Educação Alimentar | Sem saúde não há pessoas felizes

“Que o teu remédio seja o teu alimento, e que o teu alimento seja o teu remédio”

Já dizia Hipócrates, o conhecido pai da medicina. E este senhor já viveu há tantos, tantos anos! Deixou-nos ferramentas que nós teimamos em só nos lembrar quando a desgraça bate à porta.

Em que século é que vivemos afinal?

  • Temos à disposição todas as informações necessárias para evitarmos gravidezes e doenças venéreas na adolescência (e não só), mas continuam a acontecer aos pontapés.
  • Vamos muito mais ao médico, mas a obesidade/tensão alta/colesterol alto/diabetes e afins, são cada vez mais frequentes nas CRIANÇAS.
  • Sabemos o que nos faz mal à saúde mas ficamos admiradíssimos quando finalmente chegam os resultados das asneiras.
    ( – A senhora está com obesidade mórbida. – Obesidade mórbida? Mas eu nem como muito… – Esta é uma clássica que todos os nutricionistas bem conhecem )

TEMOS A INFORMAÇÃO DEBAIXO DO NARIZ MAS NÃO A SEGUIMOS.

Afinal somos burros ou não estamos, nem queremos estar, atentos?

A educação alimentar faz parte daquilo que é suposto transmitirmos aos nossos filhos. É mais fácil dar-lhes um bolo numa pastelaria do que pedir uma sanduiche? Ok, eles ficam mais contentes com uma bola de berlim com creme ou outra porcaria qualquer. Mas as maiores provas de amor que lhes damos na vida é não lhes dar tudo e educá-los não só para serem felizes mas também para serem saudáveis… porque sem saúde não há pessoas felizes e com “tudo” a vida deixa de ser um desafio.

Precisamos de um programa sobre os perigos do açúcar para realizar que não nos faz falta porque está presente nos produtos naturais?

Há quem culpe os media e a forma como as marcas apresentam os produtos, muitas vezes “sem açúcar”/ “sem gordura”. Lá caímos nós nas tentações das promoções e embalagens bonitas! E porque é que há cada vez mais variedade de sumos, ice teas, iogurtes e cereais? Porque nós os compramos em barda. Por isso, não vale pôr as culpas nos “outros”! Há vários culpados, mas é um bocado como a história do ovo e da galinha, afinal quem é que foi o primeiro?

TUDO, com conta peso e medida, não faz mal! – E nós já sabíamos disso!- Não vão já cortar com tudo, até porque mudanças radicais são como as dietas altamente restritivas, de curta duração. A mudança não pode ser temporária, por isso tem que ser feita de uma forma progressiva. Fazendo pequenas mudanças e arranjando alternativas saudáveis.

A minha Mãe dava-nos um bolo à nossa escolha quando íamos às vacinas. Era um momento especial e, assim, ir às vacinas era (quase) um programa bom. Tínhamos “mummy” time e uma espécie de recompensa no fim.
Vou dar um exemplo do que se passa aqui em casa:

  1. Levam um peça de fruta para comer ao lanche e, se vier de volta, vão ter que a comer assim que chegam a casa;
  2. Levam água e/ou leite nas lancheiras. Sumos só ao fim de semana e com controlo;
  3. Já não eram muito de cereais, comem pão de mistura, fruta (faço um sumo natural com uma laranja e acrescento água, ao pequeno-almoço);
  4. Não gosto de coisas a boiar na sopa!” ou o “Não como verdes!” passou à história há algum tempo. Comem a sopa e os legumes que lhes ponho no prato.

Persistência , perseverança e paciência são qualidades obrigatórias nos pais. E caso haja alguma duvida, explicamos tudo muito bem explicadinho… sendo que no limite: AQUI QUEM MANDA SOU EU! E não me venham com os traumas e “coitadinhos que passam tanto tempo longe dos pais“.

Pela saúde dos nossos filhos! Se têm dúvidas quanto à alimentação, consultem um NUTRICIONISTA.

Por Inês de Santar, autora do livro Amar-te-ei no Douro
para Up To  Kids®

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Imagem capa@ciamaterna.com.br

Inês de Santar é a segunda de seis irmãos. Em 2009 começou a escrever o seu primeiro romance e, em 2012, revela publicamente o seu gosto pela escrita, com a abertura da página Inês de Santar.

Como pais e educadores, haverá alguma forma de andarmos um passo à frente dos nossos filhos? Será isso necessário? Como fazê-lo?

4 thoughts on “Educação Alimentar | Sem saúde não há pessoas felizes
  1. colesterol
    perseverança

    (português)
    (escritor)
    (dicionário)

  2. “Afinal somos burros ou não estamos, nem queremos estar, atentos?”
    Sim, somos todos uns ignorantes. E ansiamos por pessoas como esta autora que nos vem ajudar e levar para o bom caminho. Castigando, claro, se necessário for. Somos todos seus filhinhos.
    Que falta de paciencia.

    1. Inês, acho que não percebeu a ironia …

Em que é que está a pensar?

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