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O Pai Natal existe?

As luzes de natal das cidades já começam a acender. Os supermercados começam a estar cheios de brinquedos. Os anúncios na televisão estão intermináveis. Muitos dos centros comerciais anunciam a chegada do Pai Natal, das renas e dos duendes. A muitas famílias começaverdade? Quando ter a derradeira conversa? O que responder quando surgir a pergunta – O Pai Nata a surgir a dúvida: Será que é este ano que o meu filho deixa de acreditar? Deverei dizer a l existe?

Não há o acertado ou errado neste dilema. Sabe-se que a magia ou o pensamento mágico é um elemento importante na vida da criança. Que é importante alimentar a fantasia, a criatividade, a fantasia, a ilusão, o faz-de-conta … mas a decisão cabe aos pais e ao projecto educativo que pensaram em família.

Prós de contar que o Pai Natal não existe:

– o Pai Natal é um símbolo pagão, que fomenta o lado consumista e a sua família gosta de concentrar as tradições do Natal no lado religioso;

– as crianças precisam de perceber o trabalho e o tempo investido do pais e das outras pessoas, para aprenderem a dar valor às prendas;

– não gosta de mentir, não gosta que a criança acredite em personagens fictícias e não têm criatividade para as perguntas infindáveis e difíceis;

– a determinado momento a criança poderá ser o único ou dos poucos a acreditar, podendo facilmente cair nas malhas do gozo dos outros.

Prós de não contar (talvez pareça um pouco tendenciosa!!!):

– o Pai Natal é um símbolo que carrega uma história verídica, a de S. Nicolau;

– acreditar no Pai Natal ajuda a perpetuar a fantasia e a magia da quadra. Através do contacto com a fantasia, a criança depara-se com possibilidades, levanta hipóteses, faz suposições, aprende a pensar e questiona os limites entre a fantasia e a realidade. E é daí que surgem as perguntas;

– ajuda nos trabalhos desenvolvidos em contexto escolar, principalmente na Pré-escola;

– poder usar o Pai Natal como “arma” para chamar atenção para o comportamento das crianças, não, não é bonito, mas é eficaz!

– um pouco de imaginação ou fantasia não faz mal a ninguém e eles já acreditam em tantas outras personagens;

– quando surgirem questões difíceis a resposta deverá sempre ser “é por magia”, se se complicarem as perguntas “bata a bola para o outro lado do campo” e pergunte o que ele ou ela acha. Nunca deixe a criança sem resposta. Com certeza ela já fez alguma “investigação”, pois é exatamente essa investigação que estimula a capacidade de pensar.

Quando o seu filho tiver mais dúvidas do que certezas, aos poucos conte-lhe a verdade de acordo com que eles já sabem de antemão. Faça perguntas antes, muitas vezes eles procuram-no para terem certezas, mas já têm as respostas, estão a testar se os pais estão a ser sinceros. E lembre-se que muitas crianças mesmo sabendo a verdade gostam de manter a magia e a ilusão, não há qualquer problema em perpetuar a fantasia. As ideias que fazem parte do Natal é que são essenciais.

Viva esta quadra com tudo o que lhe é mágico, passando os valores e promovendo tradições, solidariedade, amor ao próximo e alegria … com ou sem Pai Natal.

1 thought on “O Pai Natal existe?

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