Nos meandros da memória ainda tenho guardado as caixas de sapatos dos bichos-da-seda.
Lembro-me de tentar apanhar folhas das árvores das amoreiras na Praça da cidade, para alimentar os bichinhos que eram muito comilões … e continuam a sê-lo!
Os meus bichos-da-seda simplesmente passavam de lagarta a borboleta e o ciclo cessava por ali …
Há pouco tempo reencontrei estes pequenos seres que me pareciam extintos e trouxe-os para o contexto de uma sala de dois anos de uma Creche. E a experiência resultou!
Este ano letivo, foram oferecidos três bichos da seda em processo já adiantado, pois dois, já estavam a construir o seu casulo e apenas um continuava a comer as suas folhas. A curiosidade das crianças foi notória e todos os dias queriam vê-los até que todos construíram a sua casa e desapareceram.
O que será que lhes vai acontecer ? Vamos esperar… passaram-se muitos dias e de repente alguém se lembrou de abrir a caixa! O que há dentro da caixa? Deixa ver, Deixa ver, Eu, Eu , Eu … que entusiasmo ! Uma borboleta já nasceu … assistimos a transformação do bichinho-da-seda.
Pegamos no casulo, furado num dos orifícios, pelo qual saiu a borboleta branca … Duas ainda estão dentro da sua casa . Vamos ter de esperar, provavelmente mais alguns dias …
O que irá acontecer à borboleta? Alguém advinha?

São as pequenas observações em contexto de sala de aula que nos fazem alimentar a curiosidade da criança e o desejo de aprender num clima de afetividade.
A aprendizagem ativa cria oportunidades reais de aquisição de conhecimentos interdisciplinares, sendo as Creches e Jardins de Infância autenticos laboratórios onde hipóteses são testadas, levando ao desenvolvimento de um espírito critico e analítico.
A mim, enquanto Educadora de Infância cabe observar o olhar brilhante de cada criança face as novas descobertas!

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