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As princesas dos nossos dias

As princesas dos nossos dias

Hoje os contos de fadas mudaram, as princesas mudaram de atitudes.

Espantem-se só, hoje em dia já não existe uma Cinderela em casa, a lavar e a esfregar o chão à espera que o príncipe encantado a venha salvar de um trágico destino.

Já não existe a Rapunzel presa numa torre, deixando o seu cabelo crescer até mais não para servir de corda para o seu príncipe a salvar de uma vida de prisioneira.

Já não existe a Branca de Neve, que limpa a casa aos sete anões, lava, cozinha, passa a ferro enquanto foge da malvada madrasta, esperando o beijo do príncipe encantado.

Todos os contos que representavam o fantástico, a magia, o “ser feliz para sempre”, a salvação da princesa (mulher) pelo príncipe encantado, mudaram. Tal como mudou a importância dada à beleza feminina e o grande final: o casamento “e viveram felizes para sempre”.

Deixaram de ser frágeis, submissas, encantadoras, assertivas, ingénuas, doces e conformadas com o destino, acalentando a esperança de serem salvas, libertadas, por um príncipe.

Hoje os contos de fadas são mais reais, colocando a princesa como salvadora de si mesma. Como lutadora. Corajosa. A que sai do castelo sozinha para se salvar. A que bate o pé para falar, mostrando ter opinião própria.

Hoje temos a princesa Mérida de cabelos ruivos que mostra que a mulher pode ser o que ela quiser, protagonista dos seus sonhos.

A Fiona, que é dona do seu próprio destino, da sua vontade, forte e independente. Que come o que lhe apetece, que até dá uns arrotos e se ri de si mesma. Que não tem medo de um sapo!

As princesas Elsa e Anna do filme Frozen, independentes e alegres, que não precisaram de encontrar o príncipe encantado para serem felizes.

A princesa Mulan, que se descolou de todos os estereótipos criados para as princesas, cortando o seu cabelo para ir para a guerra, fingindo ser homem, não esperando que alguém a salve, lutando por aquilo que quer.

Hoje em dia, sim aos contos de fadas, que estão a mudar. Que são mais reais.

A representação, o imaginário, o faz de conta, o “era uma vez” é tão importante na vida de uma criança. Elas precisam de exemplos com os quais se possam identificar e inspirar. O que queremos ouvir de uma menina quando perguntamos “o que queres ser quando fores grande?” Uma princesa? Sim. Que seja! Que vista os vestidos cor-de-rosa e que tenha também a “espada na mão” para ir à luta.

Assistimos então ao desenvolvimento do termo princesa e a adequação à realidade dos nossos dias quando a princesa não espera sentada que o seu príncipe a salve, porque ela hoje salva-se a si própria.

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2 thoughts on “As princesas dos nossos dias
  1. Júlia Domingues diz:

    Mais importante do que ter uma espada na mão ou uma tiara na cabeça é que não deixem de sonhar, que não lhes limitemos o querer, seja a cavalo ou num qualquer carro moderno.
    Muito bom artigo. Parabéns Sofia Almeida??

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