A Felicidade não se explica, não é palpável, mas sente-se.
Entra e sai, nunca fica.
É feita de um material cósmico, uma mistura de pozinhos de perlimpimpim com bocadinhos de arco-íris. Talvez também tenha um pedaço da Lua. Mas não é eterna. Não é total. Não é absoluta.
Faz-se de retalhos. De momentos perdidos mas não esquecidos. Faz-se de caminhos seguidos. De atalhos. Não se vê, não se ouve. Mas saboreia-se, vislumbra-se. Não é como o Pai-Natal nem como a Fada dos Dentes. A Felicidade existe. E se existe! Porque a Felicidade é momentânea. São segundos, milésimos de segundo.
O importante é sabermos coser todos os retalhos de Felicidade no nosso dia, na nossa vida.
Se à noite pensarmos naqueles bocadinhos bons que tivemos, ainda que no escritório, num dia de chuva, ainda que no meio do trânsito. Pode ser uma música, um piropo, uma frase solta, uma ideia tonta. Tudo isso são bocadinhos de Felicidade.
A Felicidade não pode depender só do sol, das férias, dos fins-de-semana, do chegar a casa. Se assim fosse, só teríamos direito a ser felizes em menos de um terço das nossas vidas. Não. Nem pensar!
A Felicidade planta-se, cultiva-se, trata-se com Amor.
Cresce e amadurece, mas também desaparece. O segredo é regá-la, enchê-la de beijinhos, de abraços e de miminhos. O truque é procurá-la porque está mesmo ali, ao virar da esquina, dentro do armário, a espreitar das gavetas.
Ser feliz é isso.
É aprender a sentirmo-nos bem, é saber dar valor àquilo que temos, é viver dando graças pelo que vivemos! Ainda que não tenhamos tudo, ainda que não possamos aproveitar o que temos como gostaríamos! Mas se a Felicidade fosse plena, não lhe daríamos valor! Se tivéssemos de férias o ano todo, elas não teriam o mesmo sabor!
A Felicidade não se escreve, não é palpável, mas sente-se.
E se há coisa que me faz Feliz, é este blog.