A importância de fazer refeições em família

O momento das refeições em família vai muito além da nutrição do corpo. É encher o copo do coração com energia, saborear cada história que se conta sobre as coisas mais interessantes que aconteceram no dia, partilhar alimento físico e emocional.

É fácil imaginar a ligação que esta experiência, dia após dia, pode ditar da relação que a criança vai ter com a comida a longo prazo – além da questão social. O que os filhos vivenciam à refeição vai projetar parte da sua postura e opções em adultos. Por exemplo, quando uma criança é obrigada a comer, «à força», pode mais tarde desenvolver distúrbios alimentares – além destes distúrbios terem, geralmente, a ver com a relação entre mãe e filho. Por outro lado, se o ambiente for tranquilo, a relação com a comida será também mais equilibrada.

Também o aspeto social torna a refeição uma ocasião importante. Desde o aprender, a pouco e pouco (por imitação), a usar os talheres e o copo, a estar à mesa, até ao apreciar a comida, enquanto ouve os outros e espera para se levantar, tudo reflete a ambiência social.

Mas criar este momento, a refeição em família, e torná-lo um ato de amor, requer prática.  Talvez as férias sejam a altura ideal para fortalecer esta experiência familiar/social, que requer saber coisas para alguns simples e óbvias, para outros não tanto: desde fazer as compras, cozinhar e levar a refeição a bom porto.

Aproveite cada passo do processo para instituir hábitos saudáveis, tanto do ponto de vista alimentar como social e educacional. Acima de tudo, envolva os elementos da família.

Alguns pontos de partida:

  • Conte com a participação das crianças para planear as refeições, escrever a lista de compras, preparar os alimentos, cortar os vegetais e a fruta, pôr a mesa… tudo são tarefas que podem ser divertidas e pedagógicas.
  • Escolha o mercado ou mercearia locais, onde os sentidos ficam mais despertos: escolhemos alimentos frescos e coloridos, interagimos com os vendedores do costume, com quem mais cedo ou mais tarde criamos laços. Ah, não se esqueça: leve os sacos de panos ou um cesto em vez de comprar sacos de plástico.
  • Opte pelas ervas aromáticas para temperar, bem como especiarias; pelos guardanapos de pano; por loiça e talheres «verdadeiros» em vez de plástico para os mais pequenos (além de que os integra mais).
  • Permita que a criança se sirva. Mesmo que requeiram alguma ajuda, reforce a autonomia dos mais pequenos.
  • Conversem à mesa. À mesa fala-se, sim. A empatia pode ser fortalecida ao perguntar ao seu filho pelos amigos por um  momento divertido que ele teve no dia. Converse também com o seu companheiro/a, sobre assuntos leves, com contacto visual.
  • Agradeçam a refeição. Quando expressamos conscientemente palavras e sentimentos positivos perante a refeição partilhada, a relação da criança com a comida será também mais saudável.
  • Haja flexibilidade. É claro que as refeições cozinhadas em casa são as ideais. Mas se de vez em quando estiver tão cansada/o ou aborrecida/o que decida comprar comida de fora, ou mesmo ir jantar fora, não vai nenhum mal ao mundo. Aproveite, sem culpas, a refeição «menos saudável».

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