Gritar não é uma forma de educar. Gritar ou não gritar? Eis a questão. 

Gritar não é uma forma de educar. Ralhar ou não ralhar, eis a questão. 

Gritar não é uma forma de educar

Ralhar ou não ralhar? Gritar ou não gritar? Eis a questão. 

Alguns pais dirão:
“Depende! Por vezes é importante!
Certos professores dirão:
“Não tenho sangue de barata. Há alturas em que é importante para impor a disciplina!“.
Outros, porém, confessarão:
Gostava de ralhar menos. Gostava de me controlar mais.

E é aí que surge a expressão “força de vontade”.

Sobre a “força de vontade” para não ralhar com os filhos ou alunos de forma injusta e descontrolada, muito se debate, muito se reflete. Mas quantidade, como se sabe, nem sempre é isso mesmo.

Se há expressão que me tira do sério, é a expressão “força de vontade”.

Quem a usa, geralmente está a acusar alguém de não a ter, como se fosse algo simples, como se a pudesse adquirir numa loja de conveniência. Como se os que não a conseguissem exercer, fossem fracos.
Não é bem assim. Fico contente por poder partilhar uma definição de “força de vontade” que acho apropriada, porque estrutura este conceito. Uma definição que fui estudando, ao ler Daniel Goleman.
Primeiro, o pai que está prestas a ralhar, deve ser capaz de desviar de forma clara, intensa e construída, a atenção do mais simples, do mais “à mão”, do mais acessível, que é o tal ralhar…
Igualmente, o professor, perante uma turma “em ebulição” tem que ser capaz de desligar o foco da sua atenção daquela solução que surge cativante, e até, sedutora.
São uns segundos preciosos, onde se joga o desenrolar da situação.
Depois, quem deseja evitar ralhar, gritar de forma injusta, deve ir levando o foco da atenção para o objetivo futuro. Deve conseguir entender o orgulho que vai sentir no futuro, quando analisar o seu comportamento, quanto constatar o seu auto-controlo.

No fundo, deve conseguir trazer para o presente os frutos de uma educação mais pensada, menos gritada, com menos repelões.

Deve imaginar a relação positiva com os filhos, e o sucesso de uma autoridade conquistada aos alunos, de forma natural.
Nestes momentos pode ajudar olhar para o infinito. Ou fixar um ponto distante na sala. Pode ser útil olhar pela janela. Cada um poderá desenvolver a sua estratégia. Há quem se concentre uns segundos na respiração.
Estas ideias têm por trás o período de tempo onde a frase (que pode ser dita interiormente!) fará toda a diferença:
Estou prestes a ralhar. Como me vou sentir depois? Quem estou a desiludir? Ralhar é a melhor solução?”
São estradas que nos podem levar ao objetivo do auto-controlo.
São caminhos no córtex pré-frontal que são úteis na educação, mas também, na gestão da alimentação, das finanças e das relações amorosas.
Força de vontade?
Tem muito que se diga. Mas vale a pena o esforço porque gritar, não é uma forma de educar.

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

2 thoughts on “Gritar não é uma forma de educar. Ralhar ou não ralhar, eis a questão. 
  1. Paula Mendonça diz:

    Na teoria funciona muito bem, já na prática…. enfim, nem sempre.
    Sou mãe e professora, sei do que falo.
    Como professora passo o dia a ouvir “pirralhices” de miúdos com hormonas a intoxicá-los e a lidar com pais cuja indiferença ainda me enerva mais face a estas atitudes. O descompromisso e a desresponsabilização parental é algo que me assusta e me corrói a alma ao mesmo tempo.
    Quando chego a casa, e passados vão tantos anos nisto, a atitude é de colagem aos comportamentos do dia, i.e., a gritaria por vezes continua. Fico arrependida por milhões de razões mas isso já não apaga o que foi dito. Tento consciencializar-me de todos os fatores e que nenhum deles tem como desculpa o facto da minha filha me ter dito “agora não, já vou” ou ainda “não quero lavar os dentes, é uma chatice” ou ainda “queres o quê???? Que eu seja uma máquina?” entre tantas outras. Tento respirar fundo, tento olhar no vazio, viro as costas e ela continua naquele tom de discurso pré adolescente…. e pronto lá vou eu! Será uma armadilha que já está gravada nos nossos genes e cuja descodificação ainda ninguém fez??? Ou serão eles quem nos testam a maturidade?
    Por vezes sinto-me falhar como mãe e isso não é bom quando ninguém mais ajuda!!!!

    Obrigada pelo vosso site, é maravilhoso!

    Paula Mendonça

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