O Rapaz do pijama às riscas. Auschwitz, 27 de janeiro de 1945

O Rapaz do pijama às riscas. Auschwitz, 27 de janeiro de 1945

O rapaz do pijama às riscas |de John Boyne | Tradução | Cecília Faria e Olívia Santos

“Uma história de inocência num mundo de ignorância

Auschwitz, 27 de janeiro de 1945

Hoje comemoram-se os 75 anos da libertação do maior campo de concentração da II Segunda Guerra Mundial.

Para assinalar esta data recomendamos a leitura do livro “O rapaz do pijama às riscas”. Uma leitura transversal a todas as idades que ilustra os acontecimentos.

Como tal, deixamos a visão de uma criança de 12 anos sobre este livro.

O Livro conta a história de Bruno e da sua família.

Tudo começa quando Bruno de 9 anos chega a casa vindo da escola e recebe a notícia que a família se vai mudar de Berlim para outra cidade porque o pai, que é uma pessoa muito importante, vai ser transferido de local de trabalho.

Bruno não gostou da mudança, pois perdeu os seus 3 grandes amigos e tinha muitas saudades da avó e do avô.

A casa nova ficava em Acho-Vil, num lugar isolado e vazio. Bruno e a sua irmã não percebiam que sitio era aquele… não era uma cidade, não era uma quinta, talvez uma casa de férias, era tudo muito confuso.

Da janela do quarto viam centena de pessoas, rapazes grandes, pequenos, pais, avós, mas nenhuma mulher. Viam também um jardim, um banco com uma placa, uma vedação e barracões. Que lugar seria aquele? – questionava Bruno. Será que o pai se tinha portado mal? E era um castigo?

Dentro de sua casa via apenas soldados a entrar e a sair para falarem o com pai no escritório, cumprimentavam-se sempre com a mesma frase: “Heil Hitler” que Bruno pensava que queria dizer “Bem, então adeus, e tem uma boa tarde”.

Durante semanas olhou para a janela com esperança que os amigos o viessem visitar, mas essa esperança foi-se perdendo com o passar do tempo.

Bruno lembrou-se das explorações que fazia em Berlim, e de como gostava de as fazer. Pensou que podia fazer o mesmo naquela terra… Olhou novamente pela janela e fixou a vedação, reparou em algo que nunca tinha reparado com atenção, todas as pessoas do lado de lá da vedação tinham um pijama às riscas… os amigos do pai usavam fardas cheias de estrelas e medalhas … “Quem é que será que escolhe a roupa?” Questionava-se Bruno.

A vedação, que via da janela, não tinha fim. Podia sair de casa e começar a explorar, assim o fez. O passeio ao longo da vedação levou-o até a sua casa desaparecer do seu alcance de visão.

Depois de caminhar quase uma hora viu um pontinho ao longe que depressa de transformou num rapaz… um rapaz de pijama às riscas – Shmuel.

Rapidamente travaram amizade. Bruno encheu Shmuel de perguntas: “Como vieste aqui parar?”, “Porque é que há tantas pessoas desse lado?”, “Porque estão todos com a mesma roupa?”… Shmuel contou a sua história desde que teve de usar braçadeiras com a cruz suástica na Polónia até ter sido “enfiado” num comboio pelos soldados e ter chegado ali, onde foi separado da sua mãe, tendo ficado apenas com o seu pai.

Neste dia nasceu uma amizade e todos os dias Bruno visitava Shmuel.

Até que um dia o pai de Bruno dá uma notícia à família, a mãe e as crianças, Bruno e a sua irmã, vão voltar para Berlim. Bruno ficou devastado! Como é que ia dar a notícia ao seu amigo Shmuel? Como é que lhe ia dizer que não se iam ver mais?

No dia seguinte volta à vedação, onde era usual se encontrar com o amigo, para lhe dar a triste notícia, mas o amigo não estava. Durante três dias o amigo não apareceu.

Quando Bruno voltou a ver Shmuel, este vinha triste, pois não sabia nada do pai, o pai tinha desaparecido. Bruno contou-lhe que ia voltar para Berlim e tinha muita pena de nunca terem brincado.

Bruno queria muito brincar uma só vez com o amigo e queria ajudar a procurar o seu pai, mas era difícil passar para o outro lado da vedação.

Então, os amigos combinaram encontrarem-se no dia seguinte para brincarem e procurarem o pai de Shmuel. Shmuel traria um pijama para Bruno e este passaria por baixo da vedação. Assim, podiam brincar e procurar o pai de Shmuel.

Tal como combinado, no dia seguinte acontece o ansiado encontro, estão os dois amigos do lado de dentro da vedação. Bruno ficou muito espantado com o que viu… centenas de pessoas terrivelmente tristes.

Passou-se o dia e não encontraram o pai de Shmuel e Bruno preparava-se para voltar para casa, pois chovia muito, nisto ouve-se um apito e centenas de pessoas são levadas para uma sala quente para se abrigarem da chuva, pensou Bruno. Os amigos deram as mãos com muita força e ali ficaram.

Passado vários dias encontraram as roupas de Bruno junto à vedação, mas nada mais se soube de Bruno…”

Rodrigo Penão, 12 anos, estudante

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