Sal da Vida

O Sal da vida

Festeje. Celebre. Sonhe. Seja feliz.
Acredito que vivemos numa sociedade deficitária em termos de festejos. Festejar não é gastar tudo, ou andar a rir no meio da desgraça. Festejar é uma forma de agradecer, mas sobretudo, de viver (n)o presente!

Um dos desafios para quem deseja colocar mais festejos na vida, é o de encontrar companheiros para a celebração. Não quer dizer que sozinho não seja possível, porém, sabe melhor a dois. Ou em grupo.
Se viver em casal, tente descobrir o tipo de celebração preferido de cada um. Depois, façam um plano equilibrado e sigam-no. O filho esforçou-se a estudar? O ano acabou em beleza? Para um de vós, isso pode pedir um jantar a dois onde o casal brinda. Para o outro, uma festa com a casa cheia, seria a celebração certa. A ideia é irem alternando (de acordo com o plano) o tipo de celebração, podendo agradar a ambos em momentos alternados.
A vida vai correndo como um rio. O que foi não volta a ser. A água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte. Só me arrependo do que deixei por fazer. São muitas as frases que nos alertam para a brevidade da vida.
Vale a pena viver com medo? Vale a pena guardar pratos para “um dia especial que nunca chega”? Guardar  perfumes para festas futuras? Guardar sorrisos? Guardar uma festa? Onde fica o sal da vida?
Façamos a festa perfeita! A minha festa de aniversário perfeita em dez pontos, seria assim:
1 – Seria para comemorar a entrada nos “entas”.
2 – Não haveria bolo. Haveria uma bola de carne. Sou mais salgados…A dita não seria comprada numa pastelaria. Seria feita pela Mena, uma amiga de infância que faz a melhor bola do Mundo.
3 – Os meus amigos, estariam sempre a recordar episódios embaraçosos e a fazer brindes.
4 – A festa seria na terra que me viu crescer. Onde (como diz a música) “a primeira namorada eu beijei”…
5 – Seria em simultâneo com o batizado da minha filha mais nova. Um dois em um, portanto.
6 – Teria sempre aquela música do Carlão – Quarenta, como se fossem vinte… – em pano de fundo.
7 – Os avós da batizada, fariam o bolo para ela, trariam petiscos filosóficos como moelas, estariam muito felizes e divertidos.
8 – Os convidados apreciariam uma vista magnífica do último andar de um prédio com vista para a tal terra que me viu crescer.
9 – A música de Boss Ac “Mais que Amor”, seria a banda sonora da segunda parte da festa (o batizado), altura em que as crianças seriam o devido protagonista.
10 – Os problemas da vida ficavam de fora. Só por umas horas. Havia só uma maka*. Ou duas, vá…
No fim, adormeceria (literalmente) nos braços do meu amor e, em sentido figurado, no colo dos meus pais.
Mas se nada disto for possível, não faz mal! Comemoro na mesma. Nem que seja só com a mulher e os filhos numa casa de comida rápida.
Não faria mal porque, pelo menos, já planeei, já sonhei…e quem sonha, arrisca-se a ser feliz.
 *Maka é um substantivo em kimbundu cujo significado, em português, se refere a um problema delicado, complexo ou grave. Na prática, é utilizado para referir pequenos problemas, daqueles que são o sal da vida.
imagem@bryllupstanker

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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