Os Medos moram nas mães

Sou mãe e as vezes tenho medo… Todas as mães têm medos dentro de si. Há quem os tenha adormecidos e há quem viva aos sobressaltos.
Ser mãe exige-nos esforços diários constantes que executamos com uma naturalidade tal que, por vezes, passam despercebidos à nossa volta. Temos um mundo ou vários mundos nas nossas mãos e cai em nós a responsabilidade de os segurar como fossem bolas de cristal.
Quando penso que posso adoecer e que a mão que segura a minha casa pode estremecer, tenho Medo!
Quantas vezes adoecemos e os filhos parecem perdidos pela casa. Não sabem da roupa, dos sapatos, dos livros e da alimentação… Parecem zombies que vagueiam pelo espaço, perdidos na luz. Exagerando nos meandros da escrita, mas confessem lá se não parecem!
Eu tenho um medo que me acompanha diariamente, luto contra ele constantemente, como os heróis lutam contra os terríveis.
Há dois anos adoeci e fiquei a morar no hospital apenas por nove dias, sendo os mais longos dias da minha vida. Imagino com frequência as outras mães que lutam diariamente contra doenças graves e que tem de proteger as suas casas com a força das leoas quando o seu corpo fraqueja e a alma sofre.
Penso nas mães que lutam para sobreviver e que têm a força de um vulcão equilibrando as emoções num corpo que sofre.
E quando o mundo parece que foge, aparece alguém que nos segura nas mãos e caminha ao nosso lado, ajudando a superar os medos que controlam os pensamentos e o corpo com uma habilidade assustadora.
Queridos filhos, espero não voltar a sentir este monstro perto de nós, no entanto, se ele ou outro aparecer por ai mantenham o lar unido e criem a tal corrente que o protege do mundo em constante correria.
A mãe tem muito medo e este medo visita-me frequentemente … não hoje!
Porque hoje tenho sede de viver e de estar aqui entregue ao amor que nos une incondicionalmente…

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