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6 dicas para ser feliz

O que significa Ser feliz?

Numa época de grande revolução mundial com inevitáveis repercussões individuais, a questão é pertinente.

Quantas vezes nos questionamos se somos felizes….temos a certeza que não nas alturas em que estamos tristes ou desiludidos, e a certeza que sim nas alturas em que a vida nos corre bem.

Então mas o que é a felicidade?

O precursor desta questão foi Sócrates (469 a.C-399 a.C), mas Aristóteles é quem sistematiza a mesma (384 a.C-322 a.C).  Na sua principal obra ética, “ Ética à Nicômaco”,  Aristóteles refere : todas as coisas buscam o seu fim (“télos”), que é sinônimo de bem; o fim do homem é a felicidade (“eudaimonia”). Para ele é uma meta e não um estado temporário, e depende da aquisição de um carácter moral, que inclui a coragem, generosidade, justiça e cidadania por exemplo. Hoje em dia, a  felicidade é geralmente representada por um sentimento de paz interior, sentimento de ligação com o outro, experiência espiritual,  otimismo na vida….  Num estudo publicado em 2010, considerado um dos maiores já realizados sobre felicidade, Grant Study  analisou entre 1939 e 1944, um grupo de 268 estudantes de Harvard. Concluiu que a felicidade é fazer bem aos outros, fazer coisas em que o individuo é bom, e fazer o bem para si próprio. Percebendo então que a felicidade se amplifica em áreas muito diferentes das nossas vidas, tais como o trabalho, a vida familiar, os recursos financeiros, o ambiente em que se vive, as relações sociais entre outras, concluiu-se que é um factor importante na promoção da saúde física e mental. Para Tal Ben-Shahar, especialista em Psicologia Positiva e professor na Universidade de Harvard, igualmente autor do livro “Being Happy”, refere que “aceitar a vida como ela é irá liberta-lo do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas”.

Nas suas aulas, refere as seguintes sugestões para promoção da felicidade:

  1. Perdoe seus fracassos e celebre-os.
    “Assim como é inútil queixar-se do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremo-nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria
    ”. Errar faz parte de quem somos, e é a partir desses erros que aprendemos e crescemos.  Para Mauger e colaboradores ( 1992), o perdão também deve ser trabalhado em nós, sendo que os baixos níveis de perdão estão directamente relacionados com a presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.
  2. Não veja as coisas boas como garantidas.
    Sinta-se grato quer sejam elas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e que estarão aqui sempre, tem pouco de realista.”
  3. Pratique desporto.
    Pratique qualquer tipo de desporto que lhe dê prazer. Bastam apenas 30 minutos para que o cérebro segregue endorfinas, substâncias que nos fazem sentir-nos felizes, sendo na verdade opiáceos naturais produzidos pelo nosso próprio cérebro, que reduzem a dor e geram prazer.
  4. Simplifique.
    Simplifique a vida quer seja no trabalho ou no lazer. “Precisamos de identificar o que é verdadeiramente importante e concentrarmo-nos sobre isso” refere Tal Ben-Shahar.
  5. Aprenda a meditar.
    A meditação é hábito simples que combate o stress. Segundo Miriam Subirana, doutorada pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, “a longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida e a superar as crises com mais força interior”. Tal Ben-Shahar acrescenta que a meditação é também um excelente momento para orientar os nossos pensamentos para o lado positivo.
  6. Treine a resiliência.
    A felicidade depende do nosso estado mental e não da nossa conta corrente. “O nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. A isso chamamos de locus de controle , termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20: os pacientes depressivos tendem atribuir os seus fracassos a si próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e conseguir recuperar, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, refere o psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Assim sendo, mãos à obra e sejam felizes!

 

 

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