A figura do pai é muito importante no decurso de uma gravidez. Este deverá envolver-se e estar presente, participando na compra de artigos para o bebé, acompanhando a companheira no curso de preparação para o parto, fazendo feliz a mãe do seu bebé.

Não há nada que uma futura mamã mais deseje do que sentir-se protegida, mimada e cuidada pelo seu companheiro, sentindo-o ao seu lado num momento tão incrível como é a gravidez. Em qualquer etapa da vida de uma mulher é importante que o seu companheiro a respeite e deseje, mas nesta etapa da gravidez é talvez onde a mulher necessita de mais atenção por parte do futuro papá.

No curso de preparação para o parto, em workshops e na maioria dos livros sobre a gravidez fala-se e responsabiliza-se o futuro pai pela felicidade da futura mamã. Contudo coloquemo-nos, por um momento, no lugar do homem: supondo que este estava disposto a ser pai e que ficou bastante entusiasmado quando soube da novidade, nunca (e volto a repetir, nunca!) sentirá o que sente a mulher desde o primeiro momento em que engravida. As principais diferenças são a nível hormonal, pelo facto de a futura mãe sentir o bebé a mexer-se e pela observação das modificações corporais que vão ocorrendo, que faz com que a mulher esteja consciente, a todo o momento, que existe um bebé a crescer dentro de si.

No caso dos homens tal não acontece e, por isso mesmo, o vínculo afetivo com o bebé fica mais difícil de se estabelecer. As ecografias 4D, por exemplo, ajudam a que os futuros papás comecem a criar este vínculo: ao ver a carinha do seu bebé e ao entender que o ser que está dentro da barriga da sua companheira sente, ouve e, em alguns momentos, até pode sorrir.

É difícil para um homem saber gerir uma situação como é a paternidade. Após o nascimento do bebé muitos homens não se sentem ligados afetivamente a ele. Toda a mudança radical que ocorre ultrapassa-os um pouco. Além disso o bebé inicialmente não interage, apenas dorme e come, e em nenhuma dessas tarefas é necessário que ele esteja presente.Todas estas tarefas são realizadas normalmente pela mãe e, deste modo, o seu vínculo tem sempre tendência para crescer.

A vida de uma mulher muda radicalmente contudo a natureza prepara-a para esta mudança. A mudança no homem é mais lenta e a vinculação ao bebé vai crescendo, demorando mais tempo mas acontecendo aos poucos.

O bebé recém-nascido e a mãe funcionam como uma só pessoa. Esta união é tão forte e estreita que, em algumas situações, os pais podem sentir-se um pouco colocados de parte e até dececionados ao não cumprirem as expectativas que haviam idealizado. Além disso, sofrem uma pressão constante e o seu comportamento é analisado “à lupa” sempre que estão perante uma nova situação, provocando nos papás um stress adicional.

O vínculo do pai ao seu bebé aumenta ao longo do tempo e, na grande maioria dos casos, é cada vez mais forte ao longo do crescimento do bebé. Assim, todas as emoções devem ser respeitadas e entendidas. A paciência, o amor, o mostrar interesse pelo como a sua companheira se sente, fará com que tudo corra de forma mais natural perante esta nova etapa. Ser pai é algo que se aprende, sendo o tempo e a paciência os melhores aliados.

imagem fornecida pelo autor

 

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