O que o Covid me ensinou em tempos de crise.

O que o Covid me ensinou em tempos de crise.

O que o Covid me ensinou.

1 – Caramba! Tanta gente que “era feliz e não sabia”?

Como é possível? Eu tinha a noção, de que muita gente só respirava, o que não é o mesmo que viver, mas tanta gente?! Fiquei surpreendido.

2- Tanta gente que só agora descobriu “as pequenas coisas da vida”?

Como é que viviam antes? Como viviam sem a música, sem as caminhadas, sem ver o sol…como? Nunca foram a uma formação aqui do Doutor? Não escutavam quando ele dizia “perdoar, ser grato, elogiar…”…, e qual era o outro ponto fundamental para a felicidade? Tudo “coisas pequenas”. E será que mudaram alguma coisa, ou foi tudo um sonho de uma tarde de Covid?

3- E afinal, há mais pessoas do que eu pensava, que não sabiam que as pessoas morrem.

Pois morrem. As pessoas morrem. Tu, por exemplo, vais morrer. Aproveita. E aproveita as pessoas. Não “das pessoas”. Mas “as” pessoas.

Então as mortes dos seus entes queridos, não lhes tinham já ensinado isso? Que a morte existe? Ou talvez não tenham tido ninguém próximo que tivesse morrido…mas e a empatia? Nunca foram de corpo e alma a um funeral?

4- Otimismo e ingenuidade

E afinal, continua tanta gente a confundir otimismo com ingenuidade. O mundo vai ficar melhor depois do Covid…LOL.

5- E tanta gente que não sabe o que é saúde!

Saúde não é estar vivo. Não é ter “boa nota” nas análises. Saúde não é respirar. E a saúde mental? Caramba.

Tanta gente que vai enlouquecer mas cheio de “saúde”.

E tanta gente só, mas cheia de “saúde”.

Tanta gente tóxica, mas cheia de “saúde”.

E tanta gente triste, mas cheia de “saúde”.

Ponham essa “saúde” no cu. Como um supositório. Quando brindamos “à saúde”, fazemo-lo como deve ser! Com álcool, com amigos e família. Em Grupo. Festejando. Sem medos. E a olhar nos olhos uns dos outros. Para não haver mau sexo. É esta a saúde que interessa.

6- Carpe Diem

O mais importante é viver o momento! A sério? Então antes, repetiam “carpe diem”, só porque era bonito?

7- E depois há as causas profundas…ninguém gosta delas.

Por isso é que terapia dói. Por isso é que há quem adore as minhas sessões. E quem me deteste.

Ficamos no lavar as mãos – que é ótimo. Ficamos no não cuspir para cima das outras pessoas- que é ótimo. E os impactos ambientais das nossas práticas? Ou osd de comprarmos roupa a mais? E os impactos de viajarmos para demasiado longe, não contam? E continuarmos com os automóveis só com uma pessoa?

Não contam no desequilíbrio ambiental, que faz com que mais espécies selvagens contactem com o ser humano? E as alterações climáticas? Não interessam, afetam mais as pessoas do outro lado do mundo, não é?

E o problema dos mercados de animais selvagens? Também não podemos discutir? Fica xenófobo? E choramos pelas alterações climáticas sem descobrirmos “a Índia” dentro de nós?

Só faz sentido contemplar a natureza, se soubermos primeiro contemplar o nosso silêncio. No escuro. Em Marvila, Vinhais, Loulé, ou Alhandra, não importa.

8- Prevenção de perturbações psicológicas da quarentena nas crianças?

Para quê? Eles parecem bem. Choraram no início, mas pronto. E também temos que nos preocupar com as Orientações dos Desorientados Gerais da Saúde que Não Acreditam em Prevenção porque Não Envolve Dinheiro.

9- Talvez porque não tenho medo de viver, não tenho medo de morrer.

Tenho medo das saudades dos meus pais por mim. E tenho medo das minhas saudades dos meus pais. Tenho medo de não ter mais tardes em que o vento passa nos cabelos das boas companhias da vida.

Medo que essas possíveis companhias, fiquem com a amígdala tão inchada do Covid, que esqueçam do que nos faz humanos. Tenho medo de ter medo das coisas erradas. Não tenho medo de sofrer, porque sofrer faz parte.

Ser humano, é estar, é ser, é fugir do “macaco”‘que fomos. O pânico foi útil a esse “macaco”. Esse “macaco” tinha mais do que fazer, do que ser grato, ou de socializar. Tinha fome, tinha tigres atrás dele.

10- Tanta gente que não sabia que os professores eram importantes!

Pois são! Por isso, precisamos deles no seu melhor. Não podemos deixar que desmotivem, por exemplo, de procurar boa formação.

Nas orações de cada um, escutemos alguma ordem divina nas coisas, caramba. Essa ordem não nos empurra para o pânico. Os preparados, os estruturados, podem ficar tristes, podem até ter medo. Mas que não seja das coisas erradas. E há poucas coisas mais erradas, do que não nos sentirmos gratos, ou do que precisarmos de um Covid para nos dar lições.

E eu não sei, isto que digo.

Não tenho a certeza.

Só acredito.

E espero que baste.

Porque eu sou grato, também por te ter aí.

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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