aos-olhos-de-uma-criança

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O mundo pelos olhos de uma criança

Aos olhos de uma criança todas as montanhas são alcançáveis.
Outras crianças são potenciais amigos: seja qual for a sua forma de vestir, de falar, a cor da sua pele.
Todas as poças servem de piscina.
A chuva é motivo para abrir o chapéu de chuva preferido.
A areia é a desculpa ideal para fazer castelos, pontes e túneis, croquetes humanos, para se enterrarem apenas com as cabeças de fora.
Um beijinho e um mimo curam qualquer das feridas.
As nuvens formam figuras que ajudam a contar uma história.
Todos os dias são uma folha em branco.
A sua comida preferida é razão de festa.
Um embrulho é o suficiente para as deixar entretidas: nem que seja a rasgá-lo durante alguns minutos.
As promessas dos pais valem ouro.
Os gestos dos adultos ensinam-lhes como devem agir.
Uma gargalhada é o melhor remédio para uma queda.
Quando toca no rádio do carro a sua canção preferida é altura de dançar – e todos os que estiverem por perto são obrigados a fazê-lo.
Uma bola é o equivalente a duas viagens na montanha russa, três algodões doces e um saco de pipocas.
As regras foram criadas para serem postas à prova.
Uma história às vezes conta como a volta ao mundo em trinta minutos.
Os mais velhos são como iguais, igualmente sedentos de atenção e carinho, capazes de lhes dar o mundo como a mais ninguém.
Não há incapacidades totais, sonhos impossíveis, inimigos cruéis.
Há um mundo à espera de ser descoberto, pessoas capazes de as fazerem felizes, brincadeiras infinitas, um sorriso para cada ocasião.

Falta-nos, por vezes, olhar o mundo assim.

Que nunca deixemos adormecer a criança que há dentro de nós, que consigamos fazer as nossas crianças manter um pouco desta sua pureza de espírito.

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