Quantos pensamentos temos por dia?

Quantos pensamentos temos por dia?

Quantos pensamentos temos por dia?

Muitos.

Não há consenso, mas serão 6200 pensamentos por dia.

E em tempos como os que estamos a viver, até podem ser mais, dadas as mudanças tão frequentes.

E desses pensamentos, quantos serão negativos? Quantos serão prejudiciais? Quando nos farão mal?

A verdade é que ninguém nos ensinou a pensar sobre o pensamento.

E é tão importante. Pensar sobre a forma como estamos a pensar…

Podia dar-se o caso desses pensamentos negativos nos ajudarem a evitar acidentes. Podia dar-se o caso, de terem uma grande utilidade. Mas não.

Pensarmos negativamente sobre as nossas atitudes e comportamentos não ajuda a termos melhores atitudes e comportamentos. Pelo contrário.

Os Xutos cantam “nunca dei um passo, que fosse o correto, eu nunca fiz nada, que batesse certo…”. Penso que é assim, citei de cor… Mas os Xutos podem. É uma canção. Se tivermos pensamentos destes várias vezes ao dia, só nos prejudicamos.

Há psicólogos que falam na “negative bias”, a tendência para o nosso cérebro dar mais valor às coisas negativas, do que às coisas boas que acontecem. Talvez tenha sido útil na nossa evolução como espécie. Hoje, os desafios são completamente diferentes, enquanto que os cérebros, estão praticamente na mesma.

Fazer um esforço cognitivo para pensarmos sobre a forma como estamos a pensar, pode ser transformador.

A Educação de Infância, da maneira como está estruturada, ao centrar as prática nas crianças, nas suas necessidades, nas suas características, dá uma excelente base para que os futuros adultos sejam capazes de um tipo de pensamento mais saudável, mais higiénico…

E empatia é fundamental. A criatividade também. A resiliência idem. Mas se tivermos o cérebro vencido pelos tais pensamentos derrotistas, negativos e catastrofistas, essas competências não se conseguem instalar.

O que podemos fazer para contrariar esta tendência? Deixo 4 estratégias:

1. Pensarmos sobre este assunto, já é uma estratégia;

2. Vamos estar mais atentos aos nossos pensamentos;

3. Fazer pausas saudáveis e úteis durante o dia;

4. Vamos conversar, dialogar, vamos escutar…vamos reunir…connosco próprios!

E depois, para concluir, há um tipo específico de pensamento negativo, que é quando estamos a pensar…que não devemos pensar em determinado assunto. Há que enfrentar. Em vez de fugir do assunto, há que olhar o assunto nos olhos. Eventualmente nessa reunião que fizermos connosco . Isto vai ajudar a salvar o nosso sono.

Daniel Wegner, professor de psicologia da Universidade de Harvard, diz que “as coisas que varremos para debaixo do tapete enchem a nossa mente enquanto sonhamos”. Por isso, cuidado com o esforço para não pensar em determinadas coisas, caso contrário, ainda nos surgem nos sonhos, para nos puxar um pé.

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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