Pessoas desarrumadas são mais criativas e mais inteligentes

Pessoas desarrumadas são mais criativas e mais inteligentes

Pessoas desarrumadas são mais criativas e mais inteligentes

Quando se pensa em realizar atividades que exigem maior concentração tais como estudar, aprender, conceber, criar e trabalhar pensa-se num espaço limpo e organizado para o fazer. A sabedoria convencional diz-nos que precisamos de ordem para fomentar a produtividade, mas isto não é necessariamente verdade.

Diversos cientistas e investigadores já relacionaram o caos e a desarrumação a estados intensos de criatividade.

Albert Einstein sempre foi assumidamente desarrumado. O físico costumava dizer a propósito da desordem do seu espaço de trabalho: “Se uma mesa desarrumada é sinal de uma mente desordenada, uma mesa vazia é sinal de quê?”.

A ordem é um conceito criado e desenvolvido pelo homem e pela necessidade de viver em sociedade.

A natureza está em constante mudança e desordem, o que se reflete nas nossas casas. Como dizia o físico Adam Frank: “É uma lei da Física. A dura verdade da vida é que o universo é em si um caos. Como poderias deixar em ordem tudo em tua casa se isso contradiz a natureza do universo?“.

Talvez devêssemos aprender a aceitar a natureza caótica do universo.

Obviamente que não devemos deixar que todos os aspectos da nossa vida caiam num completo caos. A organização pode ser necessária, conveniente e até estabilizadora. Mas também é sobrestimada, e os que vivem na desordem são muitas vezes injustamente julgados. As pessoas desarrumadas são frequentemente estigmatizadas como indivíduos apáticos e desequilibrados, o que não é verdade.
As pessoas desarrumadas não são preguiçosas, são realmente imaginativas e ousadas e nunca se tornam escravas  da exactidão e convenção.

Pessoas com quartos, escritórios e mesas desarrumadas tendem a ser mais criativas, inteligentes e originais.

Os autores Eric Abrahamson e David Freedman publicaram o best-seller “A perfeita desarrumação: os benefícios ocultos da desordem” ( “A Perfect Mess: The Hidden Benefits of Disorder”)  onde revelam que uma mesa desarrumada pode indicar que a pessoa trabalha tanto que não tem tempo para arrumar o espaço. E que é tão criativa que, o que para os outros parece um caos, para o próprio é a organização dentro da sua desorganização.

Segundo os autores a desarrumação não é necessariamente a ausência de ordem. Uma mesa desarrumada pode ser um eficiente sistema de prioridades, onde o trabalho mais urgente e importante tende a estar perto e no topo da pilha, enquanto o material seguramente ignorável tende a ser enterrado no canto ou por baixo, o que faz todo o sentido.  É a tal organização dentro da desarrumação.
Por outras palavras, uma mesa desarrumada pode realmente ajudar a aumentar a eficiência, dependendo da pessoa.

Já experimentou mudar algo de sítio numa mesa de trabalho de uma pessoa desarrumada? Pois…

“Eu estou interessado em tudo sobre revolta, desordem, caos… Parece-me ser o caminho em direcção à liberdade.” – Jim Morrison

Os estudos revelaram ainda que ser ou não ser desarrumado não tem apenas a ver com a criatividade, mas também com características genéticas e hereditárias, e ainda com o meio onde cada indivíduo cresceu. O exemplo durante a infância e os hábitos criados pelos pais  vão ajudar a determinar a forma de gerir o espaço (e tudo o resto à sua volta) em adulto. Existe uma linha muito ténue entre as crianças desorganizadas por ainda não terem sido habituadas e ensinadas a organizar-se, e as crianças desorganizadas por serem efetivamente criativas. As segundas, apesar do caos aparente, por norma sabem onde deixaram cada objeto ou brinquedo.

Nem todas as pessoas estão preparadas para viver em desordem.

As pessoas desorganizadas são inerentemente espontâneas. Preferem preocupar-se com as coisas mais importantes do que com os minúsculos detalhes da vida do dia-a-dia. São pessoas criativas e sensoriais que seguem o fluxo em vez de nadarem contra a corrente.

É preciso coragem para abraçar o caos e aceitar o constante criticismo.

 

Imagem@Thetelegraph

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