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Síndrome do último filho

E aqui estou eu, melindrada, a divagar sobre uma teoria que talvez criei, já que nunca ouvi falar acerca de tal. Mas sai-me das entranhas, do coração, e da alma lavada. É isso mesmo, seguindo o meu instinto de Mãe leoa, este meu bebé, sendo muito provavelmente o último, ainda não cortou o cordão maternal. Já fez 9 meses mas ainda está a mamar, de manhã e à noite.
Ainda acorda a meio da noite e vem para a nossa cama. Sim, chamemos-lhe co-sleeping, ou whatever, àquela hora da noite, e com dois miúdos que acordam às sete da manhã com a maior energia do mundo, nem sequer penso que o ZM tem de aprender a adormecer sozinho na sua cama (e será que tem mesmo?)
Não sou de ferro, e para mim estes momentos valem ouro.
Colo ou mimo a mais, a verdade é que os meus filhos são uns miúdos felizes, livres e íntegros. Por terem muito mimo (do bom), não faz deles mais incumpridores do que os outros. Regras sim. Limites? Sem dúvida. Mas sempre com muito amor, muito acompanhamento, muita compreensão.
O Zé Maria ainda é um bebé. Ainda é o meu bebé (são todos…). Não quero que cresça (quem quer?), e muito menos quero que sofra. Se para adormecer pede um colo, uma mão, um lullaby, pois muito bem, é isso mesmo que dou. Se adorava conseguir pôr em prática todas essas teorias que se falam acerca do sono? Talvez sim, talvez não.
Tenho há meses na minha mesa de cabeceira um livro acerca desse tema tão polémico, mas ainda nem o abri. Com os meus filhos mais velhos foi assim, e hoje em dia adormecem sozinhos, seguros e confiantes, dormindo toda a noite, sem pestanejar.
E o desmame? Ai o desmame. Já ouço quem me diga que está na hora de cortar com este vínculo. Mas é um ato de amor tão forte, tão poderoso! E agora pergunto eu: Porquê? Se o bebé está ótimo, se é o nosso momento, se corre tudo tão bem? Se é tão prático, tão saudável, tão fantástico? Ok, ok, podem achar que é o síndrome do último filho, que estou assim porque sei que nunca mais vou viver esta experiência única de Mãe. E se calhar até é mesmo isso! Mas sabem que mais, não me importo de sofrer deste síndrome tão bom. Antes fossem todos assim.
Continuar a dar de mamar ou não, co-sleeping, colo a mais, para mim é tudo uma não questão.
Conselho de  Mãe: Acima de tudo e de todos, sigam sempre o vosso coração.  Esqueçam as teorias, as opiniões, as outras experiências, as sugestões, e deixem bem claro aos vossos filhos que os amam de paixão.

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