avos modernos

avos modernos

Avós modernos – a mimar desde os 45

Alegria sem responsabilidade – era o que os avós deviam sentir antigamente.

Entretanto, surgiu um novo paradigma de avós: pessoas de meia-idade que se tornam avós (por volta dos 45 anos) e que estão cada vez mais envolvidos em criar os filhos dos filhos, seja porque o casal se divorciou e não tem a quem deixar o filho quando vai trabalhar, seja para economizar na creche porque os avós estão disponíveis, entre outros motivos.

Hoje em dia, muitos avós que cuidam dos netos dedicam cerca de 14 horas semanais a essa tarefa (imagine-se a quanto é que isso equivale em mão-de-obra!). Têm uma responsabilidade enorme quando assumem o desafio de cuidar dos netos, que requer várias condições:

  • ter tempo
  • ter condições físicas
  • haver condições financeiras
  • haver condições psicológicas/emocionais.

E a envolvência dos avós, convenhamos, é muito positiva para as três gerações:

  • já não impõem as exigências que os pais tipicamente impõem aos filhos (logo há menos tensão)
  • como já têm mais experiência, têm mais habilidade para lidar com as crianças do que em jovens
  • apresentam mais tranquilidade, sabedoria e competência, que vêm com a idade
  • criam a noção de histórico familiar na criança através das histórias da família
  • transmitem valores que nas últimas décadas se têm vindo a dissipar
  • transmitem tarefas domésticas como cuidar das plantas/da terra, costurar, cozinhar, etc
  • trazem um legado cultural: canções, contos, anedotas, ditados
  • em situações de crise familiar, os avós são um grande apoio emocional
  • mimam os netos – eventualmente além da conta.

Por vezes podem surgir tensões familiares – geralmente, entre a mãe e a mãe do pai, entre mãe e filha… – ora porque mais parece que a sogra pensa que sabe mais que o casal, ora porque a mãe da mãe não dá espaço para a mãe ser mãe (!) e cada sugestão bem intencionada é recebida como crítica devastadora, ora porque os avós ficaram sentidos porque sentem que o seu valor de avós não é reconhecido… Enfim, relações humanas!

Isto para não falar daquelas surpresas que a própria criança nos dá, como por exemplo começar a gatinhar precisamente naquele dia em que foi passar umas horas a casa da avó, e cai por terra o tão aguardado momento de vermos o nosso bebé a gatinhar. E mais tarde, já adolescentes, quando confiam mais nos avós do que em nós.

No final, o melhor é cada um fazer a sua parte, concentrando-se nas necessidades da criança, e não nos próprios sentimentos. A empatia abona sempre a favor deste vínculo forte, e através dela pode evitar-se entrar em conflitos desnecessários.

Por tudo isto, é importante reconhecer a elevada importância da presença dos avós no seio familiar, que cada vez mais se dedicam aos netos muito antes da reforma. E, se pensarmos na criança, é evidente a vitalidade que traz aos avós. Os avós desdobram-se para mimar os netinhos, que certamente são os mais lindos das redondezas, cozinhando «aquele» arroz de tomate que a menina gosta, ou com aquele casaquinho tricotados com todo o amor, ora com brinquedos, doces caseiros, presentes, e por vezes chegam mesmo a «desviar as regras», com o maior carinho… tudo para que não lhes falte nada <3

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.