A nossa família é a nossa raíz

A nossa família é a nossa raíz

A nossa família é a nossa raíz

Falarmos da família é como falarmos do nosso centro, da nossa casa.

Uma extensão de nós próprios, vamos para onde formos, nunca parecemos desligarmo-nos dela. Como se, em cada movimento que temos, em cada gesto, refletíssemos sempre um bocadinho de toda a bagagem que vem da nossa família.

Hoje, quando pensamos em famílias, sabemos que há múltiplas formas de ser família.

Nesta multiplicidade, o importante é que em cada uma delas haja espaço para se Ser quem somos em família. Para se Ser individualmente, para nos expressarmos, para recebermos e darmos amor, para a segurança e para o sonho. O importante é que as famílias possam assumir todas as formas imaginárias. Possam ser um pai e uma mãe e os filhos. Apenas os avós e as crianças. Possam ser o pai ou a mãe e as crianças. Possam ter pessoas de cores e culturas diferentes, pais adotivos, entre muitas outras. E todas estas ligações advêm do mais importante, o amor. Não podemos esquecer-nos que é o amor que nos puxa para a vida, que nos alimenta e nos dá garra. Assim, se cada criança tiver uma família, independentemente do seu tipo de família, sabemos que tem espaço para se desenvolver, crescer, e evoluir.

Incluir em vez de excluir

Apercebemo-nos que, algumas vezes, as crianças se sentem excluídas pelo seu tipo de família. Ou porque estão só com os avós, ou porque quando chega ao dia do pai ou da mãe parecem nunca se encontrar, não sabendo o que fazer a tudo aquilo que sentem, quando toda a escola está em azafama de presentes para os pais.

Ora, é mesmo muito bom que nestes dias especiais, nas escolas se aproveite para valorizar o papel de um pai ou de uma mãe, e se aproveite para colocar as crianças a pensar em como aquele pai e aquela mãe são importantes e estruturantes. Paralelamente, é importante celebrarmos as famílias e encontrarmos forma de incluir todas as crianças nesta celebração. Assim, é importante que a par dos dias de pais e mães, haja sempre um movimento de integração de todas as outras crianças numa perspectiva de celebração da família, com o intuito que tenham oportunidade de valorizar e mostrar a sua gratidão a quem têm lá em casa.

Não podemos esquecer-nos que é na família que a criança adquire os primeiros modelos.

É com a família que vai manter relações emocionais bastante profundas. É importante que consigamos educar para a família e para a inclusão de todas as famílias mesmo que não sejam as convencionais. A família permite crescer com um sentimento de pertença, de uma raiz familiar. É a partir da família que advêm muitas das competências emocionais. Pela sua relação de vinculação inicial, ou pelas emoções que experienciou pela ausência de relação, por exemplo. Se compreendermos a nossa família, a nossa raiz, e a nossa relação com a mesma, compreendemos muitos dos nossos padrões emocionais e aí podemos começar a elevar os nossos padrões de inteligência emocional.

É importante que a sociedade abra assim o espaço necessário para que as famílias se reinventem, e possam assumir as suas multiplicidades sem medos.

Sempre que cultivamos a educação para a família, cultivamos a igualdade, o amor, o cuidar e asseguramos o futuro das nossas crianças. Pois, a família é terreno fértil em amor e segurança, onde todos se ligam, sem que, para se ligarem, tenham de ser iguais. A humanidade só têm a ganhar com esta pluralidade de famílias. É na pluralidade que nasce o amor incondicional para todos.

Por Cátia Lopo & Sara Almeida

 

Educamos para a igualdade?

 

A Escola do Sentir, promove o desenvolvimento emocional e social do indivíduo.

No mundo infantil, a Escola do Sentir prima e anseia por uma educação holística, focada na criança/adolescente, alicerçada numa intervenção com pais e numa forte vertente de intervenção social e comunitária.

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