Deixar os bebés no infantário antes dos 2 anos

Deixar os bebés no infantário antes dos 2 anos, sim ou não?

Os bebés até aos 2 anos, por vezes até mais, não têm vantagens nenhumas, nesta dita “socialização”

“Estamos a pensar colocar o bebé no infantário porque em casa aborrece-se. E se calhar não desenvolve tão bem, não acha Enfermeira?”

E eu penso: “ Se os bebés falassem! …”

Pensem nisto:
Se os bebés falassem e pudessem responder às seguintes questões, quais seriam as respostas que eles dariam?
“- Martim, o bebé prefere levantar-se todos os dias à hora que quiser ou prefere, levantar-se todos os dias cedo e sair de casa com chuva e frio?”
“- O que prefere Laura? que a avozinha lhe dê a comida à boca na sua cadeira como uma “lady” ou esperar que num conjunto de 8 bebés chegue a sua vez?”
“- Olívia, prefere dormir a sesta na sua cama ou no berçário com mais 6 bebés que não adormecem ao mesmo tempo?”
Estas são apenas algumas questões que me passam pela cabeça quando oiço pais com este discurso. Sei que é um tema controverso, mas se me perguntam a minha opinião, eu tenho de responder o que penso e acabo por falar também da minha experiência como mãe.

Antes de mais, e para não tornar este texto ainda mais polémico ressalvo que, grande parte dos infantários e colégios desempenham um papel maravilhoso e cuidam da melhor forma possível dos bebés.

Certo é, que atualmente, entre os 4 e os 6 meses de vida de um bebé, muitos são os casais que por questões profissionais se vêm obrigados a tomar a decisão de colocar o filho num infantário.

O meio laboral é cada vez mais exigente e feroz e por mais que as leis até tenham vindo a melhorar, há que dizer que ainda há muito a melhorar para que todos (entidade patronal, pais e filhos) saiam a ganhar.

E se há uma avó disponível, para ficar com o bebé?

Os pais devem recorrer a essa solução? Ou pode não ser a melhor solução para bebé?
Recentemente numa das minhas leituras deparei-me com a informação que no congresso nacional em Espanha de Pediatria, realizado em Sevilha, a opinião foi unânime:
“ Os Pediatras aconselham não escolarizar os bebés antes dos dois anos de vida.”
Recorrentemente, em conversa com alguns casais surge a frase:
– “Tenho receio que não desenvolva, já li que é importante que brinque com outros meninos”
A minha resposta baseia-se também na minha experiência pessoal. Dou o exemplo dos meus filhos que só foram para a “escolinha” aos 4 anos, e que por várias vezes em consulta, o Pediatra me disse:
“Aqui temos 2 crianças que são o exemplo que se forem estimuladas em casa desenvolvem como se estivessem no infantário!

Deixar os bebés no infantário antes dos 2 anos, não traz qualquer mais-valia para a criança.

Os bebés até aos 2 anos, por vezes até mais, não têm vantagens nenhumas, nesta dita “socialização”

Nestes dois primeiros anos de vida o que é importante é o desenvolvimento emocional. É a altura ideal para uma boa base afectiva. Ele precisa de rotinas, do seu espaço, mimos, basicamente o seu “minimundo”! O bebé ainda não está preparado, nem interessado no que se passa fora do seu minimundo.

infantário1

Quem já ouviu esta frase:
“ Sei que se colocar o bebé no infantário vai adoecer mais vezes, mas vai acabar por ganhar mais imunidade!” Será?

Os bebés e a imunidade

Crianças que frequentam o infantário têm duas a três vezes mais probabilidade de adoecerem com otites médias, constipações, gastroenterites, bronquites, faringites … pneumonias. Consequentemente, acabam por tomar mais medicamentos, inclusive antibióticos, do que as restantes.
Sabia que o sistema imunitário só está completamente desenvolvido por volta dos 2-3 anos? O mesmo vírus, num bebé de 6 meses pode deixa-lo de cama durante uma semana e numa criança de 4 anos não desenvolver qualquer sintoma?

Vamos deixar de inventar desculpas!

Não existe nenhum estudo científico que comprove que meninos colocados precocemente no infantário têm melhor desempenho escolar ou profissional!
Voltando à minha experiência como mãe, posso dizer-vos que no primeiro dia de “escolinha” ambos me viraram as costas e  disseram: – “Adeus, mãe!”. Sem uma única lágrima. Estavam preparados para esta nova etapa e sem a angustia da separação comum em bebés mais pequenos.
Em suma os infantários, são uma excelente solução para o problema:
– “Não tenho com quem deixar o meu bebé quando começar a trabalhar”.
Se não há outra solução, nada melhor que deixar os bebés com profissionais experientes em espaços certificados para o efeito. Neste caso, a escolha do local, é importante e deve ser feita com antecedência.
Procurem informações sobre o infantário, visitem-no e aproveitem para fazer todas as questões que vos preocupam

 

28 thoughts on “Deixar os bebés no infantário antes dos 2 anos
  1. Pingback: Mães preocupadas
  2. Este texto, não pode nem deve ser exposto como regra. Há crianças que somente desenvolvem capacidades cognitivas com mais rapidez, uma vez que expostas a estímulos que somente especialistas na área (pedagogia) podem incentivar.
    Meu bebe tem cerca de 2 anos e meio e esta no infantário a cerca de 1 ano. Noto que em comparação à amigos que tem crianças da mesma idade em casa, ele está muito desenvolvido bem como os coleguinhas dele na escola.
    Fora o fato de que pequenos problemas como atraso de desenvolvimento, autismo ligeiro entre outros problemas de desenvolvimento são mais precocemente detectados pelos educadores (os quais tem uma vasta experiência com crianças) o que, por vezes é fundamental o seu tratamento desde a tenra idade.
    Em relação à exposição às doenças… É uma fase que toda a criança que se quer saudável em relação à imunidade futura tem que enfrentar. Criar nossos filhos dentro de uma redoma não é de todo saudável nem para a criança nem para a os pais. O tempo que a criança passa se desenvolvendo na escola, dá aos pais, certamente, mais paciencia para lidar com outras questões futuras de amadurecimento da personalidade dos mais pequeninos.
    No meu caso em concreto…100% apoiada a iniciativa em deixar meu Tiago na creche com 1 ano e meio!

  3. Este texto, não pode nem deve ser exposto como regra. Há crianças que somente desenvolvem capacidades cognitivas com mais rapidez, uma vez que expostas a estímulos que somente especialistas na área (pedagogia) podem incentivar.
    Meu bebe tem cerca de 2 anos e meio e esta no infantário a cerca de 1 ano. Noto que em comparação à amigos que tem crianças da mesma idade em casa, ele está muito desenvolvido bem como os coleguinhas dele na escola.
    Fora o fato de que pequenos problemas como atraso de desenvolvimento, autismo ligeiro entre outros problemas de desenvolvimento são mais precocemente detectados pelos professores (os quais tem uma vasta experiencia com crianças) o que, por vezes é fundamental o seu tratamento desde a tenra idade.
    Em relação à exposição às doenças… É uma fase que toda a criança que se quer saudável em relação à imunidade futura tem que enfrentar. Criar nossos filhos dentro de uma redoma não é de todo saudável nem para a criança nem para a os pais. O tempo que a criança passa se desenvolvendo na escola, dá aos pais, certamente, mais paciencia para lidar com outras questões futuras de amadurecimento da personalidade dos mais pequeninos.
    No meu caso em concreto…100% apoiada a iniciativa em deixar meu Tiago na creche com 1 ano e meio!

  4. Este texto, não pode nem deve ser exposto como regra. Há crianças que somente desenvolvem capacidades cognitivas com mais rapidez, uma vez que expostas a estímulos que somente especialistas na área (pedagogia) podem incentivar.
    Meu bebe tem cerca de 2 anos e meio e esta no infantário a cerca de 1 ano. Noto que em comparação à amigos que tem crianças da mesma idade em casa, ele está muito desenvolvido bem como os coleguinhas dele na escola.
    Fora o fato de que pequenos problemas como atraso de desenvolvimento, autismo ligeiro entre outros problemas de desenvolvimento são mais precocemente detectados pelos professores (os quais tem uma vasta experiencia com crianças) o que, por vezes é fundamental o seu tratamento desde a tenra idade.
    Em relação à exposição às doenças… É uma fase que toda a criança que se quer saudável em relação à imunidade futura tem que enfrentar. Criar nossos filhos dentro de uma redoma não é de todo saudável nem para a criança nem para a os pais. O tempo que a criança passa se desenvolvendo na escola, dá aos pais, certamente, mais paciencia para lidar com outras questões futuras de amadurecimento da personalidade dos mais pequeninos.
    No meu caso em concreto…100% apoiada a iniciativa em deixar meu Tiago na creche com 1 ano e meio!

  5. Este texto, não pode nem deve ser exposto como regra. Há crianças que somente desenvolvem capacidades cognitivas com mais rapidez, uma vez que expostas a estímulos que somente especialistas na área (pedagogia) podem incentivar.
    Meu bebe tem cerca de 2 anos e meio e esta no infantário a cerca de 1 ano. Noto que em comparação à amigos que tem crianças da mesma idade em casa, ele está muito desenvolvido bem como os coleguinhas dele na escola.
    Fora o fato de que pequenos problemas como atraso de desenvolvimento, autismo ligeiro entre outros problemas de desenvolvimento são mais precocemente detectados pelos professores (os quais tem uma vasta experiencia com crianças) o que, por vezes é fundamental o seu tratamento desde a tenra idade.
    Em relação à exposição às doenças… É uma fase que toda a criança que se quer saudável em relação à imunidade futura tem que enfrentar. Criar nossos filhos dentro de uma redoma não é de todo saudável nem para a criança nem para a os pais. O tempo que a criança passa se desenvolvendo na escola, dá aos pais, certamente, mais paciencia para lidar com outras questões futuras de amadurecimento da personalidade dos mais pequeninos.
    No meu caso em concreto…100% apoiada a iniciativa em deixar meu Tiago na creche com 1 ano e meio!

  6. Este texto, não pode nem deve ser exposto como regra. Há crianças que somente desenvolvem capacidades cognitivas com mais rapidez, uma vez que expostas a estímulos que somente especialistas na área (pedagogia) podem incentivar.
    Meu bebe tem cerca de 2 anos e meio e esta no infantário a cerca de 1 ano. Noto que em comparação à amigos que tem crianças da mesma idade em casa, ele está muito desenvolvido bem como os coleguinhas dele na escola.
    Fora o fato de que pequenos problemas como atraso de desenvolvimento, autismo ligeiro entre outros problemas de desenvolvimento são mais precocemente detectados pelos professores (os quais tem uma vasta experiencia com crianças) o que, por vezes é fundamental o seu tratamento desde a tenra idade.
    Em relação à exposição às doenças… É uma fase que toda a criança que se quer saudável em relação à imunidade futura tem que enfrentar. Criar nossos filhos dentro de uma redoma não é de todo saudável nem para a criança nem para a os pais. O tempo que a criança passa se desenvolvendo na escola, dá aos pais, certamente, mais paciencia para lidar com outras questões futuras de amadurecimento da personalidade dos mais pequeninos.
    No meu caso em concreto…100% apoiada a iniciativa em deixar meu Tiago na creche com 1 ano e meio!

  7. Patricia Silva diz:

    Aqui está, Marisa. O ponto de vista do “outro lado”, que algumas pessoas acima pediam. Partilho totalmente desta opinião e tenciono segui-la no meu caso particular. O meu filho tem quase 2 anos, está com a avó. Está um pouco atrasado na fala (que me parece totalmente por preguiça), mas adapta-se lindamente a todos os ambientes e pessoas, sempre. Está sempre bem disposto e comporta-se em qualquer lugar (com direito a uma birrita de vez em quando, claro). Interage com crianças e adultos, agarra bem no lápis para fazer “desenhos”, adora livros e animais. Quando está perto de outros meninos que frenquentam infantários, em nada o noto mais “apagado” ou menos adaptado, bem pelo contrário. Na minha opinião, a educação emocional é a primeira a ser trabalhada, e acredito que o meu bebé está no lugar certo para um maior equilibrio a este nível. Felizmente tive essa possibilidade. Irá para o infantário, sim, perto dos 3 anos. Mas não me chocam os casos das crianças que nem sequer chegam a frequentá-lo. E fui um desses casos, quando tinha alguns amiguinhos que aos 5 anos já “falavam” inglês… A entrada na fase escolar não os revelou melhores alunos, muito pelo contrário. No primeiro dia de aulas, enquanto eu fiquei feliz sentada ao lado dos meus novos amiguinhos, a maioria (vinda do infantário e, à partida, mais sociável) chorava, tendo os pais que ficarem sentados na cadeirinha do lado. Memórias de infância que moldam um pouco a opinião que tenho sobre este tema.

  8. Ana Maria Matos-Azevedo diz:

    Tudo muito bonito… e se tivesse escolha ficaria com o meu filho esses dois anos em casa, ou nem que fosse só um ano…
    Pois o minimundo do meu filho são dois minimundos… e os dois cheios de carinho e amor e colo e estabilidade emocional. E sim, se pudesse estaria com ele como qualquer Mãe adorava fazer. E sim, a avó seria um optima opção mas a mais de 1500km ou a cerca de 300km (sim porque tem duas) torna-se difícil gerir a vida de todos os dias e deixa-lo com elas…
    Se o seu artigo tinha como intenção fazer sentir culpados todos os pais que põem os filhos nos infantários… não conseguiu! Porque maior culpa e maior nó no estômago do que sentimos todas as manhãs, a deixá-los nas mãos de outras, e a fazer um sorriso para que ele não se preocupe nem absorva stress ou tristeza, e acolha esses novos braços com um sorriso, mesmo sabendo que o melhor para ele era estar em casa e “partir à descoberta” do mundo mais tarde… Maior nó no estômago não existe.
    Duvido que conheça muitas Mães que lhe digam o contrário. Before you criticise someone try walking a mile in their shoes.

  9. Ana Maria Matos-Azevedo diz:

    Tudo muito bonito… e se tivesse escolha ficaria com o meu filho esses dois anos em casa, ou nem que fosse só um ano…
    Pois o minimundo do meu filho são dois minimundos… e os dois cheios de carinho e amor e colo e estabilidade emocional. E sim, se pudesse estaria com ele como qualquer Mãe adorava fazer. E sim, a avó seria um optima opção mas a mais de 1500km ou a cerca de 300km (sim porque tem duas) torna-se difícil gerir a vida de todos os dias e deixa-lo com elas…
    Se o seu artigo tinha como intenção fazer sentir culpados todos os pais que põem os filhos nos infantários… não conseguiu! Porque maior culpa e maior nó no estômago do que sentimos todas as manhãs, a deixá-los nas mãos de outras, e a fazer um sorriso para que ele não se preocupe nem absorva stress ou tristeza, e acolha esses novos braços com um sorriso, mesmo sabendo que o melhor para ele era estar em casa e “partir à descoberta” do mundo mais tarde… Maior nó no estômago não existe.
    Duvido que conheça muitas Mães que lhe digam o contrário. Before you criticise someone try walking a mile in their shoes.

  10. Andei no infantário desde os sei meses até aos 6 anos. Hoje com 31 anos ainda me lembro das pessoas. Vocês a falarem da idade, para mim o que conta são as pessoas.

  11. Enfermeiros a escrever sobre educação. Enfim… Falar do que não se sabe é triste mesmo!
    Educadoras a dizer mal dos seus espaços ainda pior e ainda a substimar as capacidades dos bebés é porque proporciona momentos pedagógicos nulos, assim concordo que com educadoras destas é preferível ter os bebés em casa, sem sombra de dúvida…

    1. Não podia estar mais de acordo Maria. É mesmo triste.

    2. Olá Maria, posso perguntar se tem algum curso na área de bebés? Claro que como mãe que tem de pôr o seu bebé num infantário, gostaria de ouvir a opinião contrária. Mas a Maria só criticou mas não deu a sua opinião.
      Obrigada

  12. Sou Educadora há 18 anos e mãe de uma bebé de 16 meses. Já trabalhei em creche e fiz o meu melhor para que os “meus” bebés se sentissem acarinhados e felizes, no entanto, não existe ninguém que possa substituir a mãe. Consegui ficar com a minha filha até aos 12 meses embora tenha começado a adaptação à creche aos 9. Não há maior felicidade do que a ver crescer e acompanhar o seu desenvolvimento, os primeiros passos, as primeiras palavras, continuar a amamentar e fortalecer o vínculo que existe entre ambas! Desengane-se quem acha que as crianças com menos de 3 anos precisam de brincar com outros meninos pois estão ainda numa fase em que prevalece o “jogo paralelo”, assim como a quantidade de doenças que vão apanhar não os tornarão mais imunes mas sim mais frágeis, pois não deveriam apanhá-las tão cedo. Se eu não precisasse de trabalhar, levaria a minha filha ao jardim-de-infancia todas as manhãs a partir dos 3 anos e escolheria um JI que seguisse uma pedagogia baseada em modelos como Reggio Emília, Waldorf ou MEM. As tardes deveriam ser das famílias 🙂

  13. Eu sou Educadora e trabalho em creche. Sou também mãe de duas crianças. Sei que, regra geral, as creches e os seus funcionários fazem o melhor que podem para satisfazer as necessidades básicas dos bebés. Mas o melhor que se pode nem sempre chega. Existem momentos em que vários estão doentinhos ao mesmo tempo, e o nosso colo só leva um de cada vez. Os horários e as rotinas são sólidas, e são os meninos que têm de se adaptar. Se estão 15 crianças de 1 ano sentadas para almoçar, e 2 funcionárias a dar a sopa, imaginem quanto tempo espera a última a comer. Se uma das crianças resolve chorar à hora da sesta, todas as outras ficam com o seu sono prejudicado. Não me interpretem mal. Regras e rotinas são importantes para o desenvolvimento mas, efetivamente, até aos 3 anos, as crianças não brincam umas com as outras. Mordem, batem, puxam cabelos..E as “ites”… É um vai e vem de febres e viroses, e não há nada mais desconsolante que uma criança doente rodeada de barulho, sem um cantinho só seu para se aconchegar. Eu e os meus 10 anos de experiência concordam que a creche é mais prejudicial que benéfica. Mas a vida raramente permite aos pais essa escolha. E os meninos adaptam-se. Uns depressa, outros bem mais lentamente, mas todos se adaptam.

    1. Catarina Silva Pereira diz:

      Maravilhoso texto Marisa! A minha mãe era ama e sempre aconselhou colocar numa escolinha só a partir dos 3. Já iam mais independentes, brincavam, saltavam, falavam…. quando fui mãe pela primeira vez à 8 anos tive a possibilidade de ficar em casa com a minha filha….e fi-lo até aos 2 anos e depois coloquei-a numa ama! Tinha mais 5 crianças e uma rotina muito semelhante a que tinha em casa comigo! Quando deu entrada ao colégio, já com 3 anos, disse-me xau-xau e foi…sem problemas! Estava de bem… com a mais nova, hoje com quase 4, foi para a ama mais cedo do que a irmã e para o colégio aos 2 anos (porque a chamaram de uma instituição que eu gostava muito). Não me arrependo e tal como diz “ela adaptou-se! Está uma crescida! E isso é que é importante! Tal como a irmã ficou bem…como se fosse a sua casa.
      Cada criança é única e tem a sua forma particular de se adaptar…ao seu ritmo….
      Bem haja!

    2. Patrícia SIlva diz:

      Aqui está. O ponto de vista do “outro lado”, que algumas pessoas acima pediam. Partilho totalmente desta opinião e tenciono segui-la no meu caso particular. O meu filho tem quase 2 anos, está com a avó. Está um pouco atrasado na fala (que me parece totalmente por preguiça), mas adapta-se lindamente a todos os ambientes e pessoas, sempre. Está sempre bem disposto e comporta-se em qualquer lugar (com direito a uma birrita de vez em quando, claro). Interage com crianças e adultos, agarra bem no lápis para fazer “desenhos”, adora livros e animais. Quando está perto de outros meninos que frenquentam infantários, em nada o noto mais “apagado” ou menos adaptado, bem pelo contrário. Na minha opinião, a educação emocional é a primeira a ser trabalhada, e acredito que o meu bebé está no lugar certo para um maior equilibrio a este nível. Felizmente tive essa possibilidade. Irá para o infantário, sim, perto dos 3 anos. Mas não me chocam os casos das crianças que nem sequer chegam a frequentá-lo. E fui um desses casos, quando tinha alguns amiguinhos que aos 5 anos já “falavam” inglês… A entrada na fase escolar não os revelou melhores alunos, muito pelo contrário. No primeiro dia de aulas, enquanto eu fiquei feliz sentada ao lado dos meus novos amiguinhos, a maioria (vinda do infantário e, à partida, mais sociável) chorava, tendo os pais que ficarem sentados na cadeirinha do lado. Memórias de infância que moldam um pouco a opinião que tenho sobre este tema.

    3. Patrícia SIlva diz:

      Aqui está, Marisa. O ponto de vista do “outro lado”, que algumas pessoas acima pediam. Partilho totalmente desta opinião e tenciono segui-la no meu caso particular. O meu filho tem quase 2 anos, está com a avó. Está um pouco atrasado na fala (que me parece totalmente por preguiça), mas adapta-se lindamente a todos os ambientes e pessoas, sempre. Está sempre bem disposto e comporta-se em qualquer lugar (com direito a uma birrita de vez em quando, claro). Interage com crianças e adultos, agarra bem no lápis para fazer “desenhos”, adora livros e animais. Quando está perto de outros meninos que frenquentam infantários, em nada o noto mais “apagado” ou menos adaptado, bem pelo contrário. Na minha opinião, a educação emocional é a primeira a ser trabalhada, e acredito que o meu bebé está no lugar certo para um maior equilibrio a este nível. Felizmente tive essa possibilidade. Irá para o infantário, sim, perto dos 3 anos. Mas não me chocam os casos das crianças que nem sequer chegam a frequentá-lo. E fui um desses casos, quando tinha alguns amiguinhos que aos 5 anos já “falavam” inglês… A entrada na fase escolar não os revelou melhores alunos, muito pelo contrário. No primeiro dia de aulas, enquanto eu fiquei feliz sentada ao lado dos meus novos amiguinhos, a maioria (vinda do infantário e, à partida, mais sociável) chorava, tendo os pais que ficarem sentados na cadeirinha do lado. Memórias de infância que moldam um pouco a opinião que tenho sobre este tema.

  14. Estes textos são o reflexo de uma realidade de um leque de mães prodígio, que usufruem do luxo de poder não trabalhar durante 4? anos (se for apenas 1 filho ou mais se coincidir com irmãos). Certamente o orçamento familiar provem de outra fonte, libertando a capacidade para estas teorias.
    Talvez os avós… Porque afinal a delegação da responsabilidade e o conforto da ajuda disponível, que com jeito se estende para um jantar já preparado.
    A realidade da maioria, comprovada se necessário pelas listas de colégios e urgências pediátricas, faz sempre estalar o verniz destas maternidades e infâncias cor de rosa.

  15. dicasdeumamaefeliz diz:

    “Em suma os infantários, são uma excelente solução , para um problema que é: “ Não tenho com quem deixar o meu bebé quando começar a trabalhar” Sublinho na integra este texto, podia perfeitamente ter sido escrito por mim! Mas acrescento que uma criança não tem necessariamente que ir para o infantário depois dos 2 anos para adquirir competências satisfatórias ao nível da socialização! A minha filha não anda em infantário, tem o privilegio de ter avós disponíveis, não tem problemas de socialização. Por cá não somos apologistas do infantário, quando há condições favoráveis a um desenvolvimento positivo em contexto livre, fomentador de experiências únicas, com contacto com natureza e animais, para quê sujeitar os nossos filhos a quatro paredes?! espaços limitados… sítios que pretendem ensinar o aeiou quando as crianças ainda precisam é de brincar ! Por melhores que sejam os infantários… por cá não são opção. #dicasdeumamaefeliz

    1. Quatro paredes que podem ser portas de diversidade cultural. Os avós percebem pouco sobre rotinas, fases de desenvolvimento infantil… Há um tempo para tudo. Os avós com os netos desenvolvem ainda mais o seu egocentrismo e individualismo. Nos infantários aprendem a partilhar, brincar em grupo para além de desenvolverem inúmeras atividades de expressão plástica, musical, motricidade fina e ampla… Enfim, só quem tem formação na área sabe a diferença. E quem tem um número considerável de filhos que entraram com vinte meses para a creche e com quatro meses. As diferenças são inúmeras. Muito mais independentes, sociáveis e altruístas os que entraram com quatro meses, já para não falar das competências motoras e das expressões artísticas… E acima de tudo bem mais felizes e com capacidade de adaptação.
      Mas cada um decide o que é melhor para os seus filhos. Quando não se sabe mais o que se faz claro que é o melhor! E claro que também há infantários e infantários e profissionais que vivem para e da profissão e profissionais que vivem da profissão… Há que procurar os melhores e não cruzar os braços e considerar que o que se pensa são verdades absolutas…

      1. Aí, muito provavelmente as diferenças encontradas nos filos não se deverá apenas à idade de entrada no infantário, mas também à existência de irmãos…
        Eu tenho 2, entraram com a mesma idade na creche, e o 2º desenvolveu mais que a primeira… e acho que a diferença é essencialmente por não ter tido “tempo de filho único”, teve sempre outro “ser” a acompanha-lo e a puxar por ele…

        Se pudesse tinha ficado com eles mais tempo, mas infelizmente o meu mundo laboral não o permite…

        Acabei por trocar de infantário a partir do momento que, aos 4 anos, já estavam a ensinar os números tal como se faz na primária… há um tempo para tudo… Sendo que a única razão por que troquei de infantário foi por estarem a “escolarizar” demasiado… nada contra a ensinar números, letras, o que seja quando as crianças pedem e perguntam, agora por sistema e notando que muitos miúdos se estavam a retrair e deixar de querer saber…

        Resumindo, se pudesse ficava com eles durante mais tempo antes de iniciarem a vida de infantário, e durante a vida de infantário iriam durante menos horas… Não é um mundo perfeito…

  16. Ana Rita Carvalho diz:

    Muito certo…
    E perguntar opinião aos profissionais de educação? Qual será a opinião dos profissionais que estão diariamente com crianças tão pequenas?
    Penso que será um belo desafio de trocas de experiências…

  17. E quando não há avó… Nem ninguém familiar disponível????? Considero que seria o ideal para o meu filho entrar nas rotinas da vida aos 4 anos de idade… Isto porque com 4 meses não está ele preparado, nem a mãe, para o deixar no berçário…. Mas infelizmente a vida assim o ordena, para que possa dar tudo o que ele necessita, tenho de trabalhar!!! Pena não estarmos num país evoluído, e as mães poderem ficar em casa até, pelo menos, os 6 meses, e depois ter direito a 2 horas do horário de trabalho, para acompanhar o filho na introdução de outros alimentos, pelo menos, até aos 3 anos de vida!!! Será pedir muito! :/ A sorte é que sei que vai ficar com as melhores pessoas no berçário, com familiares e amigos que lhe vão dar os miminhos todos! Vai para o berçário por necessidade!!! Não tenho pressa que se desenvolva!!! Existe o tempo certo para tudo!!! Só quero que ele seja feliz!!!!!

  18. Não sei quanto aos 2 anos, mas pessoalmente vejo que as crianças que entram no infantário pela primeira vez aos 3 anos demoram muito mais na fase da adaptação e têm mt mais retrocessos (hora gostam, hora detestam, enfim). Eu como fui uma dessas crianças decidi que ou colocaria a minha ou perto dos 2 anos ou só depois aos 5. Como trabalho, foi antes dos dois, mas só aos 18 meses. Achei a altura perfeita! Isto porque:

    – Ela já andava bem e começava a fase de interação;
    – Ao mesmo tempo ainda era um bebé e andava de colo em colo quando necessário (de fato a adaptação dela decorreu maioritariamente ao colo, coisa que é um pouco impensável numa criança mais velha);
    – Costumam dar mais atenção a um bebé em fase de adaptação de que a uma criança mais velha na mesma fase (mesmo porque as turmas antes dos 2 anos vão até aos 10 ou 12 meninos e as depois dos 3 pode chegar aos 25)

    Concluindo, é óbvio que a família – num ambiente seguro e amoroso – será sempre a melhor opção, mas há que considerar a idade de coloca-los…continuo a achar os 3 anos a pior idade para isso. Acho que nem muito tarde, nem muito cedo. Se calhar no inicio dos 2 (e não aos 2 e meio ou quase 3) ou um pouco antes dos 2 anos seria, regra geral, a melhor altura.

    Só uma opinião 🙂

    1. só um a parte…dos 18 aos 24 meses usei essa fase toda como adaptação…ou seja, ela ia apenas 3 ou 4 vezes por semana e apenas por 2h a 3h por dia, maximo 4h. Só a partir dos 2, que coincidiu na mudança de ano letivo para a sala de transição (mas com as mesmas educadoras e coleguinhas), é que começou a ir 6h por dia. Para uma bebé que nem ao colo de amigos meus ia, posso dizer que esta forma de adaptação correu lindamente!!

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