O tempo e a memória

O tempo e a memória. Reflexões para as férias ficarem no lado doce da memória.

Quando a ação é intensa, quando o acontecimento é marcante, a nossa memória fica carregada, como se mais camadas ganhasse.

As emoções intensas das brincadeiras em família, os novos trilhos descobertos, são camadas de qualidade acrescentadas à memória familiar.

Quando resgatamos estas memórias, por serem em tamanha quantidade, acontece cairmos numa ilusão do cérebro.

E, no futuro, as crianças, já crescidas, vão resgatar essas memórias com sabor a sal marinho, areia, protetor solar, vinagre (para os piolhos), enfim, com sabor a Felicidade.

A amígdala, na sua função de sistema de memória, acaba por ficar com muita informação. Quando os momentos são intensos ou vividos intensamente.

Assim, surge a ilusão: o acontecimento vivido parece ter acontecido em câmara lenta. Já lhe aconteceu?

Lembre-se em que circunstâncias?

Talvez num incidente que tenha vivido. Talvez numa tragédia. Mas, de certo, num momento com impacto na sua vida.
Tente trazer intensidade à sua vida. As crianças vão, mesmo que só daqui a uns anos, agradecer.

Nota final:

As férias de verão da minha infância, não acabavam nunca. E era tão bom. Elas eram grandes. E, claro, não me refiro ao tempo real. A questão é que vivíamos tudo muito intensamente, muitos eram os estímulos, as descobertas, as memórias que íamos construindo. Não era?

Envelhecer é, um pouco, ver os verões começarem a passar rápido.

Para mim, que estou sempre a aprender (trabalho em Escolas, com professoras, educadoras de Infância e com alunos) o tempo parece passar sempre devagar. Que bom!

Precisamos trazer a novidade para o palco principal. As férias servem para descansar. E descansar o que será? Não será viver coisas novas?

As novidades podem estar em detalhes.

Geralmente, no início das férias, estreio uma pulseira. Ela alerta-me para as férias mas também serve para trazer mais novidade. O meu pulso não está habituado, é um estímulo novo.

Gosto de levar os miúdos a praias diferentes. E a praias fluviais diferentes. Mudar as rotinas e, simultaneamente, acrescentar novidades.

Na música, nos livros, nos passatempos, podemos fazer o mesmo.

Hoje foi dia de molhar a pulseira nova.

E regar as memórias futuras das crianças. Para que vivam intensamente. Sempre.

imagem@carcanyion

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Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

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