8 coisas que as mulheres têm de parar de fazer nos grupos de mães no FB

Existe um fenómeno social no FB que é a adesão aos grupos de mães. Para quem não é mãe e para quem anda a dar os primeiros passos nas redes sociais desde que elas existem, os grupos de mães são grupos secretos e restritos dos quais só podem fazer parte, como o nome indica, mães.

As mães são muito críticas com as opções das outras mães – não fossemos todas mulheres… – mas se por um lado criticam pelas escolhas de cada uma, por outro, apoiam-se incondicionalmente quando uma cria está em perigo. Independentemente de quem seja a cria. É a síndrome Mãe-galinha.

É preciso ser mãe para compreender outra mãe. As mães são como uma seita secreta em que os membros se reconhecem por um qualquer sinal que os identifique. Neste caso, são as olheiras, cansaço e rabugice. E os grupos on-line. Muitas são as mães que se vão (re)conhecendo do ecrã para a vida real.

Os grupos de mães do FB são grandes fóruns onde estas guerreiras se apoiam. Para o bem e para o mal, na saúde e na doença, na fartura e na miséria até que as crianças cresçam (depois disso as preocupações serão outras)

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Com o avançar do tempo, os grupos foram ganhando dimensão. As mães criaram amizades com outras mães. Fizeram-se festas, arraiais, jantares, piqueniques. Criaram-se novos grupos, novas marcas, negócios, contactos e parcerias. Já houve discussões, já se perderam amizades.

Já se movimentou muita gente para ajudar alguém. Já se criaram correntes de oração. Já se chorou em conjunto a dor de outra mãe. Já se alteraram fotografias de perfil em massa e acenderam-se centenas (milhares?) de velas, na mesma noite, cada uma em sua casa.

Já houve burlas (e grandes), já se deram reportagens.

Trocaram-se impressões, mezinhas, receitas, palpites, dicas, galhardetes e bitaites.

Os grupos, têm funcionado como um par de muletas para muitas das mães. Para outras, é um pagode sem fim.

Temáticas e especificidades à parte, a verdade é que em todos eles encontro um comportamento padrão de algumas mães, que eu acho que precisam de parar imediatamente.

Será mau feitio ou alguém está comigo?

  1. Perfis falsos.
    Nunca consegui perceber porque é que alguém cria um perfil falso, mas calculo que não seja por um bom motivo. Esconder-se atrás de um computador a opinar sobre tudo e todos é pior do que a porteira bucal e sorrateira que veio lá da terra, para cochichar sobre a vida dos outros.
  2. Diminutivos e nomes fofuxos para tudo
    Filhotes são os cães, menino é o Jesus, o Senhor está no Céu, a Dona é a da frutaria, o bebecas é bebé, e namorido… nem sei o que dizer. Ou casa ou não casa, esquece lá esses termos intermédios. Os nomes certos para cada coisa por favor. Mesmos que não pareça tão divertido, tá fofuxa? Xau bebecas.
  3. Partilhar mais do que queremos saber.
    Querida mãe: quando fazes um post a dizer que o teu bebecas caiu da cama porque estava a chorar e não foste lá à 1ª nem à 10ª porque estavas tão entretida a espremer as borbulhas das nalgas do teu namorido, que desde que fez a depilação integral cria estes furúnculos dolorosos,… por favor…!Pergunta logo qual é o raio do gel para as contusões, e poupa-nos os pormenores.
  4. Charadas e enigmas para quem quiser andar à pesca
    A mãe que está sempre a fazer posts enigmáticos, à espera de uma réstia de atenção das demais: – “Não acredito nisto” – Já está! Agora fica toda a gente a pensar que estás grávida de quíntuplos!Se precisas de atenção mais vale dizeres diretamente o que aconteceu. A não ser que seja “Apanhei o meu marido com o meu fio dental tigresse.” -Nesse caso, voltar ao número 3.
  5. Posts em catadupa.
    Eu adoro ler os teus comentários e os teus posts (juro, és a rainha da festa). Mas também gosto de ler os das outras mães. Não queiras ser aquela mãe bloqueada por toda gente.
  6. A idade dos bebés em semanas.Já não aguento fazer mais contas. O teu bebé tem 32 semanas? E Nasceu em que ano? É que estou meia perdida! Ou estarás grávida ainda?
  7. Fotografias sem censura
    Fotografias tuas, dos teus filhos, do teu cão e do periquito em alta definição, daquela parte do corpo onde o sol não chega, não partilhes sff. A gerência agradece!
  8. Escrever com demasiados erros ortográficos, gramaticais ou linguísticos
    Gralhas há em todo o lado. Se tens um teclado estrangeiro ou és emigrante, vá…. Mas nós temos net, temos dicionários on-line, temos dicionários instalados nos nossos computadores. No caso de dúvida,  pergunta. Se deste um erro e te chamaram a atenção: agradece e aprende com isso. O saber não ocupa lugar, e não há idade para aprender!
    BTW: quando tiveres duvidas: lambes-te, refere-se a ti própria; lambeste é algo que já passou! Se não tem nada a Haver, é porque não há troco, e mamas são no soutien!
    De nada.

 

Por Laura Figueiral, para Up To Kids®
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  1. Não pertenço a nenhum grupo de Mães mas é de prever que nesses grupos (ou outros do género) haja, por vezes, grande espírito de entre-ajuda, quando os assuntos/problemas/questões abordadas são relevantes. Simultaneamente, como esses grupos são formados por pessoas diversas, onde existe uma grande heterogeneidade, é natural que exista diversidade e discrepância de opiniões entre as suas componentes. Gostei deste artigo, até porque, apesar de alguns comentários negativos por parte de algumas leitoras, penso que é bastante válido em termos de ajuda na análise introspetiva de cada uma de nós – ajuda-nos a perceber que, antes de escrevermos, devíamos primeiro pensar. Infelizmente, a vida não pode ser feita só de impulsos – há que haver uma correlação entre razão e coração…..