O Natal em famílias separadas. 4 pontos de reflexão para os pais

O Natal em famílias separadas. 4 pontos de reflexão para os pais

O Natal em famílias separadas.

4 pontos de reflexão para os pais

O Natal é tradicionalmente a festa da família, pelo que é a altura do ano em que as crianças mais sentem a separação dos pais. A magia do Natal deve estar sempre presente e os pais devem fazer um esforço redobrado para que seja mesmo assim.

Essa tarefa nem sempre é fácil, mas foi precisamente a pensar nisso que decidi estruturar alguns pontos de reflexão para as famílias separadas (e não separadas), que explico a seguir:

  1. Evite compensar

É praticamente inevitável que numa separação exista a tendência para cada um dos pais tentar compensar a ausência oferecendo presentes a mais. No Natal essa realidade é ainda mais evidente e pensamentos do género «só espero que o meu presente seja o que ele vai gostar mais» surgem de forma quase permanente. É importante tentar contrariar a tendência, pois o Natal e as necessidades das crianças estão muito além de qualquer bem material.

  1. Evite comentários negativos

Salvo algumas excepções, sempre que há uma separação há marcas que perduram e é frequente o pai ou a mãe fazerem comentários pouco adequados um sobre o outro em frente aos filhos. Em qualquer altura, essa é uma prática errada e evitável, mas no Natal tem mesmo que se fazer um esforço para que isso não aconteça, de modo a evitar destruir o espírito natalício de união e felicidade a que as crianças têm direito.

  1. Estimule o contacto do seu filhou com o outro progenitor

Não é fácil, mas no Natal deve-se mesmo tentar que as crianças tenham contacto com todos os elementos da família. Acredite que isso só vai fortalecer a relação com o seu filho/a!

  1. Fique sempre feliz com a felicidade do seu filho

Os momentos de felicidade que o seu filho tem com o outro progenitor devem alegrá-lo(a) genuinamente. Este é, talvez, o aspecto mais difícil de cumprir, mas é capaz de ser o mais importante. Todos os filhos conhecem muito bem os pais e aquilo que mais desejam é fazê-los felizes. No entanto, se perceberem que a felicidade deles “esbarra” na dos pais, isso deixa-os perturbados e sem saber muito bem o que fazer. Pode parecer demagogia, mas aqui tem mesmo que utilizar o conceito que diz «Se tu estás feliz, eu também estou feliz!». Só assim todos aproveitam da melhor maneira…

Pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo.

Sempre achei que a pediatria devia sair dos hospitais e consultórios e aproximar-se o mais possível da população e foi sempre com esse propósito que fui desenvolvendo o meu blogue.

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