A herança Covid. O que ensinámos aos nossos filhos?

A herança Covid. O que ensinámos aos nossos filhos?

A herança Covid

Passaram 9 meses desde o início desta pandemia. 9 meses é o tempo de gestação de um bebé. Ao fim deste tempo não deveríamos nós ter (re)nascido como pais e mães?

Penso muito na herança que deixarei à minha filha. Não de dinheiro ou de bens. De valores o que, é afinal de contas o maior de todos os bens.
O covid irá fazer parte dessa herança. Não apenas na vertente histórica. Mas social. Porque nos está a transformar. Para melhor ou para pior. Tudo depende do que temos cá dentro!

Custa-me sempre um bocadinho ver pessoas que brincam e ironizam esta pandemia.

Em nome do bem-estar, da vida. Em nome dos filhos. Pessoas que se sentem acima. Da doença. Da cura. Das medidas tomadas pelo governo. Que criticam.
Tento pensar sempre:
O que isso diz sobre mim?
E sobre eles próprios?
O que isso diz e ensina aos seus próprios filhos?
Acredito que tudo na vida é uma oportunidade de educar. De desenvolver os nossos filhos incentivando-os a serem pessoas melhores.

Nove meses depois esta pandemia já nos devia ter ensinado que:

1.  Não controlamos nada;
2.  As circunstâncias adversas não nos tornam pessoas melhores, se não quisermos de facto ser pessoas melhores; 
3.  Fazer sacrifícios por vezes é importante;
4. Nada dura para sempre;
5.  O nosso bem-estar não pode estar acima do bem estar do outro;
6.  A minha liberdade termina quando começa a do outro;
7.  A saúde é o maior bem;0
8.  Liberdade e egoísmo por vezes tocam-se porque…
9.  Somos todos responsáveis! Uns pelos outros!
E se calhar estas aprendizagens dizem de mim que sou dramática, inflexível ou excessivamente cuidadosa.
Mas enquanto uns riem e criticam eu explicarei à minha filha, que mesmo – e principalmente -por esses faremos sacrifícios.
Dir-lhe-ei que o mundo pode ser melhor. As pessoas podem ser melhores. Mas temos, sempre, de começar por nós!

“Paigníficos” é um Blogue dedicado às questões da parentalidade e da educação.

Aqui acreditamos que todos os pais têm um potencial magnífico e que todas as famílias têm o direito a ser muito felizes!

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