promessa aos meus filhos

Promessa aos meus filhos

Promessa aos meus filhos

Querido filho,

enquanto eu for viva serei sempre primeiro a tua mãe, e depois tua amiga. Eu vou andar atrás de ti, chatear-te, dar-te sermões, levar-te ao desespero e ser o teu pior pesadelo. Prometo que vou perseguir-te como cão a coelho sempre que for preciso, porque te amo.

Quando compreenderes isso, eu saberei que te tornaste num adulto responsável.

Eu vou defender-te sempre, mesmo nos momento que tenha de te defender de ti próprio.

Nunca encontrarás na tua vida ninguém que se preocupe tanto, que te ame tanto e reze tanto por ti quanto eu. Porque o amor de mãe é assim. Incondicional e eterno.

Se não me chamares, pelo menos uma vez na vida, “a pior mãe do mundo”, então eu devo estar a falhar em qualquer coisa.

Porque crescer exige saber escolher, e eu vou obrigar-te  a fazer as escolhas certas. Quer gostes, quer não gostes.

Educar exige regras e limites,  e essas regras e limites são sempre impostas por mim. Desculpa.

Eu sei que não gostas mas que um dia vais dar-me razão. Um dia quando aconchegares o teu recém-nascido ao colo e te aperceberes que é possível amar tanto ao ponto de te escorrerem lágrimas pela cara abaixo, vais dar-me razão.

E vais amar os teus filhos e persegui-los até ao teu último sopro.
Tal como eu farei.

Mãe /pai

A partir da imagem do texto

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12 thoughts on “Promessa aos meus filhos
  1. Um texto simples, palavras pesadas e fortes tal como o nosso amor por eles. São apenas metáforas que resultam de um grande amor. Tudo na vida tem de ter regras…. e estas regras refletem-se nas nossas vidas e no nosso futuro. Uma criança que se deita às 22h não se compara com uma criança que se deita às 24h, são apenas duas horas de distância que podem significar diferenças numa vida! As regras básicas evitam as regras pesadas. As escolhas certas ? Essas são difíceis, até para nós Mães… mas estaremos sempre lá, seja para a escolha que for!

  2. Não sei muitas vezes o que fazer ou dizer, não sei se o devo orientar, se o devo guardar ou obrigá-lo a ser um pouco do que não fui e gostaria de ter sido. Sei sim que tudo o que faço é com a melhor intenção e com muito amor.Ás vezes acredito que se calhar é como esta senhora diz… deixá-los voar.

  3. Eu aprendi que os filhos não nos pertencem quando perdi meu 1 filho para o céu. Não achei neste texto a descrição do “amor incondicional”, mas sim o amor possessivo e egoístico que muitas mães confundem com o “condicional”. Os nossos filhos vêm o mundo para serem livres, e não para serem nossas replicas, eles terão seus próprios gostos, seus próprios objetivos, e com os próprios erros aprender a ultrapassar os obstáculos da vida. O nosso único objetivo como mãe é orienta-los, nunca controla-los, ou tentar domina-los ao nosso poder. Como muitas mães o fazem, querendo controlar todos os passos que seus filhos dão, tornando-se o “pior pesadelo”. Se algumas mães têm a bênção de verem seus filhos crescerem, casarem, lhes darem netos, aproveitem… Pois muitas queriam ver seus filhos passarem todas essas fases da vida e infelizmente não podem. Sou mãe de um anjo e de um menino lindo, mas agradeço todos os dias ao meu anjo por me ter ensinado o que é ser “MÃE”. Para mim ser mãe é: Entregar os filhos ao mundo, deixa-los seguir a seu modo, caminhando, caindo e se levantando e procurando o caminho que os levará a procurarem sozinhos aquilo que eles serão.

  4. Não posso deixar de concordar com este texto.
    Sim eu sou mesmo a pior mãe do mundo desde o dia em que a minha filha com 16 anos, depois de um dia de aulas, com colegas mal-comportados, me agradeceu por ser a mãe que tenho sido até agora que soube lhe transmitir valores de forma a ser e crescer diferente da maioria.

  5. Concordo plenamente com o sentido, implícito, neste texto.
    Depois quem diz: Eu ajudarei a conduzir…Eu percebo esta educação; eu percebo a utopia, eu percebo que é difícil dizer não.
    Eu só peço:-Diga não ao seu filho, quando for necessário. A humanidade nos vai agradecer.

  6. Eu percebi bem “o teu pior pesadelo”.
    Para os meus filhos sou tal e qual, porque é um amor que não cabe em nós, e sim, se tiver que ser, também serei o pior pesadelo deles.

  7. Como eu gostaria de ter sido eu a escrever cada frase, casa palavra. E força deste texto é fabulosa e graças a ele hoje consegui perceber o quanto afinal sou amada como mãe. Não mudava uma vírgula neste texto. Obrigada.

  8. Cristina Silva diz:

    “Obrigar a fazer as escolhas certas…”. Nunca o farei ajudarei a analisar as várias escolhas, tentarei não influenciar sequer, os filhos não são nossos são eles próprios e do Mundo… e depois quem sabe quais são as escolhas certas?

  9. Acho primeiro parágrafo uma aberração horrorosa…
    Espero ser sempre o porto seguro do meu filho e JAMAIS o seu pior pesadelo, pois o mundo já tem pesadelos demais!!!

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