Será que os meus filhos sabem disto?

Será que os meus filhos sabem disto?

Será que os meus filhos sabem disto?

Havia uma rede social nas janelas da minha rua. Será que os meus filhos sabem disto?

Havia também tempo que andava com calma. Vagaroso, sem se atropelar. Olhávamos, víamos, esperávamos pelas pessoas sem ter telefone portátil. Será que os meus filhos têm noção disto?

Não estou a ser saudosista (caso haja carga negativa no termo). Gosto de olhar para o futuro. E se o passado me pode ensinar, posso tentar usar esses conhecimentos para ser mais feliz hoje, planeando um futuro melhor amanhã.

Vou tentar ficar mais tempo sentado num muro, a ver passar.

E vou mobilizar os miúdos para me acompanharem. Terei sucesso?

Vou experimentar usar um despertador a sério, para dar ao meu cérebro uma folga do telemóvel. Pelo menos, uma folga de uma hora.  A primeira hora da manhã, pode contar a história do resto do dia. Vou sugerir à família que me acompanhe.

Havia uma magia em ouvir um disco até ao fim. De ponta a ponta. Poderei tentar fazer isso com os meus filhos? Vou tentar!

E as escadas rolantes? Ainda me lembro de fazer uma espécie de excursão a Lisboa para ir subir numa escada rolante. Hoje, confesso, faço uma certa censura aos elevadores e escadas rolantes. Ainda há dias, no prédio onde vive a nossa amiga Deolinda, convenci o mais novo, e subimos pelas escadas!

Dizem que elas são ridículas. E a parte da minha vida construída à sua volta, é do tamanho do sorriso mais sincero. Escrever à mão. Escrever cartas. Como podemos sugerir aos nossos filhos que o façam? Será útil? Serão mesmo ridículas? Contribuirão para o desenvolvimento cerebral? Escrever num teclado será igual a escrever à mão?

Quando tossia (e se eu tossia!) o remédio era um pacho de álcool no pescoço. Vim depois a descobrir que isto era ridículo. Já há xaropes. Medicamentos. Comprimidos.

Vamos lá agora andar para trás e usar remédios naturais

E porque não? Vamos experimentar! Cebola no quarto para a tosse, um golinho de água para os soluços…vamos experimentar. Claro, com responsabilidade. Mas há um saber escutar o corpo que devemos recuperar. Para conhecer o que funciona (e não connosco).

Se sofremos com remendos nas calças, também havia razão para isso. Se as calças picavam, usávamos na mesma. E hoje? Faz-se um remendo? Usamos roupa readaptada? É dar espaço à criatividade.

Sempre vi os meus avós a apanhar sol. Um, nas arcadas de um prédio onde havia um talho. O outro, no seu quintal onde regava.

E hoje, vou quebrar a rotina, vou buscar a mais nova, um pouco mais cedo, e vamos à praia. No caminho, falo-lhe dos avós. E olharemos para o futuro.

Gosto de iniciativas “sem tretas” e com alma. Como a Up to Kids, por exemplo.

A criação do Mundo Brilhante permite-me visitar escolas de todo o país e provocar os diferentes públicos para poderem melhorar. Agitamos. Queremos deixar marcas.

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