e para o Mundo em geral. Estas crianças compreendem o seu papel, enquanto filho, enquanto aluno e, um dia, enquanto profissional, reconhecendo que o seu sucesso está diretamente relacionado com a qualidade do empenho que colocam nos seus desafios, e estão dispostos a aprender e a repensar a sua atitude após os seus erros.

Ensinar requer tempo e paciência. É muitas vezes mais fácil supervisionar as tarefas e acabar por ser a mãe a acabá-las, porque o faz mais rápido, porque o faz melhor e porque sentiu pena do seu filho ao vê-lo com dificuldades. Contudo, são estas dificuldades que empurram as crianças para o seu crescimento e as tornarão adultos mais capazes e, consequentemente, mais felizes.

Pais e Educadores devem criar oportunidades onde as crianças possam tomar decisões e assumir a responsabilidade resultante da mesma.

Ensinar como fazer e manter-se na retaguarda, deixando-as explorar, cometer erros e aprender com os mesmos, é o tipo de postura que mais potencia o desenvolvimento da autonomia. Como? Segundo Ridvan Foxhall, estas são as melhores formas:

  • Permita que as crianças façam escolhas: A possibilidade de escolha dá às crianças a oportunidade de ter algum controlo num mundo onde os adultos tomam todas as decisões;
  • Respeite a luta: Dêem-lhes tempo para vivenciar as suas dificuldades. Estas desenvolvem a sua força;
  • Quando têm um problema, não lhes dê a resposta de bandeja: Encoraje-os a responder às suas próprias questões, pesquisando, refletindo, conversando;
  • Deixe-os fazer por si próprios: Não faça pelas crianças aquilo que conseguem fazer por si próprias. Incentive-os a vestir-se sozinhos, a escovar os dentes ou a ajudar nas tarefas em casa. Se o fizer desde cedo, verá o orgulho com que se apresentarão perante os outros;
  • Não os desencoraje: Mesmo que considere que a criança não será capaz de determinada coisa, deixe-a tentar e dê-lhe o seu apoio. Permita que saiam da sua zona de conforto. Se a criança conseguir, perfeito. Se não conseguir, aprenderá com a experiência e sentirá que pode contar consigo;
  • Deixe as crianças falar por si: Quando alguém faz uma pergunta ao seu filho, deixe que ele responda. É um forte sinal de respeito por si e pelas suas opiniões.

Mãos à obra: o Crescimento do seu filho já está em andamento!

Márcia Fidalgo, Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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