Escrever e falar correctamente o Português

Inicio a presente reflexão partindo do pressuposto que o leitor/a nunca esteve no Brasil em negócios e foi chamado à atenção para um eventual erro do seu português por um cidadão brasileiro, que fala e escreve português do Brasil.
Com prepotência ou sem qualquer maldade, qualquer hipótese de estar de acordo com a servil entrada em vigor em Portugal do denominado Acordo Ortográfico cai imediatamente pela base.
Sem politiquices ou conceitos geoestratégicos, a verdade é temos que ter em conta que aos nossos filhos em início de escolaridade, estão a ser transmitidas bases muito diferentes daquelas que nos deram em crianças.
No entanto as bases sejam elas quais forem, são vitais seja para as entrevistas dos futuros empregos do seu filho seja igualmente para a carta de amor que ele irá escrever à sua mais que tudo do momento.
Para um empregador ou para uma qualquer paixoneta não deve, nem pode ser indiferente pronunciar “hades” ou “hás-de”
No meu caso pessoal, estou eternamente agradecido ao meus Pais que providenciaram para que a minha primeira e segunda classe fosse dada numa turma de três alunos, no quarto andar de um prédio da classe média da cidade de Setúbal, em plena década de 70 do século passado.
Aí, com a saudosa Professora Teresinha, havia reguadas complementadas com rigor e reconhecimento e o recreio situava-se nas traseiras do prédio.
Havia exigência e um ligeiro desconforto na ida para a escola, mas as bases, essas ficaram-me para sempre.
É certo que muita coisa mudou desde aí e é expectável que a carta de amor ou bilhetinho vá agora por sms ou Whatsapp, com um lol ou um k, mas para mim e para muitos a primeira impressão conta muito e toda a pirâmide tem uma base.

Por RMPC,
para Up To Lisbon Kids®

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