Piropos

Hoje ouvi falar aos pontapés sobre a história dos “piropos”. Pessoas contra, pessoas a favor e outras simplesmente a aproveitar para a graçola – o que não tem mal nenhum.
Então estive a ler sobre esta lei…
Afinal não estamos a falar de piropos ou daquilo que considero piropos. Falamos de assédio sexual. Sim, é isso mesmo: ASSÉDIO SEXUAL.
Atenção, não se fala de elogios simpáticos e educados mas sim de pessoas que utilizam gestos e linguagem impróprias para com quem, muitas vezes, nem conhecem – não deixa de ser ordinário só porque conhecem. Pessoas que se insurgem como possíveis predadores sexuais e que semeiam o medo só porque de uma forma DOENTIA se sentem mais machos. Não me vou pôr aqui com descrições, acho que a maior parte das pessoas sabe o tipo de “piropo” (não considero sequer um piropo, acho mesmo rasca e porco).
Tinha no máximo 10 anos e lembro-me de nem sequer perceber o que é que queriam dizer com algumas coisas que ouvia na rua. Sabia que não era uma coisa boa e nunca olhei para as pessoas que o diziam, limitava-me a acelerar o passo e a fugir daquela situação, que me suscitava um MEDO horrível, o mais depressa que podia. Era uma criança… Eram homens da idade do meu Pai e dos meus Tios. Pessoas que podiam ser meus pais.
Hoje em dia tenho vontade de partir a boca a um camelo desses! E se for algo a que assista, garanto-vos que denuncio e vou fazer uso desta lei sem qualquer problema.
Há quem diga que o problema é da educação e que temos é que educar os nossos filhos. Concordo. Temos que os educar! Mas as minhas perguntas são: E até se educar? E quem não souber educar? E quem achar que este tipo de assédio é apenas um piropo giro e maroto? (havia mais perguntas, ficam estas).


Andou meio mundo a partilhar o vídeo sobre a miúda que pede ao pai para a proteger e afinal não perceberam o conteúdo do mesmo.

Que seja o princípio do fim dos D. Juans de meia-tijela!

imagemcapa@belelu.com

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