Sonhar. Tanto sono que não dá para sonhar

Sonhar. Tanto sono que não dá para sonhar

Sonhar. Tanto sono que não dá para sonhar

Hoje acorda e nem mais um sonho. Cansada do sono sem sonhar adormece de novo, sem crer que sonhará outra vez. Os sonhos são como os irmãos mais velhos do bem-estar, guiam-nos por caminhos incertos com a calma de quem já lá esteve. E sabendo o quão importante é faze-lo, entristece-me o facto de não conseguir sonhar.

Precisará de ajuda? O comprimido não foi suficiente…

A força para alcançar o sonho, que embora exigida numa saudável rotina de sono, não é bastante. É mediana talvez. No entanto é normal que assim seja. Durante o dia é tão gasta a brincar, exercitar, aprender, que quando chega a noite, naturalmente, se desvanece, e de tão pouca que é, nem um sonho é capaz de lhe ceder.

Não existe descanso sem a orientação dos sonhos.

São como personagens sem figura definida que remam em direção ao horizonte, abandonando-nos apenas quando o sol toma o seu lugar.

Interrompendo um pouco o romantismo da questão, que espero que tenha aliviado o impacto que a falta de descanso realmente tem na sociedade em si, na verdade cada vez mais a carga horária sobrepõe-se ao tão necessário repouso. Ao analisarmos o panorama biológico, denotamos que é durante o sono que o nosso organismo realiza inúmeras funções cruciais à manutenção da nossa sanidade. Desde o fortalecimento do sistema imunitário à secreção de hormonas como a insulina ou a hormona do crescimento, fundamentais para o desenvolvimento das crianças.

É ainda durante a noite, daqueles que a conseguem aproveitar, que ocorre a consolidação da memória, um fator de extrema importância, principalmente nas faixas etárias mais jovens. O fervor das atividades cognitivas diurnas pede uma calmaria noturna, de modo a cimentar sem falhas os conteúdos abordados. No decorrer do dia o impacto da noite anterior consegue ser bem visível. Nomeadamente no que respeita aos aspetos comportamentais, tais como mudanças de humor, perca de memória, défice de atenção, flutuações hormonais e até lapsos no próprio raciocínio podem ser indicadores de exaustão e falta descanso.

Já dizia Freud – “Dreams are the guardians of sleep and not its disturbers”.

Como seria agradável se em cada noite de divagação na almofada uma boa viagem nos acompanhasse. Que nos levassem para longe desta realidade dura em que o trabalho, muitas vezes, não faz jus á recompensa. Em que o estudo é tanto que se torna tão pouco, pois tudo o que é demais piora, acabando por estragar o que já se conseguiu.

Quando digo isto refiro-me a todos. Dos tenros aos maduros, todos os que trabalham e se esforçam, mas que no final do dia a perspetiva do que se segue é tão breve, tão crua, que á partida se dissocia em duas vertentes: os que dormem mas não sonham, perpetuando uma nostalgia que não deixa descansar; e os que sonham mas não dormem, estes últimos que durante a noite deambulam a procura do sono, são também os que muitas vezes engolem benzodiazepinas ou antipsicóticos para saírem dessa mesma vigília incessante, sem nunca perceberem bem o que estão a vigiar.

Cerca de um terço da nossa vida é passada a dormir. Mas a qualidade do sono não se restringe ao tempo. Vagueia entre as horas e os sonhos e, sempre a fazer figas pela longevidade, vai cuidando da saúde de quem a tem. A preocupação com o nosso sono é muito importante. E para quem tem crianças é imperativo que cuidem do sono delas também, porque de que servirá uma infância atulhada de felicidade e amor mas manchada por falta de sonhos?

Por Gonçalo Brito

No âmbito da educação somos um centro de explicações que se distingue claramente de todos os outros! Pretendemos, não só, formar bons alunos mas também jovens esclarecidos e competentes para tomarem decisões.

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