Porque não dorme o meu filho?

O sono, ou a falta dele, é uma das grandes preocupações dos pais. As crianças dormem pouco, acordam muitas vezes durante a noite, não querem ir para a cama, não adormecem sozinhas, acordam a família toda a altas horas da madrugada, e poderíamos continuar a escrever um rol de queixas que os pais vão fazendo.

Dormir é uma necessidade básica, quer para os filhos como para os pais. para todas as queixas existem um sem número de técnicas, estratégias e métodos que prometem ser aquela solução que todos procuram. Mas a verdade é que não existe nenhuma que seja eficaz para todas as pessoas, assim, cabe aos pais a difícil tarefa de escolher.

Para começar facilita todo o processo se os pais aceitarem a situação tal como ela é. Não vale a pena lutar contra o que está a acontecer, aceite que o seu filho não dorme a noite toda, que chora, que precisa de vocês.

Em seguida procurem a razão pela qual isso está a acontecer. Lembram-se quando o vosso filho tinha 2 meses e começava a chorar? O que faziam? Tentavam procurar a razão e iam excluindo por tentativa e erro o motivo, porque não experimentar novamente? Será que tem fome, está frio ou calor? Precisa de afeto? Passamos pouco tempo juntos durante o dia? Tem medo de estar sozinho no escuro? Estas são apenas algumas questões, podem continuar à procura de outros motivos.

Depois de encontrar a razão passem então à última fase, encontrem uma estratégia para ajudar o vosso filho a dormir melhor!

Para ajudar a refletir aqui vai um exemplo prático da minha experiência pessoal. O meu filho acordava muitas vezes durante a noite. Primeiro decidi aceitar a situação e parar de lutar contra ela. Com calma observei o seu comportamento durante as noites e os dias, foi aparecendo um padrão, sempre que ganhava novas competências e capacidades as noites pioravam. Relembrei algumas questões acerca do desenvolvimento, quando uma criança ganha novas capacidades por um lado acorda pode acordar várias vezes durante a noite para as experimentar, por outro os ganhos de autonomia trazem o medo e ansiedade pelo que precisa de mais conforto. Quanto à última fase não restava muito a fazer, aceitei o que estava a acontecer, compreender o desenvolvimento infantil ajudou a normalizar o comportamento, e quando ele acordava dava o conforto que ele precisava para ultrapassar os medos e receios.

Assim cada família deve encontrar as respostas necessárias para resolver e ultrapassar a situação.

E que tenham noites calmas!

Por Rita FelizardoConselheira Parental em Leiria

imagem@shutterstock

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