Não deve haver nenhuma Mãe que não esteja a par dos benefícios da amamentação. Conhecer, todas conhecem. Depois são livres de optar. Eu fiz das tripas coração para conseguir dar de mamar. Não foi fácil, tive dores alucinantes, incertezas marcantes, e dias triunfantes. Mas aqui estou eu, já na terceira rodada, depois de essa primeira tentativa não falhada!
É claro que não critico quem não dá! Aqui sim, a escolha é da Mãe, mais do que nunca. Até porque acredito que, em muitos casos, é mesmo impossível, e não vale a pena a Mãe e o Bebé andarem a sofrer, quando a amamentação não tem de acontecer.

Agora, o contrário também tem de ser. As pessoas têm de se deixar de tabus injustificados! Com 3 filhos pequeninos, e um bebé que tem fome, às vezes, de 2 em 2 horas, mau era se não pudesse dar de mamar fora de casa. Teria de me tornar numa eremita, sem sair do casulo. Os meus filhos mais velhos precisam de apanhar ar, sair de casa, passear, e esta Mãe tem de ir atrás, porque lá bem no fundo, tudo se cria, tudo se faz.

Mas a verdade é que no outro dia, quando estava a dar de mamar numa esplanada de um café – devidamente resguardada e tapada, claro! -, reparei que duas mesas estavam a olhar para mim com ar de espanto. Por favor! Isto é um acto de amor! Não é nenhum atentado ao pudor… É certo que as pessoas em causa estavam já na casa dos 70 anos, altura em que as Mães não davam de mamar em público, mas adivinhem…os tempos mudam! As Mães de hoje em dia são mais práticas, mais flexíveis, mais facilitadoras. Porque para além de Mães também são trabalhadoras! Dentro e fora de casa! O que seria se tivéssemos deixar de sair só porque temos de dar de mamar. A vida parava. A casa ia abaixo. O nosso mundo não aguentava.
Com peso e medida tudo bate certo. Não estou a falar daquelas Mães que não se escondem e que escolhem qualquer sítio para dar de mamar. Isso também não…agora, quando nem sequer se vê o bebé, não vejo onde está a confusão.
Digam-me, há algo mais prático do que ter o leite sempre pronto, à temperatura ideal, sem ter de pensar em desinfectar biberons, ou comprar aquele bem especial? Eu não conheço e até digo mais, se pudesse, escolhia dar de mamar em exclusivo até aos 6 meses.
Quem é que não concorda? Vamos acabar com este tabu?
imagem@weheartit

2 thoughts on “O fim do tabu
  1. Sempre dei de mamar quando os meus filhos tinham fome. Em casa, no centro comercial, numa festa de casamento, num banco de jardim no Parque das Nações… E sem me cobrir, que aquilo faz-me impressão e os garotos não gostavam. Simplesmente, desapertava discretamente a copa do sutiã, levantava um pouco a camisola e o bebé, já à espera, agarrava-se logo à mama. Com a cabecinha à frente, nem se vê nada de jeito, qual é o problema? Nunca me apercebi de olhares estranhos (mas eu também sou distraída), mas se os tivesse detectado, nem me ralava. E então, nunca viram um bebé mamar? É pena, devia ver-se mais, sem traumas nem vergonhas.

  2. Para a semana a minha filha faz 6 meses e foi só maminha até agora. Muito prático mesmo e sempre dei em qualquer lado (tapada com uma fralda, claro). Tive a sorte de nunca me ter doído nada, foi tudo muito fácil. Não faço ideia se teria insistido caso tivesse as dores q tantas mães descrevem. Mas é de facto maravilhoso dar de mamar e mesmo muito prático 🙂 Para a semana começam as sopas. Desejosa de ver a reacção 😉

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