Aqui em casa os livros têm e sempre tiveram um lugar de destaque

Aqui em casa os livros têm e sempre tiveram um lugar de destaque

Amor em forma de livros

Aqui em casa os livros têm e sempre tiveram um lugar de destaque.

Filha de uma mãe leitora ávida, a Mariana desde cedo teve acesso a livros, nas suas várias etapas de crescimento.

Já há muitos anos (ela tem seis), que não se deita sem ouvir uma história e agora já começa a lê-las também, autonomamente.

Apesar de as crianças terem sempre muita inclinação para brinquedos, o que é não só normal como não faz mal nenhum, acredito que um livro é o melhor presente que lhes podemos dar.

Estimula a atenção e a concentração.

Ajuda a desenvolver a imaginação e a criatividade.

Cria momentos de ligação muito importantes entre quem lê e quem ouve.

Permite à criança saber mais, descobrir, ter vontade de investigar. Faz com que surjam perguntas, cria diálogo.

Desenvolve outras capacidades, porque muitas vezes faz com que haja vontade de fazer desenhos, construções de cartão, lego ou outros materiais, relacionados com as histórias que se ouviu… ou cria-se porque se quis recriar o que se ouviu.

Os livros não são presentes baratos, mas as bibliotecas são pequenos tesouros que muita gente ainda não explora.

Há quem tenha bibliotecas na escola e essas devem ser aproveitadas, mas existem também as bibliotecas municipais, que estão cada vez mais tecnológicas, em que é possível pedir digitalmente que um livro que não está disponível na nossa biblioteca, seja enviada de outra para ser requisitado.

Ensinar as crianças a usarem os livros das bibliotecas é também dar-lhes um sentido de responsabilidade extra. Precisam de cuidar de algo que não lhes pertence, para que seja devolvido nas mesmas condições. E para os mais velhos ajuda a ter um objectivo de leitura que deve ser cumprido até o prazo de devolução chegar.

Muitos pais não têm hábitos de leitura, ou gosto, e por isso é-lhes difícil transmitir esse gosto aos filhos. Acredito que é algo que se pratica, desenvolve, e muitas vezes os filhos conseguem trazer os pais para o mundo da leitura e é fantástico quando acontece.

Quando algum amigo me diz que não tem paciência ou os filhos se desinteressam quando é ele a ler, aconselho que não desistam.

Todos os novos hábitos podem trazer resistência, mas insistir, neste caso, é vencer. E há também muitos recursos on-line. Não aconselho que se habitue as crianças a ouvirem histórias a olhar para um ecrã, principalmente se forem muito pequeninos, mas se isso for algo a que se recorre com conta peso e medida, acho que é muito melhor que nada. E o nosso país está repleto de bons contadores de histórias. Muitas editoras apostaram neste segmento durante o confinamento, há livrarias a fazê-lo, há pais amantes de livros que têm páginas públicas e que o fazem, há bookstagramers (pessoas com páginas de instagram dedicados aos livros – no que toca a livros infantis há muitos e muito bons), enfim… um mundo.

Tenho memórias de me contarem histórias, tenho mesmo muitas de quando comecei a ler ir para a cozinha enquanto a minha mãe preparava o jantar, para lhe ler a ela. E tenho infinitas memórias preciosas de momentos vividos com a minha filha a partilharmos histórias.

Nestes tempos que vivemos, as histórias levam-nos muito longe e fazem-nos ficar mais perto de quem amamos.

Se puderem, não deixem de viver este amor em forma de livros…

image@weheartit

MÃE DE UMA MENINA, É PARA E POR ELA QUE ESCREVE SEMANALMENTE, PASSANDO PARA PALAVRAS OS MAIORES SEGREDOS DO VERBO AMAR.

Autora orgulhosa dos livros Não Tenhas Medo e Conta Comigo, uma parceria Up To Kids com a editora Máquina de Voar, ilustrados por aRita, e de tantas outras palavras escritas carregadas de amor!

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