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Nome, a primeira propriedade que é dada a um filho

O nome dos nossos filhos é o maior legado que lhes deixamos a par e passo com os valores.

Parece tarefa fácil.  Para alguns sim, para outros herculaniana.

Algumas pessoas têm nomes “escolhidos” desde a infância. Nomes que de alguma forma têm significado porque conheceram alguém com esse nome de quem gostavam muito. Nomes que vão passando de geração em geração, tornando o processo facilitado outras carregado de mágoa, pois gostariam de quebrar a tradição, mas para o fazerem seria à custa de dar um desgosto a alguém.

Outros adequam o momento com nomes que estão na moda, de celebridades ou dos filhos destas ou na mó de cima. Nomes que tomam como critério a religião. Nomes que carregam significados de luta de vida ou de homenagem a alguém querido. Aqui gostava somente de vos fazer ver que a escolha é dos pais e não da criança, muitas vezes os sonhos são vossos, que o novo ser não vêm colmatar nunca uma falta, portanto atenção ao que fazem alguém carregar, para que não surjam aquelas frases “dei-te o nome de alguém que me era muito querido, alguém muito bom” …tornando o legado difícil de ser equiparado, alcançado e frustrante.

O nome de alguém é algo para toda a vida. É das primeiras propriedades que é dada a um filho. Portanto devia ser mais criteriosa a escolha. Muitos acham que pode sempre ser colmatado com um nome de casa ou um diminutivo. Mas a verdade é que em determinadas situações a pessoa terá de ser chamada pelo nome que não gosta, que é estranho, difícil de explicar ou de fazer entender, podendo ser um alvo fácil para piadas inadequadas. “Os nomes não condicionam”, refere o psiquiatra Daniel Sampaio. “Mas influenciam as crianças e disso não há dúvida.” Portanto pense com carinho.

Por vezes a lógica também passa por outros critérios: Um nome ou dois? Escolho quando o bebé nascer. Como é alguém que eu conheço com este nome? Parece-lhe estranho este último critério, quantas pessoas já lhe referiram após você dizer um nome de alguém, “todos os que conheço com esse nome são frescos … são uns traquinas … são difíceis de vergar … eh, são tão teimosos …

Segundo alguns estudos as meninas recebem, preferencialmente, nomes harmoniosos e do foro da fantasia (principalmente infantil). Os meninos carregam mais os nomes ligados à tradição familiar. Isto parece indicar que às mulheres, cabe o papel da atratividade, da beleza, enquanto os homens são responsabilizados pela continuidade familiar, pelos sonhos e posição de poder.

Cá por casa o critério acabou por recair em nomes tradicionalmente portugueses e grandes. E tudo pareceu minimamente fácil até à terceira gravidez … Não foi um dilema, mas já havia mais gente para dar palpites … mostrar vontade e que no fundo eu queria que participassem.

 

Regras para escolher um nome em Portugal:
O nome deve ter, no máximo, seis vocábulos (palavras) em que os dois primeiros podem corresponder ao chamado nome próprio e os restantes ao chamado apelido ou sobrenome. Os nomes próprios devem ser portugueses e admitidos pela onomástica portuguesa (catálogo de nomes próprios) ou adaptados fonética e graficamente à língua portuguesa e não devem suscitar dúvidas acerca do sexo. (Ver aqui completo)

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